Nesse final de semana, meados de junho, pude vislumbrar duas extraordinárias ilustrações ou analogias que me reportam aos princípios vitais da minha existência cristã.
Um certo homem bastante preocupado e triste carregava água em dois vasos de barro, um cheio e outro trincado, para dentro do Palácio do Rei, quando de repente, o jardineiro, que estava na porta de entrada do Palácio, assim o interrogou:
- Você não está feliz servindo ao Rei?
- Claro que sim.
- Mas não aparenta.
- É que sempre um dos vasos nunca chega cheio, mas só pela metade, pois está trincado.
- Sabia que todos os dias lanço sementes no jardim junto à entrada do Palácio?!
- Não.
- Ora, todas as vezes que passa por aqui, um de seus vasos escorre água pelo jardim aguando a terra com as sementes. O resultado foi um jardim florido e belo devido à água do vazo trincado.
O homem ficou por um instante espantado e maravilhado com o que acabara de ouvir daquele jardineiro, quando percebeu o valor de um vaso trincado.
O vaso de barro trincado simboliza cada um de nós, seres humanos, pecadores, cristãos, evangélicos, católicos, enfim, todos que aqui nunca desistiram de seus projetos e ideais, pois sentem a necessidade de avançar sempre para se reconstruir como vasos de barro nas mãos de Deus. “Trincados” pelos desafios e intempéries que a vida os proporcionou.
A outra metáfora, - como diria o poeta chileno Pablo Neruda, “metáforas, metáforas, metáforas, ai de nós se não fossem elas” – diz respeito a um senhor idoso que orava todos os dias regularmente numa Escola cristã dos EUA passando pelos armários dos alunos, um a um, da mencionada Escola, com a Bíblia nas mãos. Essa história é fruto de um filme “Desafiando Gigantes” que assisti há poucos dias.
Houve um período de grandes dificuldades na vida do treinador de um time de futebol americano que o levou a buscar a Deus com muita intensidade conforme as circunstâncias exigiam dele. De fato, aquele jovem treinador não tinha muita escolha diante das adversidades pelas quais vinha passando, e logo procurou o Senhor Jesus começando a orar e a clamar a Deus por ajuda e conforto. Por providência divina, acontece que os dois se encontraram, o senhor idoso e o treinador, e estabeleceram uma calorosa conversa no corredor da Escola:
- O senhor realmente crê que Deus possa mudar minha vida?
- creio.
- O senhor crê que tudo é possível para Deus?
- creio.
- Por que, então, oro, oro e não vejo sinais na minha vida desse Deus?
- Olha, é preciso confiar. São como dois agricultores. Um pede chuva, clama, pede novamente chuva, pede chuva o tempo todo, mas não vai para o campo plantar e jogar a semente. O outro, além de pedir e orar, sai para plantar e a chuva vem e ele colhe porque aprendeu a confiar.
A diferença está na confiança. O primeiro ora a Deus, mas não sai para plantar, não confia. O segundo ora a Deus e sai para plantar quer chova ou não. Aqui está o ponto, é preciso confiar, ter fé. Abandonar-se as ações de Deus independentemente do que você pensa.
Portanto, honre a Deus que está com você, meu irmão, minha irmã. Confie N’Ele que, pois, Ele agirá.
Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e Filósofo.
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Nós entendemos que em todos os tempos, a humanidade afirmou a existência de Deus. Em toda a história, apesar das intempéries, desastres e escândalos, sempre manifestou, por meio da religião – ou religiões – a existência de Deus. Uma coisa é você afirmar a natureza da existência de Deus, o que é mais complicado e polêmico. Outra coisa é você tratar ou afirmar a existência de Deus, pois é confirmada e verdadeira dentro do nosso mundo histórico, social e político. São nestes fatos que justificamos sem nenhuma dúvida a existência de Deus. Quem nega essa existência necessariamente vive isolado, à margem da sociedade, como um misantropo de suas idéias. Até mesmo os povos mais primitivos, os clássicos, afirmaram a existência de Deus; Cícero, por exemplo, dizia: “Onde está o povo, uma família que não admita a existência de Deus?” – “Não há povo ou pessoa por mais inculto e bárbaro que seja, jamais poderá viver sem um Deus”. “Os homens dificilmente põem acordo em suas idéias, mas quando se trata do tocante de Deus não há quem discorde”(Máximo de Tiro). “Se não há Deus, todas as coisas estão enganadas”(Lucrécio). “Se não há Deus, tudo é permitido”(Lucrécio). Infelizmente, com a queima dos livros ou obras valiosíssimas em Alexandria no Egito, perdemos muita coisa que nos enriqueceria nesta afirmação de Deus ao longo de toda a história da humanidade. Os povos, quanto mais primitivos mais puros eram em sua religião, em sua crença. Pode-se afirmar que ainda hoje não há um só povo sem religião, sem a presença de um acreditar.
