Um evento cristão que pretende levar centenas de pessoas às ruas de Florânia, RN, num dia todo dedicado ao Senhor Jesus que não cessa de nos surpreender com seus milagres, bênçãos e sustentação da vida. Que seja uma expressão livre e pública de fé e gratidão a Deus.

Você não pode perder! Um evento dessa natureza vai marcar a sua vida. Participe!




Repare bem cautelosamente se você já se viu em alguém. Pode ser alguém da família, seus pares ou membros de um grupo; alguém com quem você desenvolveu seus afetos, sua intimidade, cuja reciprocidade fora aumentando pouco a pouco até não parar mais. Geralmente, além de pessoas, nos identificamos também com lugares, profissões, estudos. Mas, os que marcam mesmo nossas vidas, a bem da verdade, são nossos pais, irmãos, tios, tias e avós, sem desmerecer, claro, a descoberta de um amigo ou de uma pessoa amada.

Ver-se em alguém é identificar-se com este alguém, ultrapassando os limites da aparência. Via de regra, a aparência da identidade está fixa e inerte em registros de identidade, onde cada qual apenas estampa no papel sua face para fins burocráticos e sociais. A identidade não é simplesmente um documento de papel que carrega sua impressão digital e foto, bem como o nome bastante apresentável, aprisionada numa carteira ao bolso, senão guardada e abandonada em gavetas ou pastas.

Perder a identidade para a cultura grega significa perder a vida, equivale a estar realmente morto: “Para os gregos, o que caracteriza a morte é a perda da identidade. Os mortos são, antes de mais nada, sem-nome ou mesmo sem-rosto. Todos que deixam a vida se tornam anônimos, perdem a individualidade.(...) É essa despersonalização que caracteriza a morte aos olhos dos gregos(...)”(In FERRY, Luc. A sabedoria dos mitos gregos. Aprender a viver II. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, p. 145).

Descobrir seu eu no mundo, seu lugar no tempo/espaço da história é ver-se na mais translúcida imagem de sua subjetividade; é descobrir-se para si mesmo e habitar um mundo possível, crescente, dinâmico e infinito, movido pelo despertar semelhante ao do filho de Ulisses, Telêmaco, quando da sua busca incessante por notícias do pai que estava a vaguear pelo mundo, perdido e com saudades de casa.

As primeiras quatro partes ou capítulos da clássica obra de Homero, a Odisseia, revelam essa busca incansável do jovem pela confirmação dos belos feitos do seu pai, rei de Ítaca. A saída de Telêmaco da ilha ao encontro do pai representa sua saída ao encontro de si mesmo. Assim como Telêmaco, um homem precisa de aventuras ou precisa satisfazer o desejo da maravilha, da curiosidade de querer ver as coisas para forjar, no sofrimento e na nostalgia de casa, a personalidade, construir o caráter e, definitivamente, encontrar seu lugar mundo, quem você é e por que está aqui.

Todos temos uma identidade, quando sufocada e presa, grita de dentro de nós. É o grito da alma humana pelo reconhecimento de sua própria identidade.

Como não acenar aqui para a tão reconhecida obra de Milan Kundera, a identidade, em que Chantal, personagem central da trama, reclama repetidamente por identidade quando pensa: “Vivo num mundo onde os homens nunca mais irão se virar para olhar para mim”. Só que, ao saber quem, de fato, era Chantal, pouco antes de declarar que havia se enganado, Jean-Marc saboreia o prazer de olhar para ela e percebe que Chantal é o “seu único vínculo sentimental com o mundo”, pois “só ela, e mais ninguém, o liberta de sua indiferença. Só por intermédio dela é capaz de se compadecer”. Acordada de seu sonho, pelo “grito” de Jean-Marc, a bela Chantal não quer perder de vista a identidade de seu amor: “Não vou mais tirar os olhos de você. Vou olhar para você sem parar”.


Prof. Jackislandy Meira de M. Silva

Especialista em Metafísica, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela UNB e Archai Unesco.




O renomado boletim "O dia d" semanal editado pelo centro de Filosofia Educação para o Pensar de Florianópolis/SC, Ano 5, nº 275, de quinta-feira, dia 26/07/2012, publicou mais um texto do Prof. Jackislandy Meira que discute sobre PENSAR PELO ESTÔMAGO. Veja abaixo o boletim e mais abaixo ainda clique no link do site desta página que, dentre outros artigos, traz sugestões impressionantes de cursos, bem como o convite para a leitura do riquíssimo jornal "Corujinha" com matérias formidáveis de práticas filosóficas nas escolas e em nosso cotidiano.


