Por toda a minha vida,
Senhor te louvarei,
Pois meu fôlego é a tua vida,
E nunca me cansarei
Posso ouvir a tua voz,
É mais doce do que o mel,
Que me tira dessa cova e me
Leva até o céu

Já vi fogo e terremotos,
Vento forte que passou,
Já vivi tantos perigos,
Mas tua voz me acalmou,
Tu dás ordens às estrelas,
E ao mar os limites,
Eu me sinto tão seguro,
No teu colo, oh! Altíssimo.

Não há ferrolhos, nem portas
Que se fechem diante da tua voz
Não há doenças, nem culpa
Que fiquem de pé diante de nós
E a tempestade se acalma
Na voz daquele que tudo criou
Pois sua palavra é pura
Escudo para os que nele crêem.
(A voz da Verdade)


De fato, quem nos introduz no culto trinitário é o próprio Jesus, pois sua conduta e sua palavra dão um sentido novo ao culto a Deus. Também, o culto cristão é um ato de adoração e de gratidão com o Deus Criador. É um culto filial como dom do Pai por meio de Cristo e sob a ação interior do Espírito Santo. Este culto nos leva ao Pai numa oferenda verdadeira de todo nosso ser, claro, essa elevação é sempre em cristo sob o Espírito Santo. Toda a Trindade entra em comunhão com os homens para oferecer-lhes a possibilidade de santificação.
Percebamos como é fabuloso: não há culto cristão verdadeiro, digno e compenetrante de significados sem o Mediador Perfeito da Nova e Eterna Aliança que é Cristo, e muito menos sem a presença do Espírito Santo. É impossível o culto da Nova Aliança sem a presença do Espírito Santo! Isso mexe conosco porque este é o culto que o Pai mais quer. Com a moção ou ação do Espírito Santo no culto, isto é, na ação de graças, o culto se torna uma expressão oral, corporal, portanto vital da vontade do Pai pela pessoa do Filho. Dessa maneira, seremos “os verdadeiros adoradores que adorarão o Pai em Espírito e Verdade”(Jo 4.23).
É por isso que a ação cúltica feita com Espírito enaltece toda a obra salvífica de Cristo, movendo-nos a seguir o próprio Mestre como discípulos capazes de oferecer sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
O culto é, sobretudo, pneumático, pois deixa de ser apenas uma atitude formal e ritualística para tornar-se, de tal modo, uma expressão de amor à vida do ser humano a partir da vida de Deus na pessoa do Filho. Assim, a assembléia que se forma não é um mero aglomerado social de adeptos em torno de um ideal; outrossim, é uma verdadeira comunidade, congregada pelo Espírito Santo e que participa de uma comunhão(koinonia, conforme At 42) a qual logo se traduz em solidariedade mútua e fraterna. O culto a fim de glorificar o Nome do Senhor é a essência querida por Deus, porque a Igreja de Cristo é essa assembléia dos que invocam o Nome de Jesus Cristo.