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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A gente precisa redescobrir a Pessoa de Cristo em nossa vida. Deixemo-nos para encontrá-lo. Encontrar de um modo existencial. A experiência do Cristianismo nasce de um encontro. E encontrando Jesus, conhecê-lo, experimentá-lo. Conhecê-lo por empatia, por comunhão de vida.
O que está em jogo ou a questão em xeque é a conversão. Deixemo-nos seduzir, encantar por Cristo. Deus nos quer ver como homens, pessoas d’Ele. Santificador, pastor, mestre, profeta.
Repare bem, em Jesus, Deus se humaniza. Na linha da pessoa de Jesus, perguntamos pelo sujeito ontológico. Quem é Jesus? Por outro lado, no horizonte da natureza, interpelamos pelo modo de exprimir-se? Como age Jesus?
O conceito de Reino de Deus está ligado a uma categoria de Paternidade. Jesus é a mão que o Pai nos estende. Nós somos irmãos em Cristo.
Jesus sabia que terminaria mal e abraçou livremente a vontade do Pai. A fé no sentido de abandono, de entrega, de confiança na consciência humana, essa Jesus teve. Que consolo saber que o meu caminho, foi o caminho de meu Senhor.
O modelo de vida escolhido por Jesus é o de ser servo sofredor, prefigurado pelo servo de Javé, conforme Isaías. O Reino vem pela sua morte, pelo seu insucesso. É o Filho de Deus que vive esse drama de modo humano. Jesus está no auge da vida. Ele está no auge de suas capacidades humanas, pois, é plenamente homem e plenamente Deus. Absolutamente homem, absolutamente Deus.
O fracasso não tem outra analogia melhor do que a Cruz. A tragédia de Jesus termina nas mãos do Pai. E o pai se cala. Abbá!!! Jesus é todo abandono até o absurdo nas mãos do Pai. Para além do fracasso, para além da morte tu és o meu Deus. Se Deus é fiel, sempre destrói as nossas perspectivas para colocar as dele. “Deus quebra nossos castelos para nos mostrar as estrelas novamente”.
A reconciliação brota do Pai. Este, nunca deixou de nos procurar. Na cruz, a gente vê a paixão do Filho pelo mundo, mas também a gente vê a paixão do Pai pelo mundo. Com isso, podemos nos reportar à famosa afirmação do filósofo Nietzsche: “Até Deus tem o seu tormento, a sua paixão pelo homem”.
Na cruz, o Filho tem a sua paixão pelo mundo, por nós. Na cruz, o Pai tem compaixão pelo mundo e por nós.
O Pai que entrega o Filho no amor e o Filho que se entrega ao Pai no amor. Essa é a dinâmica da Trindade presente no relacionamento entre o Pai e o Filho.
Tirar o Máximo do mínimo e do máximo o mínimo. A morte me coloca a pergunta: quem eu fui? Quem foge de pensar na morte, foge de pensar na vida. Na morte, eu me defino. A morte é o resumo, é a síntese do que foi a minha existência. Jesus faz de sua morte um ato de amor, o maior de todos.
Aquilo que foi máxima manifestação de pecado foi também máxima manifestação de amor.
Na Sexta-feira, ele se entregou. No sábado, ele entrou na morte. No domingo, ele ressuscitou. É preciso lembrar que na quinta-feira só ritualmente, mas na sexta-seira historicamente.
