Responde-me quando eu clamar, ó Deus da minha justiça! Na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.
Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?
Sabei que o Senhor separou para si aquele que é piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo a ele. Irai-vos e não pequeis; consultai com o vosso coração em vosso leito, e calai-vos.
Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no Senhor. Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? Levanta, Senhor, sobre nós a luz do teu rosto. Puseste no meu coração mais alegria do que a deles no tempo em que se lhes multiplicam o trigo e o vinho. Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.





(Imagem: Cena que encerra o filme “Tempos Modernos”, à medida que o filme vai acabando, o casal vai sumindo na estrada junto com o filme. Maravilha! O filme nos mostra a ideia de continuidade em que nos coloca além dos padrões da modernidade. O que chama a atenção e enche a tela não é o fim, mas um horizonte que parece não ter fim).
É muito comum em nossas atividades diárias experimentarmos um certo gozo incontido, principalmente nas pequenas coisas. Mesmo aquelas coisas mais repetidas do dia a dia como escovar os dentes, andar até a escola, visitar um amigo, encontrar-se com um membro familiar, ir até ao mercado, tomar um sorvete, saborear uma boa comida, aliviar-se da bexiga cheia... A propósito, um judeu que se preze, nascido em Israel, educado segundo às Escrituras, certamente já viveu alguma vez na vida a fabulosa experiência da “beraká”, uma alegria extraordinária que inunda a alma de amor próprio, de autoconhecimento e de intensa consciência de si mesmo. Para o judeu, das coisas mais simples às mais complexas, até mesmo urinar ou saciar a sede com um simples copo d'água é motivo de gozo, de ação de graças. O judeu dá graças a Deus por tudo! Parece que há um pouco disso na filosofia da alteridade de Lévinas, principalmente quando se descobre os limites do eu.
Na contramão do que pensava Kant sobre a consciência do eu transcendental como fundamento e medida do conhecimento e da moralidade, Lévinas admitia originariamente que “ser eu é existir de tal maneira que se esteja já para além do ser, na felicidade. Para o eu, ser não significa nem se opor, nem se representar alguma coisa, nem se servir de alguma coisa, nem aspirar a alguma coisa, mas gozar dela”(LEVINAS, Emmanuel. Totalité et infini. Trad. José P. Ribeiro. Lisboa: Edições 70, 1988, p. 124). Nessa direção pessoal de Lévinas, temos um eu que se identifica no gozo que sente em viver bem com a realidade do mundo, em fazer bem as coisas na sua simplicidade, como que se a identidade do eu viesse junto com a felicidade. Uma espécie de ação de graças por cada ato do dia realizado, como se isso constituísse o eu de uma grandeza e elevação tal que o mundo todo se bastasse nele. “O gozo é a própria produção de um ser que nasce, que rompe a eternidade tranquila da sua existência seminal ou uterina, para se encerrar numa pessoa que, vivendo no mundo, vive em sua casa”(idem, p. 54).
Segundo Lévinas, antes de duvidar, o eu é pura sensibilidade. Antes de abstrair-se, o eu é concreto e pura relação de si com o mundo. “O eu é sempre mais do que a sua posse. Aliás, não há posse. Há o indivíduo que se produz a partir de si, de sua própria subjetividade em um mundo concreto, no qual ele tem poderes e se mantém apoderando-se das coisas. O eu não se dissolve na totalidade da história e no absoluto; possui uma identidade que se faz a partir de si na relação com o mundo”(KUIAVA, Evaldo Antônio. Subjetividade Transcendental e Alteridade: um estudo sobre a questão do outro em Kant e Levinas. Caxias do Sul, RS: EDUCS. 2003. p. 152).
Mesmo admitindo que existe uma identidade do eu em relação ao mundo, Lévinas dá ênfase a um dado extremamente sólido em sua filosofia, a alteridade. A leitura que se faz do ego em Lévinas é inteiramente submetida à noção de outro, de alter. Daí, sua disposição em orientar seu pensar para o fulcro da alteridade. “Ao contrário de Kant, para o qual a autonomia do sujeito era o princípio supremo da moralidade, para Lévinas a categoria chave do universo ético será a alteridade. O outro não figurará simplesmente como um alter-ego, um ego como eu. O seu objetivo consistirá em destituir o eu autônomo e soberano, incapaz de perceber no outro nada além de si mesmo. Sendo assim, romperá com o primado do eu sobre o outro”(idem, p. 147).
Ocorre assim, na ontologia de Lévinas, como já era esperado, uma primazia do outro sobre o eu, uma vez que somente um eu destituído da sua soberania e soberba poderá ser, de fato, ético. Não se trata de decretar a morte da subjetividade, mas de combater ao monologismo e ao monarquismo, ou até mesmo, à uma espécie de ranço da modernidade em promover uma racionalização legalista no campo da moral e dos valores. Depõe-se, sem dúvida, com a atividade filosófica de Lévinas voltada para a alteridade, o caráter normativo da subjetividade kantiana. “Apresentará a subjetividade como acolhendo Outrem, como hospitalidade”(LEVINAS, E. Totalité et infini...op. cit., p. 12).
Portanto, o eu que pensa, duvida, dorme, come, respira, sonha, ama, conhece, odeia, imagina, urina e tem sede, descobre a presença de algo que ultrapassa seus limites, a sua finitude, por isso, a possibilidade de acolher outrem. É possuindo a ideia de infinito que se destitui o eu de sua autonomia e de seu pedantismo racional, como se o eu se dobrasse aos seus próprios limites. Entende-se, com isso, a famosa expressão de Lévinas: “Possuir a ideia do infinito é já ter acolhido outrem”(idem, p. 94).