Jackislandy Meira de M. Silva, Professor e Filósofo.
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Nós falamos da condição humana não para insistir somente no aspecto da fragilidade humana: corpo; psique; espiritual. No entanto, tocamos na comoção humana para vencermos, como Cristo, o mal, a morte, o pecado.
A ternura de Deus e a vitória sobre o mal.
A fragilidade humana: sinal de Deus que reconstrói a vida.
A vida de Cristo é uma oferta de graça. É ela que determina uma novidade na vida da pessoa. Principalmente, quando nos acontece uma experiência de graça.
Existe uma contradição: entre o ser; e o dever ser. A filosofia contemporânea elabora uma dialética sobre esses dois problemas.
Deixamos pra lá as contradições e nos apegamos às coisas. O niilismo, a negação do valor das coisas. A Reconciliação com Deus é a superação da divisão nas estruturas conflitivas que se encontram principalmente no coração do homem. Os exemplos são evangélicos: Mateus e Zaqueu. Um dia vocês serão salvos. Os primeiros que são tocados por Cristo são amados: “Vinde e vede”. Rm 7.14-25 – DIVIDIDOS. A divisão não é de origem dialética hegeliana e marxista, mas de origem ontológica, a partir dos conflitos internos do ser humano, sublinhado pelo apóstolo Paulo. Superar a divisão e vencer quando não se vê alguém dividido ou quando não se está dividido parece tarefa fácil. Agora, superar a divisão dentro da realidade e encontrar uma unidade pra ela é já uma tarefa honrosa. Pois se vence pela presença da Pessoa de Cristo, pelo encontro com a pessoa de Cristo. Cristo supera a dialética entre judeus e gregos; entre a lei e a Filosofia através da reconciliação com a Pessoa de Cristo.
A partir de Cl 1.20 em paralelo com Ef 2.12-18, é apresentada a comunhão com Deus de tipo pessoal de cósmica.
Em 2Cor 5.17-20, a pessoa que vive a unidade em si é uma pessoa nova. Tudo isso vem de Deus. O resgate do homem com seu redentor e salvador é obra de Deus através de Cristo, de uma pessoa, e não de uma dialética.
Tudo aquilo que é divisão é superado. O encontro dos apóstolos com o Senhor. Que experiência! Porque se toca a carne, a humanidade é bendita, santa de Cristo que agora está à direita do Pai. O resgate do fiel por Cristo é dado por uma pessoa, e não por um discurso. A volta do ser humano quebrantado para Deus é via Cristo pessoal. Portanto, é Deus quem reconcilia por Cristo.
É o olhar de Cristo que toca um coração dividido, contrito, quebrantado. É o reconhecimento da pessoa de Cristo que supera toda e qualquer divisão. Um fato marcante disso, é a famosa cena do filho pródigo no Evangelho que chora de dor ao lembrar do Pai. Isso não o move ainda. A dor ainda não é suficiente para fazê-lo sair do lugar. Mas na casa de meu Pai há tanta comida! O que move o caminho é a presença amorosa do Pai. É uma sinergia entre Deus e o homem, entre o movente e o movido, entre a Graça e a contrição, entre Cristo e o quebrantado que liberta integralmente o ser humano de todo pecado.
Toda essa experiência de libertação, de reconduzir o cristão perdido pelo pecado até Deus, é marcada pelo nosso SIM ao apelo salvador de Cristo em aceitá-lo verdadeiramente. É, em última instância, o SIM do crente a Cristo que o faz uma nova criatura, onde o abandono passa a dar lugar a uma presença real e atuante de Cristo. Nosso SIM pronunciado a Ele já foi dado mais de uma vez, “Pedro, Tu me amas?” Sim, nós o amamos.








De maneira extraordinária, Deus entra, abre e ilumina o nosso tempo, isto é, a nossa história, tornando-a Sagrada. Da criação à sua gloriosa manifestação, Deus acompanha todo aquele ser oriundo de suas mãos, o homem.
Sabe-se que o grande pecado de Israel foi o esquecimento de Deus, por isso eles passaram a celebrá-lo todos os anos, toda páscoa, todos os meses, os dias, as semanas, os minutos, todo o tempo.
As maravilhas que ocorreram na vida do povo de Israel passaram a ser celebradas, memorizadas todos os dias, todos os momentos de sua vida. A esperança de Israel estava voltada para um acontecimento que iria se repetir: a páscoa, a libertação dos poderes da morte, a entrada definitiva para a vida eterna, a Vitória do Filho de Deus.
Assim já começamos a desenhar o início da Intervenção definitiva de Deus em Cristo na História, por isso, “história da Salvação” porque ela vive ansiosa por uma realização definitiva, verdadeira e única: a Redenção. Essa história se desenvolve progressiva e misteriosamente em duas fases que se compenetram: o Antigo e o Novo Testamento. A primeira é marcada pela Profecia; a Segunda é envolvida pela realização. Mas aludimos uma outra etapa importantíssima que sobrevive pela força do Espírito, atualizando no “hoje” da nossa vida cristã, a paixão, a morte, a Ressurreição e a glorificação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esse tempo de graça é a Igreja, uma das últimas etapas constitutivas da história “salutis”. É por isso que “hoje” Deus continua a criar, a salvar e a iluminar o homem. De certa forma, Deus invade nosso tempo e espaços, nossos anos, meses, semanas e dias para atualizar eficazmente o Mistério de Cristo, seu Filho amado.
Através da oração podemos mergulhar no Mistério de Cristo e tirar o véu, ainda que de modo escondido, não completamente revelado, pois há de mostrar-se face-a-face no Céu. De fato, Deus continua recriando toda a história pela celebração, pelo culto da Palavra, pela ceia com Cristo, no Espírito, a história é recriada, no sentido de renovada e atualizada.
É no “hoje”, no agora do Deus vivo que nossa oração ungida no Espírito envolve toda a história, fazendo clarificar para toda a Igreja o sentido verdadeiro dos atos e das palavras de Cristo. De uma vez por todas, a irrupção de Deus no tempo mortal de um tempo vivo torna-se presente pela ação do Espírito nas pessoas, no cristão, atravessando todas as eras, toda a História da Salvação.