Deus é nosso céu. Deus é nosso inferno quando existe a perda total de Deus. Jesus nos revela o que é o inferno porque Ele nos revela o tamanho de seu amor.
Se a gente não pode dizer não a Deus é porque a gente não pode dizer sim a Deus. Criou-me livre para eu me abrir a Ele. Nós temos a possibilidade tremenda de dizer não a Deus.
Deus perdoa, a vida não perdoa porque é a falta no processo de realização, mas Deus continua amando.
O inferno existe porque Deus é amor. “O cristão deve ter firme esperança de que o inferno está vazio”(Von Baltazar). O desejo de Deus é de que todos se salvem e conheçam a verdade. Para entrar no céu basta não bloquear a graça. Basta acolher a salvação. É preciso abertura!
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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O que está em jogo ou a questão em xeque é a conversão. Deixemo-nos seduzir, encantar por Cristo. Deus nos quer ver como homens, pessoas d’Ele. Santificador, pastor, mestre, profeta.
Repare bem, em Jesus, Deus se humaniza. Na linha da pessoa de Jesus, perguntamos pelo sujeito ontológico. Quem é Jesus? Por outro lado, no horizonte da natureza, interpelamos pelo modo de exprimir-se? Como age Jesus?
O conceito de Reino de Deus está ligado a uma categoria de Paternidade. Jesus é a mão que o Pai nos estende. Nós somos irmãos em Cristo.
Jesus sabia que terminaria mal e abraçou livremente a vontade do Pai. A fé no sentido de abandono, de entrega, de confiança na consciência humana, essa Jesus teve. Que consolo saber que o meu caminho, foi o caminho de meu Senhor.
O modelo de vida escolhido por Jesus é o de ser servo sofredor, prefigurado pelo servo de Javé, conforme Isaías. O Reino vem pela sua morte, pelo seu insucesso. É o Filho de Deus que vive esse drama de modo humano. Jesus está no auge da vida. Ele está no auge de suas capacidades humanas, pois, é plenamente homem e plenamente Deus. Absolutamente homem, absolutamente Deus.
O fracasso não tem outra analogia melhor do que a Cruz. A tragédia de Jesus termina nas mãos do Pai. E o pai se cala. Abbá!!! Jesus é todo abandono até o absurdo nas mãos do Pai. Para além do fracasso, para além da morte tu és o meu Deus. Se Deus é fiel, sempre destrói as nossas perspectivas para colocar as dele. “Deus quebra nossos castelos para nos mostrar as estrelas novamente”.
A reconciliação brota do Pai. Este, nunca deixou de nos procurar. Na cruz, a gente vê a paixão do Filho pelo mundo, mas também a gente vê a paixão do Pai pelo mundo. Com isso, podemos nos reportar à famosa afirmação do filósofo Nietzsche: “Até Deus tem o seu tormento, a sua paixão pelo homem”.
Na cruz, o Filho tem a sua paixão pelo mundo, por nós. Na cruz, o Pai tem compaixão pelo mundo e por nós.
O Pai que entrega o Filho no amor e o Filho que se entrega ao Pai no amor. Essa é a dinâmica da Trindade presente no relacionamento entre o Pai e o Filho.
Tirar o Máximo do mínimo e do máximo o mínimo. A morte me coloca a pergunta: quem eu fui? Quem foge de pensar na morte, foge de pensar na vida. Na morte, eu me defino. A morte é o resumo, é a síntese do que foi a minha existência. Jesus faz de sua morte um ato de amor, o maior de todos.
Aquilo que foi máxima manifestação de pecado foi também máxima manifestação de amor.
Na Sexta-feira, ele se entregou. No sábado, ele entrou na morte. No domingo, ele ressuscitou. É preciso lembrar que na quinta-feira só ritualmente, mas na sexta-seira historicamente.
Deus é nosso céu. Deus é nosso inferno quando existe a perda total de Deus. Jesus nos revela o que é o inferno porque Ele nos revela o tamanho de seu amor.
