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"Lembramo-nos, ó Deus, da tua benignidade no meio do teu templo"(Sl 48.9)
"Quem diz de Ciro: É meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; dizendo também a Jerusalém: Sê edificada; e ao templo: Funda-te"(Is 44.28).
"Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre"(Jo 7.38).
Por mais engraçado que pareça, alguns poucos serão uns privilegiados, agraciados até por receberem em suas mãos, por ver caírem em seus colos quatro dias intensos cheios de possibilidades abertas que trarão para suas vidas um rico arsenal de experiências.
Não estou falando das experiências que levam muitos ao vazio existencial. Não me refiro às experiências negativas que carregam pessoas para a ilusão. Não se trata de privar o sono de ninguém. Muito menos estimula ao desperdício financeiro. Longe das ressacas e dos enfados estafantes de noites, dias inteiros e mais noites atrás de trios elétricos ensurdecedores.
Ora, se não é nada disso que se espera de um carnaval, o que será afinal? Bem, inevitavelmente é carnaval! Trata-se de um feriado com força de lei presente no calendário anual de todos os brasileiros. Não necessariamente um carnaval igual para todos. Não estamos obrigados a viver um carnaval homogêneo. Daí, abre-se um leque numeroso de boas e saudáveis opções de se viver um carnaval sem carnaval. Entende? Não? Explico-me...
Antes, quero provocar sua imaginação e criatividade. Vamos, o que você faria num carnaval, isto é, num feriado de carnaval sem carnaval? Depois que você discriminar ou selecionar as suas escolhas procure visualizar suas vantagens e desvantagens, o quanto ganhou ao viver um carnaval diferente.
Enquanto você cria suas escolhas, vou imaginar as minhas:
Eu viajaria com minha família para visitar meus parentes. Faria um churrasquinho em casa para receber os amigos. Iria para um sítio relaxar, tomar banho de açude e deitar preguiçosamente numa rede, andar a cavalo. Subiria a serra do cajueiro, admirava a paisagem do mirante, comeria uma galinha caipira e dormiria à sombra das mangueiras e cajueiros. Participaria de um retiro cristão. Alugaria bastante filmes para assistir com a família. Aproveitaria o tempo para comer um pouco mais da culinária da minha esposa. Colocaria em dia minhas leituras. Dormiria um pouco mais tarde para aproveitar a internet, e daria asas à imaginação para escrever tal qual me ocorre agora.
Agir assim abre um precedente para dizer que o que vale no tempo é sua duração. Como duraria o tempo! De qualquer modo, os quatro dias passarão para qualquer um. No entanto, para mim duraria mais. Não perderia o tempo como o fez Sansão que trocou uma vida inteira de lucidez por uma noite apenas de escuridão. A vida é dom de Deus!
Garanto a você que, ao viver um carnaval sem carnaval, não matará a si mesmo, mas as conspirações de uma cultura do prazer desmedido, do consumo desnecessário e do desperdício da qualidade de vida. Oportunize esses dias para viver melhor com saúde, alegria verdadeira e muito, muito mais otimismo, em que reine a paz espiritual. Seja feliz e cuide do seu interior!
“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”(Mc 8.36).
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia pela UERN e Especialista pela UFRN.
Páginas na internet:
www.umasreflexoes.blogspot.com
www.chegadootempo.blogspot.com
www.twitter.com/filoflorania
Em Mateus 6.5, o Senhor Jesus afirmou: “E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa”. O que Ele quis dizer é que não adianta nada usar de formalismo na oração, se não exprimirmos com sinceridade o que desejamos.
“O segredo da oração é a oração em segredo”. Essa frase não é um mero clichê; ela não faz parte daqueles bordões de autoajuda, repetidos mecanicamente, sem nenhuma eficácia comprovada pela Palavra. O Senhor Jesus foi claro quanto ao valor da oração em segredo: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.6).