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Kant, já conhecido por nós aqui no blog, fora matéria de discussões em temas passados, filosoficamente, traz para toda a modernidade e atualidade uma reflexão elaborada na fenomenologia – “Corrente filosófica fundada por E. Husserl, visando estabelecer um método de fundamentação da ciência e de constituição da Filosofia como ciência rigorosa. O projeto fenomenológico se define como uma volta às coisas mesmas, isto é, aos fenômenos, aquilo que aparece à consciência, que se dá como seu objeto intencional”(JAPIASSÚ e MARCONDES. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 1996. p.102) – afirmando que é impossível chegarmos a um conhecimento racional e concreto da coisa em si, mas somente daquilo que nos aparece. Com isso, Kant se impulsiona rumo ao aspecto das aparências, do como as coisas, suas realidades se mostram para nós e de como as percebemos realmente. Para ele, assim como a Física, a Metafísica e a Matemática têm seus estudos específicos e particulares, a Religião não terá esse privilégio, essa particularidade na rigidez da análise.
Porém, a Religião não passa despercebida e assume um papel totalmente moral e prático, é o dever identificado, como se fossem deveres religiosos, isto é, é a virtude moral quer fossem deveres religiosos. Deus existe na medida em que vivo sem condicionamentos ou com menos condicionamentos de acordo com minhas possibilidades éticas. A existência de Deus, para Kant, assume uma conecção entre minhas virtudes morais, comportamentais e minha própria felicidade, pois a felicidade começa no momento existencial e fenomênico em que o homem se utiliza de sua liberdade consciente e vital. Portanto, a Religião para ele seria essa conecção entre Deus e o eu interno e consciente em aderir determinada prática moral.
Um especialista em religiões, Mircea Eliade, competente na área, em seu livro “O Sagrado e o Profano”, vai de encontro a Kant afirmando que a Religião não deve assumir somente seu lado interno e moral, mas também ritual com detalhes sacramentais, litúrgicos, cúlticos para demonstrar existencialmente este sentimento religioso. É óbvio que isso não deve ser feito aleatoriamente ou rotineiramente, mas sempre buscando os sentidos primitivos de tempo e do próprio lugar onde se realiza tal rito, tal costume. As nossas expressões rituais não devem ter um sentido de promoção profissional e nem tampouco o de “status”, mas de crescimento espiritual e de comunhão ardente com Deus.
Kant tem uma cabeça pensante bastante ventilada pela busca de explicações filosóficas dos fenômenos no em torno de si. Leva isso a cabo. Sem dúvida contribuiu para uma tomada de posição acerca do aspecto religioso em diversas culturas ou em vários grupos, tidos como religiosos.
Mircea Eliade é um autor que se apropriou muitíssimo bem de todas as manifestações religiosas, de crenças multiformes, cheias de valores diferentes, porém respeitados e cultuados pelos povos tradicionais e atuais. Ele faz um apanhado histórico sobre as culturas religiosas e as traz para o comportamento fenomenológico das civilizações atuais ou consideradas como tais.

Jackislandy Meira de Medeiros Silva.
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A providência é a ordenação às criaturas para o seu fim, dando-lhes os meios necessários para a realização deste fim. Deus terá um cuidado especial para com o homem porque este é praticamente a síntese de toda Criação, é uma substância individual e racional.
A história humana se acha marcada por esse momento, por essa hora em que sofria a morte um inocente! Este inocente é Jesus Cristo.
A providência de Deus é um mistério como princípio de resposta para a dor e sofrimento dos inocentes, do servidor que sofre.
É por amor do homem e da dignidade humana que Cristo não foi tirado de seu sofrimento e de sua dor.
Deus age com sabedoria infinita, bondosa e onipotente que vem se manifestando em prodígios fabulosos como um milagre, por exemplo, a ressurreição de Lázaro. O milagre no sentido de uma derrogação das leis ordinárias, das leis da natureza. Visível ou não o milagre é raro, devido à multidão de efeitos que acontecem em nosso meio. Com um milagre, Deus muda esse mundo num detalhe, num aspecto.
O gosto do maravilhoso que este homem contemporâneo tem, veio deplorar a vida dos santos e da santidade. A verdade é mais bela de que todos os produtos da imaginação com todos os seus artifícios e adereços. Por isso não podemos aceitar como milagre qualquer coisa, e nem todas as coisas podem ser milagres, devemos ter cuidado com os artifícios da maldade humana.
Se Deus existe e nos ama, Ele pode fazer o que quer e quando quer.
“Senão vedes milagres e prodígios, não acreditais”(Jo. 4).
Deus usa o milagre para nos despertar de sua presença, de sua doutrina... Para nos fazer recordar a presença da graça em nós. Deus é tão bom, tão poderoso, tão sábio quando multiplica os pães e cura os doentes, etc...
O milagre requer duas coisas. Primeiro que ele seja insólito porque quebra o curso normal da natureza, mas que continua o curso novamente, depois, que ele seja divino. Espécies de milagres: 1)O milagre está acima da natureza, o corpo glorioso de Cristo, a ressurreição de Lázaro, a cura do cego de nascença...; 2)O milagre contra-natureza, a coexistência de corpos num mesmo lugar, a conservação das crianças na fornalha ardente, o caminhar de Pedro sobre as águas; 3)O milagre além da natureza, uma cura instantânea.
Diante de tantas evidências de que o milagre é plenamente possível, é de costume alguns agnósticos se perguntarem: É possível o milagre? É reconhecível um fato realmente milagroso? Ele é cognoscível como fato histórico? Ele pode ser reconhecido como divino ou como provindos de forças diabólicas?
Tais questões postas acima se caracterizam um inteiro absurdo! Mas, atentemos às respostas. Antes, é preciso afirmar que a negação do milagre nega supostamente a existência da Religião. Os racionalistas negam a Ressurreição de Cristo porque o milagre, segundo eles, não é fato histórico. Primeiro, o milagre é possível, senão houver nenhuma repugnância da parte de Deus e da parte das criaturas. Segundo, é discernível sim como fato absolutamente histórico relacionado como a qualquer outro fato histórico. Agente também pode estudar o milagre como fato miraculoso. Por exemplo, o cego de nascença... A partir dessas primeiras objeções podemos supor que o milagre é concernente como vindo de Deus. Enfim, o milagre é um fato divinamente realizado e não diabolicamente: a pessoa é boa, o objeto é bom, o fim é bom. Portanto, o milagre é bom porque nos indica a Glória de Deus. Acontece ainda hoje para se manifestar a bondade e a majestade divina. Bendito seja Deus! Aleluia! Aleluia! Aleluia!