Se a gente não pode dizer não a Deus é porque a gente não pode dizer sim a Deus. Criou-me livre para eu me abrir a Ele. Nós temos a possibilidade tremenda de dizer não a Deus.
Deus perdoa, a vida não perdoa porque é a falta no processo de realização, mas Deus continua amando.
O inferno existe porque Deus é amor. “O cristão deve ter firme esperança de que o inferno está vazio”(Von Baltazar). O desejo de Deus é de que todos se salvem e conheçam a verdade. Para entrar no céu basta não bloquear a graça. Basta acolher a salvação. É preciso abertura!
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Buscar a felicidade não é uma opção de auto-ajuda, mas sim uma questão de sobrevivência. Na filosofia, ser feliz equivale a viver bem a vida. Alegrar-se, satisfazer-se, dipor-se a ter uma vida sábia. Como já defendia habilidosamente Epicuro, mais precisamente nos seus aforismos e na sua “Carta a Meneceu” sobre a Felicidade.
A felicidade é quase uma obsessão por aquele que se responsabiliza com sua vida, com sua história, enfim, com suas decisões. É, no fundo, buscar uma vida boa, saudável, tranqüila e de espírito alegre.
Você quer decidir a qualidade da sua vida? Nem Deus se permite decidir no seu lugar. Deus não decide seu sucesso, suas vitórias, seu futuro, mas as suas decisões quem decide é você! Quem decide a sua saúde é você. Quem decide sobre o seu corpo é você, meu caro... Vá ao espelho simplesmente. Você cometeu um erro. Seu corpo precisa de muitos cuidados, de muitos milagres, de sabedoria.
A sabedoria decide a sua saúde. A sabedoria decide a sua riqueza. A sabedoria decide a sua alegria. A sabedoria decide a sua felicidade.
Só um exemplo pra entendermos o que significa sabedoria. Digamos que tenha à minha frente 4 pinturas: um elefante, uma girafa, uma zebra, uma flor. Qual a diferença? Ponho mais 4 fotos na minha frente: ouvido, boca, nariz e um macaco. Posso ver a diferença? Qual é a diferença? Veja a diferença! Sabedoria é a habilidade de discernir a diferença. Discernir a diferença nas pessoas, nos ambientes e nos momentos da vida. A sabedoria é a coisa principal e a mais importante aqui na terra.
Você pode ter 5 filhos, um discerne a sua diferença, isto é, lhe obedece, um confia no seu julgamento. Eles discernem a sua diferença. Todo seu sucesso depende da sua sabedoria. Um jovem sentou-se perto de mim e nunca me perguntou sobre o que é felicidade, sobre o sentido da vida, sobre o amor, o que é filosofia? Porque ele não discerniu a diferença. Será que você pode ver a diferença? Será que você pode ouvir a diferença? Diferença numa voz, num olhar, num gesto, numa atitude... Diferença no que Deus diz, no que outra pessoa diz. Como é que você recebe a sabedoria? Não vem geneticamente pelo sangue. Como pode um filho meu ser tão estúpido? A sabedoria não vem pela corrente sangüinea. A gente pode ser estúpido e ter um filho maravilhoso! Você acha que o tempo é sinal de sabedoria? Eu já conheci pessoas com oitenta anos que se rebelaram contra a voz da consciência. Vi muita gente velha ou idosa bastante tola. O cabelo grisalho não lhe faz necessariamente sábio. O tempo não cria sabedoria. Têm jovens de 20 anos milionários e outros velhos bastante pobres. O tempo nunca criou a sabedoria. Existem várias formas de você adquirir sabedoria. Deus, às vezes, fala através da dor às pessoas. Se você não ouvir a dor não existe esperança. Se você não ouve a pessoas, Ele vai usar a dor. Deus usa pessoas e a dor para conversar conosco. Quando você diz que seu estômago está doendo, é porque algo está errado. A dor é o sinal da desordem. O propósito da sabedoria é criar ordem, o que vem primeiro, o que vem segundo. A ordem é quando as coisas estão no seu devido lugar. O esposo, a esposa, os filhos. Um diretor, equipe pedagógica, professores, funcionários, alunos. Se