 
O jornalismo da Rede Record teve acesso às gravações de telefonemas entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso acusado por 15 delitos, e o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, que mostrou o esquema em que o contraventor controlava o que seria publicado na principal revista da Editora Abril.
Os documentos que o ‘Domingo Espetacular’ teve acesso com exclusividade trazem provas de que as informações trocadas entre Cachoeira e o diretor da Veja resultaram ao menos em cinco capas da revista de maior circulação do país.
As gravações registram ainda que a influência esbarra em outras esferas do poder, como na pressão para demissão da cúpula do Ministério dos Transportes, que havia se desentendido com um dos aliados do contraventor, a construtora Delta. Por meio do que Cachoeira passava para ser publicado na Veja, vários funcionários do ministério foram afastados.

Carlinhos Cachoeira é acusado por 15 delitos
Cachoeira se orgulha de “plantar” notícias na Veja em benefício próprio e sabe até quando determinadas matérias sairão.
A revista ainda não se manifestou abertamente em relação ao caso. O diretor de redação da Veja, Eurípedes Alcântara, publicou na internet artigo sem citar nomes em que afirma que “ter um corrupto como informante não nos corrompe”.
A reportagem do Domingo Espetacular ouviu especialistas, que registraram grave problema ético no tipo de jornalismo praticado pela Veja diante de tantas ligações criminosas.
“Ter um corrupto como informante não nos corrompe”, disse o diretor de redação da Veja, Eurípedes Alcântara
O professor Laurindo Leal Filho, da USP, avalia que o controle da publicação não pode ser da fonte. “O jornalista pode e deve falar com qualquer tipo de fonte desde que tenha o controle sobre a publicação e a matéria que ele está fazendo. Quando ele oferece à fonte o controle (…), ele rompe os limites éticos”, disse.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schroder, critica o envolvimento da Veja no escândalo do Cachoeira. “Nesse caso, houve uma relação promíscua muito intensa, unilateral”.
O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) acredita que a CPI do Cachoeira, que começou os trabalhos na semana passada em Brasília, deve convocar não apenas o jornalista Policarpo Júnior, mas também o responsável pela editora que publica a Veja, Roberto Civita. “Na minha opinião, ele é o principal responsável. Ele é o dono dessa revista, e ele operou com vontade”.
O colunista Reinaldo Azevedo, do site da revista Veja, fala sobre o assunto em seu artigo: “Edir Macedo, que frauda o sentido da Bíblia ela-mesma, não será o autor de uma bíblia do jornalismo ético”. Confira!





(Pintura do Cristo na Cruz, 1949, de Samson Flexor)
 

A pessoa de Jesus é crucial para entendermos como se modificou a história após Ele. Você já leu o Evangelho olhando para Jesus? Sentiu o som da sua voz enquanto falava com seus discípulos? Já percebeu a autoridade e o respeito que emanam de sua presença?! Cada palavra sua tem um peso de eternidade. Jesus é especial. Sua presença simplesmente enche os espaços vazios de qualquer ambiente. Se tem alguém que nos coloca de volta no tempo e no espaço de nossa história, esse alguém é Jesus Cristo. Este judeu que modificou a cultura religiosa judaica e que abriu uma fenda entre o céu e a terra para nos salvar integralmente revirou de cabeça para baixo a noção de justiça em todas as culturas em sua volta. Homem algum foi tão bom quanto Ele, por isso sua afirmação como Deus. Ninguém foi tão justo ao ponto de não abrir a boca, mesmo sabendo que iria morrer injustamente, cumprindo uma nova lei, a lei do amor. Uma lei desconcertante e com lógica divina. Viveu eternamente por obediência a esta Lei que poucos ainda conheciam!
A reviravolta que Jesus deu no pensamento cultural de seu tempo é extraordinário. Se admiramos Sócrates pela virada filosófica do cosmos para o humano, por ter chamado à atenção para si mesmo; se vimos Platão, em suas obras, responder às refutações do Mestre como ninguém; se Aristóteles possibilitou à filosofia se expandir ao estágio de ciência; se fomos capazes de nos deslumbrar com as inúmeras conquistas de Alexandre Magno; como reagir à surpreendente forma de Jesus de Nazaré se dirigir ao “status quo” do mundo pagão, legalista e religioso da Grécia, de Roma e de Israel de então, respectivamente? Jesus põe à prova sua ética por questões caducas, pesadas e tradicionais dessas culturas que mais aprisionavam o povo com interesses provincianos do que o libertava dos grilhões da insensatez e da tremenda falta de tolerância.
Jesus entra num mundo intolerante e perverso que não o aceita, isto é, “os seus não o receberam”(Jo 1. 11). Essas culturas não absorvem o seu novo pensamento presente em suas palavras, em seu discurso fino e afiado, muito menos em seu comportamento, acompanhe alguns registros de suas testemunhas nos Evangelhos: E tendo feito um azorrague de cordas, lançou todos fora do templo, bem como os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas, e disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes e não façais da casa de meu Pai casa de vendas”(Jo 2. 15-16); “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, o Filho do Homem é Senhor até do sábado”(Mc 2. 27-28); “Não necessitam de médico os sãos, mas os doentes”(Mt 9. 9-13); “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”(Jo 8. 7); “Filho, perdoados estão os teus pecados”(Mc 2. 5); “O que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt 19. 6); “O meu Reino não é deste mundo”(Jo 18. 36); “Aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus”(Mt 18. 4); “Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos”(Mt 5. 6); “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”(Jo 15. 12). O quanto não incomodaram estas e outras palavras!!!
Permitam-me usar um termo dos tempos do Renascimento, cunhado talvez por Nicolau Copérnico quando da sua famosa descoberta da teoria do “heliocentrismo”, derrocando a tão pretensa lei do “geocentrismo”, o termo é “Revolução” bastante desgastado pelas ideologias socialistas do século passado, porém, com um sentido de mudança de posição, de valores, de reviravolta mesmo, é que a “Revolução” do amor cai muito bem em Jesus. Nesse sentido, Jesus foi um grande revolucionário, porque, mergulhado no amor pleno, no “ágape”, mostrou a todos o verdadeiro sentido da koinonia”, da comunhão fraterna entre os irmãos que era o serviço e a partilha do pão. Jesus pregava que todos deviam viver em comunhão.
Vejam que os gregos viviam com sede de vingança, assoberbados pela honra e pela glória, corriam atrás de seus heróis e de seus deuses fascinados por conquistas e guerras. Os romanos não admitiam aliviar a pena de seus criminosos, eram extremamentes obedientes a César. Os judeus, atrelados à Lei mosaica e ao código de Hamurabi do olho por olho, dente por dente, virou às costas ao que era seu, Jesus de Nazaré, da descendência de Davi, do tronco de Jessé, como dizem as Escrituras. No entanto, da boca deste homem, que vivia como um Deus entre nós, brotou uma semente de vida e de esperança para todas as gerações, a semente do amor, do dar a outra face, do não revidar, da cura, do perdão, do hoje estarás comigo no Paraíso”(Lc 23. 43).
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bacharel em Teologia, Licenciado em Filosofia e Especialista em Metafísica