Para orar a sós com Deus, não é necessário estar em montes ou em lugares ermos, sem proteção e segurança. O Senhor Jesus orou em montes e no deserto porque não havia à época templos como os de hoje. Mas Ele foi claro, ao dizer: “A minha casa será chamada casa de oração” (Mt 21.13). E também afirmou: “quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai” (Mt 6.6).
Você precisa de ajuda do alto? Quer que a sua oração seja ouvida? Então, atente também para o que Jesus disse em Mateus 6.7: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos”. Não é pelo muito falar que seremos ouvidos. Elias que o diga. Lembra-se de seu “embate”, por assim dizer, com os profetas de Baal? Ele os desafiou a orarem ao seu falso deus, e ele clamaria ao Senhor Todo-poderoso. E o verdadeiro Deus seria o que respondesse por meio do fogo (1 Rs 18.20-24).
Depois da tentativa frustrada dos profetas de Baal, que falaram, falaram, falaram, “desde a manhã até ao meio-dia”, Elias ironizou: “Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir, e despertará”. E de fato não houve resposta alguma (vv.25-29).
Chegou, então, a vez de Elias orar. Ele restaurou o altar, pondo tudo em ordem, e começou a clamar. Leia pausadamente, em voz alta, e marque o tempo no relógio, só para ter uma ideia de tempo (haja vista o profeta não tenha orado em português): “Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique hoje sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que segundo a tua palavra fiz todas estas cousas. Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, SENHOR, és Deus, e que a ti fizeste retroceder o coração deles” (vv.37,38).
Pronto! Marcou o tempo? Fiz uma leitura pausada, devagar. Tempo: 30 segundos. Agora vamos à resposta a petição de Elias: “Então caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caíram de rosto em terra, e disseram: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (vv.38,39).
Jesus responde sem que precisemos falar muito, na oração: “Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais” (Mt 6.8). Não é pela quantidade de palavras nem pelo tempo de oração que seremos ouvidos, e sim pelo relacionamento de comunhão que temos com Deus.
Quanto tempo durou a oração de Jesus antes da ressurreição de Lázaro? Ligue o cronômetro e leia: “Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste” (Jo 11.41,42). Treze segundos de oração! Mas observe que não houve pedido algum. Jesus não disse: “Pai, por favor, ressuscite Lázaro”. Não! Ele apenas agradeceu ao seu Pai por sempre ouvi-lo.
Não precisamos orar para convencer Deus a nos ajudar. Ele já conhece todas as nossas necessidades antes de começarmos a orar (Sl 139.4; Is 65.24). Fala-se muito, em nossos dias, de “oração forte”, “poder da oração”, etc. Tenho visto telepregadores — ou telenganadores? — dizendo: “Mande a sua oferta, a sua semente, e nós faremos uma oração forte por sua vida”. Mas o que existe de fato é a oração eficaz, aquela que é ouvida, respondida pelo Mestre Jesus Cristo, o Deus Todo-poderoso! E isso ocorre quando a oração está de acordo com o que Ele ensinou.
Ciro Sanches Zibordi
As pessoas sentem-se paralisadas com um consumismo compulsivo. Há gente por aí que sai de casa para comer comida de casa. Compra as mesmas coisas apenas para satisfazer seu sujeito de desejo, simplesmente para massagear o seu ego. Procuram-se lugares de prazer intenso quando o único lugar é dentro de nós mesmos numa comunhão indissociável com o uno, a unidade absoluta e indestrutível, Deus.
Infelizmente, não se ouve mais essa voz que não quer e não pode, também não deve calar. “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me”(Mt 19.21). Antes desse apelo do Mestre, o jovem rico se perguntava sem cessar: “(...) que me falta ainda?”. A resposta estava ali, incrivelmente presente na pessoa de Jesus, bem como o chamado à unidade absoluta.
A pergunta do jovem a Jesus é avassaladora, uma vez que pontua admiravelmente a extensão da ansiedade humana. Não somente em dado momento o homem se pergunta pelo que falta, porém em todos os momentos do curso da história, pois é a marca do quanto se é insaciável, do quanto se é insatisfeito.