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Especialista em Metafísica, Licenciado em Filosofia e Bacharel em Teologia


A Igreja Assembléia de Deus do município de Florânia comemorou na noite deste domingo (19) os cem anos de existência no Brasil e seus trinta e dois anos de fundação na terra das flores.
Com muito louvor em nome do senhor Jesus, foi como celebraram os cem anos da Igreja Assembléia de Deus no Brasil. Em Florânia, no Castelo de Eventos, localizado ao lado da Praça Mãe Santa, os irmãos da igreja se reuniram e comemoraram juntos com muita alegria o centenário da fundação da igreja no Brasil. Na terra das flores a Assembléia de Deus foi fundada no ano de 1979, completando seus trinta e dois anos de existência em nosso município.
O evento contou com a apresentação das Bandas Ramalhetes e Nordestinos Adoradores, que juntos celebraram com muito louvor a grande noite. Ainda esteve presente o Presbítero Jailton da cidade de Pedra Preta, onde o mesmo foi o pregador da noite deste ultimo domingo que também contou com a presença das caravanas da cidade de Lajes e Tangará, além de um grande público floraniense que também vieram prestigiar.

Quem falou com nossa redação foi o Presbítero da Igreja Assembléia de Deus de Florânia, Francisco das Chagas Senna, que na oportunidade contou um pouco sobre a importância dos cem anos de existência da Igreja no Brasil. “A nossa igreja representa muito para a história do Brasil, por que durante estes cem anos muitas pessoas foram alcançadas pelo evangelho, elas realmente conheceram a palavra de Deus, muitas delas foram libertadas das drogas e de vários vícios. O evangelho cresceu muito, a Assembléia de Deus expandiu em todas as regiões do Brasil de uma forma muito rápida e aqui em Florânia, apesar do número ser pequeno ainda, mas ela tem tido uma crescimento muito satisfatório. Muitas pessoas tem procurado a igreja precisando de apoio espiritual e tem encontrado em nossa igreja em Florânia o apoio que elas precisam. A nossa igreja faz um trabalho de visitação, ou o evangelismo, visitando as pessoas, levando uma mensagem a pregação. Também fazemos um trabalho de distribuição de cestas básicas para aquelas pessoas que precisam e procuram a igreja e que entre os irmãos fazemos uma coleta e que na medida do possível possamos ajudar aquelas pessoas que estão necessitadas." Concluiu Senna Presbítero da Igreja Assembléia de Deus em Florrânia.



Se observarmos bem, grande parte de nossa vida é sustentada por crenças(quase um ato de fé) ou atitudes injustificáveis. Inúmeras vezes durante os dias somos tomados pelo embalo de atitudes que dispensam explicações. Nós nos comportamos irracionalmente todos os dias com nossos pais, filhos, amigos e com uma porção de gente em quem acreditamos, sem dar explicações. Como se a vida exigisse de nós mais atos de confiança, de crenças, do que de razão. Nem tudo, minha gente, precisa ou reclama explicações. Na vida, raríssimas vezes necessitamos justificar nossas escolhas ou preferências. Há momentos na vida que não cabem justificativas e, por isso mesmo, ela flui com mais naturalidade.
Não tem cabimento querermos racionalizar tudo, até porque há mais arte na vida do que motivos para agir assim ou “assado”. O viver, inevitavelmente, me abre a possibilidade do inusitado, do inesperado e do inexplicável. Os comportamentos individuais ou coletivos estão impregnados de contradições racionais, o que demonstra mais ainda, por parte de nós, uma cadência no aceitar o outro como ele é. O campo de nossas escolhas no que diz respeito aos amores, à Religião, ao futebol, à música, aos valores, à moral e assim por diante, à vida, está repleto de crenças injustificáveis que beiram à fé, uma vez que, sem a qual, não seríamos capazes de dar um passo na existência.
Seria muito ingênuo da minha parte se todo mundo pensasse de acordo com a razão! Os pais amassem os filhos certos; os avós se apegassem aos netos certos; os irmãos não preferissem uns a outros; se não encobríssemos os erros de nossos parentes; se não tratássemos as pessoas diferenciadas; se não nos revoltássemos por causas erradas. Essas atitudes estão na linha das paixões e da arte, pois quanto menos explicações melhor para viver.
Imagine se um eleitor, apaixonado por seu partido político e por seu candidato, tivesse que explicar as razões por que vota nele?! Talvez, não votasse mais. Porém, a política, tal como arte e a Religião, não é assim. Há eleitores que dão à vida por seus candidatos, mesmo sendo eles injustos, desonestos e corruptos. “Voto nele e pronto, não quero nem saber”. É costume ouvirmos expressões do tipo: “Admiro Picasso e pronto, gosto de suas pinturas”; “Sei que faz mal, me prejudica, mas gosto de fumar”; “Só ouço forró e pronto”; “Tá na 2ª divisão do brasileiro, não ganha uma partida, mas gosto desse time”; “Sou apaixonado por ele, não importa o que digam”; “Amo meu filho, só eu posso falar dele, não admito que outros falem”; “Amo meu pai e não importa o que digam dele”.
Expressões como essas mostram muito bem que não é toda hora que a vida precisa de “porquê”. “Porquê” tem hora, não cabe em todo lugar, nem com todo mundo, nem a todo o instante. Não importa o que digam, mas continuamos com nossos bem-quereres, com nossas preferências, é do puro gostar, mesmo que estranhamente, optamos sempre pelo que nos agrada e não pelo que é certo ou errado. É da natureza da vida a contradição racional, uma vez que não é a razão e sim a arte; não é a explicação e sim a empatia que movem a vida.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Especialista em Metafísica.
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