o seu nariz fosse no topo da sua cabeça você iria morrer afogado na primeira chuva. As coisas corretas ajudam a viver com sabedoria. O que aconteceria se os seus olhos fossem embaixo dos seus pés e uma pessoa perguntasse: Quem está vindo? Não, espere aí que eu vou olhar quem está vindo. As coisas corretas no lugar certo. O propósito da ordem é para aumentar a produtividade. Beleza, conforto, segurança, paz, felicidade. Se eu chegar ali no seu guarda-roupa, os seus sapatos estão embaixo, as camisas em outro lugar, as calças mais em cima, as bermudas em outro lugar. Tudo está numa parte, em ordem. Ordem. Qualquer movimento em direção à ordem aumenta a sua alegria, produz felicidade. Quando você lava o seu carro, você se sente alegre. Quando você limpa sua casa e tudo está em ordem. Sempre que arruma sua estante de livros e os limpa, tudo parece mais estável. Agora, quando você tem luta é a prova da desordem, da instabilidade. A luta é prova de que alguém não pertence àquele lugar. A dor é a prova da desordem. Deus usa a dor na sua vida para dizer que você tem que mudar algo. A dor não é um professor, a dor não muda você, mas a dor faz nascer uma necessidade de mudança. Muitas pessoas vivem em dor constantemente e nunca mudam.
Experimente fazer uma mudança, independentemente da dor, na sua vida e abra o seu coração para um agir com Sabedoria, aperfeiçoando o seu modo de viver: “Eu, que dedico incessantemente minhas energias à investigação da natureza, e através desse modo de viver exerço principalmente o meu equilíbrio”(Epicuro, in Diógenes Laértios, X, 37).
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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A nossa pequenina cidade de Florânia percebeu, nesses quase três dias de Congresso jovem da Assembléia de Deus, a busca constante do homem pela autenticidade da fé. O pregador que veio ficar conosco para nos ajudar a mergulhar espiritualmente na Palavra de Deus, Pr. Geasi Souza, repetia incansavelmente: "É necessário vivermos a autenticidade de nossa fé". Parece-nos uma frase um tanto simplista, para não dizermos desgastada, no entanto, é uma necessidade que nos persegue desde o alvorecer da fé cristã, quando Constantino, Imperador de Roma, tornou-a oficializada pelo Império. A partir daí, a Igreja de Cristo nunca mais foi a mesma e sentimos saudades da ardente fé que levava tantos homens por amor ao Evangelho à morte, pois quanto mais o sangue dos mártires se derramava pela terra, mais e mais o número de cristãos florescia e se espalhava pelo mundo.
"Por onde Cristo passava, seus sinais o acompanhavam, sinais de milagres, de amor, de alegria, de bênçãos. Os tempos se passaram, esse Cristo mudou? Por que os sinais não continuam a acontecer? A resposta é uma só, Cristo não mudou, nós é que mudamos". Essas palavras do poeta e cantor Sérgio Lopes foram fenomenais para quem acredita que Jesus ainda está vivo em nosso meio, tocando as pessoas, curando-as, levantando-as, amando-as... Mas, para quem não crê nessas manifestações, as perguntas de Sérgio Lopes permanecem, assim como a preocupação de Geasi nos ajuda a descobrir o caminho, o encontro de fé com Deus.
Esse congresso não só promoveu a nossa fé nesse Deus que cura, como também aflorou nos corações de todos a preocupação com a pluralidade e unidade religiosas porque as pessoas, de diferentes confissões, puderam vislumbrar a oração de homens que, com suas vidas, adoravam a Deus em Espírito e em Verdade, enxergando neles características de compromisso com o Evangelho e com o testemunho diante da comunidade, sendo eles mesmos reflexos desse Evangelho: homens casados; construindo e mantendo suas famílias no Evangelho; vivendo com o suor de seus rostos; declarando para a sociedade inteira, a seriedade da fé em Cristo.