A insatisfação, a sede, a procura, a falta é a marca da sociedade presente. Mas, não são as roupas, não são as compras, não são as comidas, não são as bebidas, tampouco o dinheiro, muito menos qualquer bem em particular que possa imediatamente trazer-lhe saciedade e realização pessoal ou autossatisfação, é seguir o apelo do Mestre: “Um só é bom”. Deixe-se atrair pelo Bom, pelo Único, pela Totalidade, pelo Infinito. Seguir a Jesus implica ouvir a sua voz que não é a voz da multidão, que não é a voz da ilusão, que não é a voz de falsas verdades.
Prof.: Jackislandy Meira de Medeiros Silva
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A ternura de Deus e a vitória sobre o mal.
A fragilidade humana: sinal de Deus que reconstrói a vida.
A vida de Cristo é uma oferta de graça. É ela que determina uma novidade na vida da pessoa. Principalmente, quando nos acontece uma experiência de graça.
Existe uma contradição: entre o ser; e o dever ser. A filosofia contemporânea elabora uma dialética sobre esses dois problemas.
Deixamos pra lá as contradições e nos apegamos às coisas. O niilismo, a negação do valor das coisas. A Reconciliação com Deus é a superação da divisão nas estruturas conflitivas que se encontram principalmente no coração do homem. Os exemplos são evangélicos: Mateus e Zaqueu. Um dia vocês serão salvos. Os primeiros que são tocados por Cristo são amados: “Vinde e vede”. Rm 7.14-25 – DIVIDIDOS. A divisão não é de origem dialética hegeliana e marxista, mas de origem ontológica, a partir dos conflitos internos do ser humano, sublinhado pelo apóstolo Paulo. Superar a divisão e vencer quando não se vê alguém dividido ou quando não se está dividido parece tarefa fácil. Agora, superar a divisão dentro da realidade e encontrar uma unidade pra ela é já uma tarefa honrosa. Pois se vence pela presença da Pessoa de Cristo, pelo encontro com a pessoa de Cristo. Cristo supera a dialética entre judeus e gregos; entre a lei e a Filosofia através da reconciliação com a Pessoa de Cristo.
A partir de Cl 1.20 em paralelo com Ef 2.12-18, é apresentada a comunhão com Deus de tipo pessoal de cósmica.
Em 2Cor 5.17-20, a pessoa que vive a unidade em si é uma pessoa nova. Tudo isso vem de Deus. O resgate do homem com seu redentor e salvador é obra de Deus através de Cristo, de uma pessoa, e não de uma dialética.
Tudo aquilo que é divisão é superado. O encontro dos apóstolos com o Senhor. Que experiência! Porque se toca a carne, a humanidade é bendita, santa de Cristo que agora está à direita do Pai. O resgate do fiel por Cristo é dado por uma pessoa, e não por um discurso. A volta do ser humano quebrantado para Deus é via Cristo pessoal. Portanto, é Deus quem reconcilia por Cristo.
É o olhar de Cristo que toca um coração dividido, contrito, quebrantado. É o reconhecimento da pessoa de Cristo que supera toda e qualquer divisão. Um fato marcante disso, é a famosa cena do filho pródigo no Evangelho que chora de dor ao lembrar do Pai. Isso não o move ainda. A dor ainda não é suficiente para fazê-lo sair do lugar. Mas na casa de meu Pai há tanta comida! O que move o caminho é a presença amorosa do Pai. É uma sinergia entre Deus e o homem, entre o movente e o movido, entre a Graça e a contrição, entre Cristo e o quebrantado que liberta integralmente o ser humano de todo pecado.
Toda essa experiência de libertação, de reconduzir o cristão perdido pelo pecado até Deus, é marcada pelo nosso SIM ao apelo salvador de Cristo em aceitá-lo verdadeiramente. É, em última instância, o SIM do crente a Cristo que o faz uma nova criatura, onde o abandono passa a dar lugar a uma presença real e atuante de Cristo. Nosso SIM pronunciado a Ele já foi dado mais de uma vez, “Pedro, Tu me amas?” Sim, nós o amamos.
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