O argumento da idolatria não afirma nada que implique a existência. Ele nada diz contra a existência de Deus. “Qual a natureza da existência dos deuses? São várias as naturezas. Porém nada nega sua existência, existem!”(Cícero).
A idolatria não é um fato primitivo. Portanto, o homem, deixando de lado suas forças nativas, afirma a existência monoteísta e una de Deus verdadeiro e puro.
Tudo isso é uma alusão ao problema do Absoluto. O homem pode conhecer Deus.
Todos os homens podem chegar ao conhecimento de Deus pelo modo espontâneo, natural. Há outro modo mais rigoroso de conhecer a Deus que é por meio das causas primeiras e profundas. Nós partimos dos efeitos para chegar a Deus. Por isso conhecemos mais o que Deus não é do que Deus é, pois, partimos de seus próprios efeitos. O objeto da metafísica é o ente. Isto é, partindo das causas para chegar a conhecer Deus que é o fim último de todos os entes.
Qual é a diferença entre o uso espontâneo e o uso científico da razão? Enquanto o uso espontâneo conhece, o uso científico conhece porquê. A tarefa da Filosofia não é apenas para diminuir o sentido comum e, simplesmente, mostrar os seus erros, mas para aperfeiçoá-lo, melhorá-lo. Estes fatos, certos do sentido comum, valem como ponto de partida para a Filosofia.
O homem foi criado para conhecer a Deus e amá-lo. Aqueles que pregam o aborto e não o matrimônio, o genocídio, a eutanásia, vivem num mundo de si próprios e de seus anseios, não tendo a pura consciência de que a vida é dom de Deus. “É melhor a gente amar a Deus do que conhecer a Deus”(Sto. Agostinho). Quando amo a Deus, eu o conheço a seu modo, como Ele é, infinito, imortal, bondoso, incorruptível, eterno. Quando eu simplesmente o conheço por meio superficial dos entes e não o amo acima de tudo, certamente, conhecerei a Deus a meu modo, à minha própria vontade de que seja Ele e não como Ele é.
Temos que diferenciar a Teologia natural da Teologia sobrenatural: A Teologia natural, Metafísica ou Teodicéia assume como objeto material Deus, o objeto formal também é Deus, só que pelo caminho da razão. Seu conhecimento é adquirido à luz da razão; A Teologia sobrenatural, por sua vez, tem como objeto material Deus e como objeto formal o Deus Revelado.
O que há de implícito no sentido comum: o homem da rua, uma notícia, uma crítica, a diferença entre ciência e senso comum, uma diferença entre um cachorro e um gato... A Filosofia torna explícito, preciso e significativo esse tipo de conhecimento. Portanto, a nossa razão pode provar por si mesma que Deus existe. Esta prova é “a posteriori”(dos efeitos para “as causas” ou a “causa”).
Daí surgem duas vertentes que granjeiam extremos distintos, o agnosticismo e o ateísmo. O primeiro nega a possibilidade de conhecer a Deus, isto é, se Ele existe. O segundo diz negar a existência de Deus.
É notório que o agnosticismo não é razoável, porque a gente pode provar que Deus existe pela razão. Vários textos bíblicos exploram esta assertiva ao afirmar que é possível chegar ao conhecimento de Deus pela razão no Cap. 2 do Livro da Sabedoria e nos Escritos de Paulo.
Um santo ou uma santa são homens que vivem ou viveram em plenitude, em estreita comunhão com Deus.
A fé é um ato de entendimento. Nós podemos entender por um ato intelectual os conhecimentos divinos ou o conhecimento de Deus. Isso me faz tratar melhor o mais razoável possível àquilo que me é obscuro para torná-lo claro, evidente e indubitável.
Deus não é uma resposta que ponha fim a todos os nossos porquês. Deus é sempre ilimitado para nossas perguntas, sempre teremos algo a descobrir sobre Deus. Deus é algo desconhecido e misterioso porque nunca podemos compreender este Ser infinito que tudo abarca. Deus é um Deus puro e simplesmente, e isso nós não conhecemos, não sabemos. O que conhecemos e entendemos de Deus é o mínimo ou o suficiente para fortalecer a nossa fé, e não, nunca, jamais, desacreditá-la.
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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