Vimos que para ser cristão se faz urgente afirmar a pluralidade das expressões religiosas, uma vez que são diferentes os homens de todos os lugares, de todos os tempos e de todas as culturas. Agora, afirmar a pluralidade não é compactuar com a relatividade da verdade do Evangelho, tampouco com o neoliberalismo no qual, infelizmente, estamos inseridos. Não somos coniventes com isso. Com um banquete servido à faz de conta, à fantasia da fé. Que diz que é, mas não é. Não podemos mais bricar com Deus! É chegado o tempo de conhecê-lo de verdade, não de mentirinha. Portanto, o seridoense já está percebendo que a unanimidade católica é questionável e está cheia de contrasensos do ponto de vista religioso. O número de evangélicos está crescendo bastante no Brasil, apesar de vivermos num país onde fora colonizado por católicos e, por isso, de cultura católica. Mesmo assim, esse crescimento demonstra maturidade religiosa do povo brasileiro, porque as pessoas estão cansadas de diletantismo barato, de formalismo religioso e de práticas por demais repetitivas, mais apegadas à tradição, à autoridade de uma "aristocracia" superada, do que à vida mesma presente nas Escrituras, oriunda sim da autoridade de Cristo, nosso Senhor.
Graças a Deus, a nossa fé não está mais sujeita a uma só expressão religiosa, unilateral. Faz tempo..., mas só agora tomamos consciência. Tomamos consciência de que a nossa expressão é plural, mas a fé é uma, una, que é fundamentada em Cristo! A expressão da fé é plural porque somos diferentes uns dos outros, mas iguais em preservar a unidade posta por Deus na vida de uma pessoa, Jesus Cristo.
A partir disso, a autenticidade da fé, isto é, o que penso de Deus, eu vivo. O que falo de Deus, eu vivo. É uma exigência para não vendermos a nossa seriedade com o Evangelho; para não trocarmos a nossa amizade com Deus; para não jogarmos fora a certeza da fé por um "prato de lentilhas", como nos disse o poeta, cantor e compositor evangélico, Sérgio Lopes. O qual nos proporcionou saborear a alegria do encontro verdadeiro com Cristo, através de suas canções que nos fazem lembrar de tudo em volta de Jesus de Nazaré, sua história, seu lugar, suas amizades, suas palavras...
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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"Por onde Cristo passava, seus sinais o acompanhavam, sinais de milagres, de amor, de alegria, de bênçãos. Os tempos se passaram, esse Cristo mudou? Por que os sinais não continuam a acontecer? A resposta é uma só, Cristo não mudou, nós é que mudamos". Essas palavras do poeta e cantor Sérgio Lopes foram fenomenais para quem acredita que Jesus ainda está vivo em nosso meio, tocando as pessoas, curando-as, levantando-as, amando-as... Mas, para quem não crê nessas manifestações, as perguntas de Sérgio Lopes permanecem, assim como a preocupação de Geasi nos ajuda a descobrir o caminho, o encontro de fé com Deus.
Esse congresso não só promoveu a nossa fé nesse Deus que cura, como também aflorou nos corações de todos a preocupação com a pluralidade e unidade religiosas porque as pessoas, de diferentes confissões, puderam vislumbrar a oração de homens que, com suas vidas, adoravam a Deus em Espírito e em Verdade, enxergando neles características de compromisso com o Evangelho e com o testemunho diante da comunidade, sendo eles mesmos reflexos desse Evangelho: homens casados; construindo e mantendo suas famílias no Evangelho; vivendo com o suor de seus rostos; declarando para a sociedade inteira, a seriedade da fé em Cristo.
Vimos que para ser cristão se faz urgente afirmar a pluralidade das expressões religiosas, uma vez que são diferentes os homens de todos os lugares, de todos os tempos e de todas as culturas. Agora, afirmar a pluralidade não é compactuar com a relatividade da verdade do Evangelho, tampouco com o neoliberalismo no qual, infelizmente, estamos inseridos. Não somos coniventes com isso. Com um banquete servido à faz de conta, à fantasia da fé. Que diz que é, mas não é. Não podemos mais bricar com Deus! É chegado o tempo de conhecê-lo de verdade, não de mentirinha. Portanto, o seridoense já está percebendo que a unanimidade católica é questionável e está cheia de contrasensos do ponto de vista religioso. O número de evangélicos está crescendo bastante no Brasil, apesar de vivermos num país onde fora colonizado por católicos e, por isso, de cultura católica. Mesmo assim, esse crescimento demonstra maturidade religiosa do povo brasileiro, porque as pessoas estão cansadas de diletantismo barato, de formalismo religioso e de práticas por demais repetitivas, mais apegadas à tradição, à autoridade de uma "aristocracia" superada, do que à vida mesma presente nas Escrituras, oriunda sim da autoridade de Cristo, nosso Senhor.