Postagens populares

Fotos no Facebook

Atividade no facebook

Categorias

Deus (36) Bíblia (26) Filosofia (26) Jesus (25) Cultura (16) Teologia (16) sociologia (15) Religião (11) vida (11) Cristo (10) Educação (10) política (10) ética (10) Senhor (9) evangelho (9) (8) valores (8) Igreja (6) amor (6) florânia (6) justiça (6) oração (6) salvação (6) louvor (5) paz (5) cristão (4) esperança (4) evangelização (4) graça (4) palavra (4) Espírito (3) alegrias (3) alteridade (3) cidadania (3) culto (3) espiritualidade (3) glória (3) literatura (3) música (3) responsabilidade (3) Aristóteles (2) Lévinas (2) Moisés (2) Paulo (2) Platão (2) Pr. Silas (2) Tv (2) bom (2) comunhão (2) coração (2) criador (2) céu (2) encontro (2) felicidade (2) história (2) ideologia (2) jovens (2) mocidade (2) mundo (2) natureza (2) poder (2) político (2) rosto (2) sociedade (2) solidariedade (2) templo (2) trabalho (2) verdade (2) voz (2) Aurélio (1) Boaz (1) Chile (1) Dalila (1) Davi (1) Drummond (1) Escritura (1) Faraó (1) Habacuc (1) Haiti (1) Heidegger (1) Jaboque (1) Jacó (1) Jerusalém (1) Jonas (1) José (1) Juízes (1) Kant (1) Lutero (1) Mircea (1) Misericórdia (1) Médico (1) Nietzsche (1) Perdão (1) Record (1) Reino (1) Rute (1) Sansão (1) Trindade (1) administração (1) adorador (1) alma (1) altíssimo (1) amizades (1) anjo (1) centenário (1) cidadão (1) conversão (1) corrupção (1) crente (1) criança (1) cruz (1) cruzada (1) denominação (1) desabrigados (1) dissimulação (1) drogas (1) dízimo (1) escudo (1) exaltar (1) família (1) favor (1) fogo (1) fome (1) futebol (1) gestão (1) gratuita (1) homem (1) impunidade (1) individual (1) inteligência (1) jornalismo (1) lugar (1) luta (1) luz (1) mina (1) mineiros (1) mistério (1) mito (1) ordem (1) outro (1) participação (1) pecado (1) pedofilia (1) pedra liza (1) perseverança (1) presença (1) promessa (1) próximo (1) pão (1) quebrantado (1) razão (1) reflexão (1) rios (1) salmo (1) salvador (1) saúde (1) ser (1) serenidade (1) sexo (1) sim (1) subjetividade (1) sucos (1) uvas (1) vaidade (1) violência (1) vitória (1) água (1)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Ao mencionar qualquer material deste blog, favor citar o autor Jackislandy Meira de Medeiros Silva. Tecnologia do Blogger.