Texto: Jackislandy Meira de Medeiros Silva, professor e filósofo.
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O tema fundamental do Antigo Testamento é a aliança que Deus instaura com seu povo depois do Êxodo. O Antigo Testamento é baseado na experiência da salvação, mas sobretudo na Promessa, pois se prometeu é Fiel. Israel espera uma nova e eterna aliança. Uma aliança escrita nos corações de todos como falavam os Profetas. Portanto, a tônica do Novo Testamento é diferente da tônica do Antigo Testamento. No Novo Testamento, o acento é colocado na realização da Promessa. A salvação é já dada de forma definitiva pela ação de Deus. No Novo Testamento, o cristão é já alguém salvo(At. 2.47) por causa da encarnação e da Páscoa de Cristo. O tema da confiança que era específico do Antigo Testamento não é eliminado, mas é enriquecido pelo tema da experiência de uma salvação definitiva.
Antigo Testamento tem por base a Promessa que Deus faz com o homem, através da confiança e da esperança. Já o Novo Testamento intensifica amiúde a realização dessa Promessa desde Abraão até os nossos dias, passando pela presença definitiva e plena do Salvador da História e do Mundo.
O mistério de Deus e a Salvação são realidades não apenas desejadas para o homem, mas sim fatos que se tornam objetos de experiência. A Salvação é algo que toca, restaura, mexe com nossa estrutura, sara todas as feridas porque estabelece conosco uma experiência humana. De Deus, os homens podem ter uma experiência única e verdadeira. O Novo Testamento proclama o evento de Deus que se faz carne na História. E pode ser encontrado, conhecido e experimentado. Aqui emerge a grande diferença entre Cristianismo e as Religiões. Deus responde a uma expectativa humana muito maior do que o homem esperava.
O grande teólogo americano do século passado R. Niebur disse: “Nada é tão inacreditável quanto a resposta a uma pergunta que não se coloca”.
No Novo Testamento, Deus se revela como resposta a sede do homem. Uma resposta ao grito do homem que se torna próxima, familiar ao homem, próxima à existência do homem. Isso é bem claro na perícope da Samaritana:
“E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido o que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João, deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia. E era-lhe necessário passar pó Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água; disse-lhe Jesus; Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe pois a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?” Aqui, pelo diálogo, Jesus quebra o obstáculo que havia entre judeus e samaritanos. Não há mais preconceito. Em Jesus, a misericórdia se torna plena, uma vez que o exemplo vem de suas ações e palavras. Assim continua Jesus o diálogo: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz – Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde pois tens a água viva? És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la”(Jo. 4.1-15). E o diálogo com Jesus continua por mais algum tempo.
O que é mais pertinente aqui é o fato de Jesus participar da experiência de vida da samaritana a ponto de mostrar-lhe quem realmente era, o Salvador que estava ali para saciar a sede de todos os pecadores, tantos quanto reconhecessem estar sedentos da água da vida eterna, não de uma água natural, mas espiritual que, com a qual, nunca mais teremos sede. Jesus, agora, é a realização plena, transbordante de nossas vidas. Vamos todos até Ele, a fim de bebermos da água que jorra para vida eterna.
Jackislandy Meira de M. Silva. Professor e filósofo.


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