Graças a Deus, a nossa fé não está mais sujeita a uma só expressão religiosa, unilateral. Faz tempo..., mas só agora tomamos consciência. Tomamos consciência de que a nossa expressão é plural, mas a fé é uma, una, que é fundamentada em Cristo! A expressão da fé é plural porque somos diferentes uns dos outros, mas iguais em preservar a unidade posta por Deus na vida de uma pessoa, Jesus Cristo.
A partir disso, a autenticidade da fé, isto é, o que penso de Deus, eu vivo. O que falo de Deus, eu vivo. É uma exigência para não vendermos a nossa seriedade com o Evangelho; para não trocarmos a nossa amizade com Deus; para não jogarmos fora a certeza da fé por um "prato de lentilhas", como nos disse o poeta, cantor e compositor evangélico, Sérgio Lopes. O qual nos proporcionou saborear a alegria do encontro verdadeiro com Cristo, através de suas canções que nos fazem lembrar de tudo em volta de Jesus de Nazaré, sua história, seu lugar, suas amizades, suas palavras...
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Anselmo de Cantuária (1033/1034 - 21 de Abril 1109), nascido Anselmo de Aosta (por ser natural de Aosta, hoje na Itália), e também conhecido como Santo Anselmo, foi um influente teólogo e filósofo medieval italiano de origem normanda.Anselmo de Aosta parte da idéia de Deus de ser perfeitíssimo. Não existir somente na idéia, mas também na realidade. Parte-se do conceito de Deus para afirmá-lo.
Assim, o ponto de partida do argumento ou prova a priori de Anselmo é a idéia de Deus que nós temos no nosso intelecto, também o estulto do qual fala o Salmo (estulto é aquele que se diz ateu) tem em si a idéia de Deus, esta idéia é de um ser maior do que o qual nada se pode pensar. “Id quo magis cogitare nequit”, a idéia de ser perfeitíssimo. Esta característica de Deus como ser perfeitíssimo está no intelecto, porém na sua própria natureza está implícito o fato de que não existe só no intelecto porque se poderia pensar num outro ser que além de existir no intelecto existisse na realidade e então o primeiro não seria mais “Id quo magis...”, mas isso é contraditório, pois afirma e nega que Deus seja o ser maior do que o qual nada pode existir.
Em conclusão, partindo da idéia de Deus como ser perfeitíssimo está implícita nesta própria idéia o atributo e a característica da existência. Assim, Sto. Anselmo afirma que no próprio conceito de Deus como ser perfeitíssimo está incluída a prova de sua existência. Este argumento se chama a priori porque não parte das coisas criadas, mas do conceito de Deus que vem antes de todas as coisas criadas e que se encontra no sujeito, no eu do homem. Este argumento se chama também ontológico porque dá existência real de ser lógico. No próprio conceito de Deus se deve admitir a existência como elemento essencial desta perfeição.
O monge Gaunilon objetou o seu mestre no “Líber pro insipiente” que a idéia de Deus é conhecida pelos homens como e somente de forma genérica, não temos um conhecimento substancial dele. Em segundo lugar, Gaunilon afirma que eu poderia ter na minha mente a idéia das ilhas felizes cheias de delícias, mas não por isso esta idéia se concretizaria na realidade.
Deste modo, Gaunilon nega a legitimidade da passagem do plano lógico ao plano real. Padre Anselmo respondeu ao seu discípulo no “líber apologeticus” afirmando que o exemplo da ilha afortunada e perfeita não é adequado porque a passagem da idéia à existência real é possível somente em um caso, no caso da idéia de Deus como “Id quo magis cogitare nequit”, quer dizer somente no caso da idéia de ser perfeitíssimo.
A novidade de Anselmo para a Filosofia é o argumento a priori, ontológico ou a simultâneo. Sua Filosofia está como em Agostinho a favor da fé, a fórmula que ele usa é “Credo ut intelligam”, acredito para entender. Depois, outros filósofos acrescentaram a afirmação “intelligo ut credam”. Para Anselmo, a fé tem a primazia sobre a razão, o princípio da razão é a fé. A fé torna possível entender o sentido último das coisas, o objeto da fé por sua vez é abraçado em força do amor, o homem conhece porque ama, deseja conhecer sempre mais a realidade que ama. A fé desta forma não suprime a razão e a inteligência, mas é um princípio estimulante e vivificante. Na prova de Anselmo, o ponto de partida é a realidade de Deus que nós já possuímos por meio da fé e da tradição cristã, a razão se exerce como a ajuda a entender um dado já oferecido pela fé. Assim, o ponto de partida de Anselmo é a idéia de Deus apresentada em termos totalmente racionais (a idéia de ser perfeitíssimo), mas de fato herdada pela tradição cristã. “Fides quaerens intellectum”, a fé que procura a inteligência.
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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O ser nos rodeia por toda parte, de modo que muitos são os caminhos para chegar a ele, que está sempre a nosso alcance, a despeito de não o perceberem os idealistas.Duas noções afins: ser e ente. Uma definição de Tomás de Aquino explicita muito bem a afinidade: “ens est id cujus actus est esse” – “ente é aquilo que é puro ato de ser”. O ôntico e o ontológico. A coisa e o que a coisa é, ou seja, o objeto e o sentido do objeto. Uma coisa é o ser, outra coisa é o sentido pelo qual existe o ser.
Desde que o homem é homem, sempre buscou o sentido do ser, dos entes, das coisas em geral, muito embora estejamos ainda néscios diante do encontro com o verdadeiro ser das coisas. Ou não sabemos procurar ou não nos aplicamos em busca do ser. O fato é que o homem sempre pensou, buscou de alguma maneira o ser, mas, da maneira propriamente filosófica, começou a pensar na Grécia com Platão, Aristóteles... Os pré-socráticos.
Mais do que dizer o que as coisas são, na Filosofia, a gente se aproxima delas. Mas sempre há alguma luz para nos aproximarmos desta verdade do ser. É preciso que a gente esteja cego para não perceber, em nossa volta, a existência do ser.
O ser tem a ver com o conhecimento porque este é uma relação entre o sujeito cognoscente e o objeto conhecido. O ser conhecido ou cognoscível é posterior ao ser. O objeto pressupõe o ser da coisa, o idealismo. Cabe no ser uma notícia de objeto para sua manifestação. Com a idéia de ser e ente não há distinção, mas o ser é o que os entes têm em comum, e o ente é o sujeito de cada ser. “O ente é aquilo cuja forma ou realidade consiste em ser”(Tomás de Aquino). Portanto, ôntico é aquilo que diz respeito ao ente; ontológico é o que pertence ao conceito em torno ôntico do ente.
O ser é indefinível, ele é tão geral que não cabe ter uma definição. Deus é simples, nós é que somos compostos. Nós conhecemos a Deus pelo desconhecido. Do ser não há conceito genérico e nenhuma diferença específica. Dizer o que é o ser é cair numa tautologia, numa repetição de nomes. O ser no seu claro escuro ilumina os demais entes. O que é que todos os entes têm em comum? É o ser, a todo ente corresponde o ser. Portanto o ser é uno, nesta grande multidão.
O conceito de ser é o mais supremo e o mais abstrato, em consequência não lhe cabe um conceito, uma definição. Ao máximo, no limite, nós podemos chegar com o conhecimento. Situação limite no qual não posso passar, não posso avançar, um problemático misterioso. A primeira aporia com que nós topamos é algo que nos intriga, haja vista a aporia de Parmênides. Portanto, buscar o ser é uma procura intrigante.
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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