Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade (2 Pedro 3.18).

Ninguém nasce completo e com grande estatura no âmbito físico ou espiritual. E o crescimento que não obedece ao curso natural de leis e princípios que o regem gera anomalias e deformidades. Seguindo este raciocínio, no mundo espiritual, ou o cristão cresce, ou fica medíocre, pois os pilares da vida cristã precisam ser exercitados dia a dia até chegar a um nível de crescimento ideal. Esses pilares são eles: a fé (Romanos 1.17), o conhecimento (Oséias 6.3), a graça (2 Pedro 3.16-18), a santificação (Hebreus 12.14) e as experiências espirituais (2 Coríntios 3.18).

Sabendo disso, atente para o fato de que é necessário crescer de maneira uniforme, tanto na graça como no conhecimento, senão o cristão será vítima da heresia e da ignorância espiritual. Assim, alguns crescem na graça, mas não no conhecimento, e permanecem meninos, pois não estudam a Palavra. Os anos passam, e eles continuam sendo novos convertidos que não sabem discernir a voz de Deus e a dos homens, nem a emoção e o poder espiritual.

Há também os cristãos que progridem no conhecimento, mas não na graça. Eles racionalizam tudo e não têm experiências espirituais. São como os fariseus descritos em Mateus 23: estão cheios de conhecimento sobre as leis espirituais, mas não procedem com amor.

Há dentro da Igreja um terceiro tipo de cristão: o fraco, que não progride nem na graça nem no conhecimento (1 Coríntios 7-10). Ele é facilmente influenciado pelos demais e fica escandalizado com qualquer coisa, sendo considerado enfermo na fé (Romanos 14.1). Ele tem de crescer e amadurecer proporcional e progressivamente na fé, a fim de alcançar a estatura de Cristo, ser uma testemunha poderosa do amor e do poder de Deus e dar frutos para o Reino de Deus.

Quem deseja crescer na graça e no conhecimento de Deus, precisa ter algumas atitudes fundamentais, entre as quais destaco:

(1) Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar. O que apóstolo Paulo, em Colossenses 3.1,2, ensinou: Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra.

(2) Ter vontade de aprender e paciência. Infelizmente, existe gente que mal se converte e, dois anos depois, já é consagrado pastor. Está errado! Para que o recém-convertido possa desenvolver a fé com solidez, deve primeiro participar dos cultos, ouvir as pregações e freqüentar a Escola Dominical. Assim, entenderá a autoridade espiritual, o plano da salvação e as doutrinas básicas, conseguirá praticar os ensinamentos da Palavra de Deus até atingir certo grau de maturidade espiritual.

(3) Estudar a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo estudava as Escrituras meditando, refletindo, pensando e analisando a profundidade dos princípios e das profecias, a fim de conhecer melhor Deus e seu plano de salvação para a humanidade (2 Timóteo 4.13). Peça para o Espírito Santo iluminar sua mente e ajudá-lo a compreender a Palavra de Deus.

(4) Desenvolver um relacionamento pessoal com Deus. Daniel orava três vezes ao dia, porque ele queria ter intimidade com Deus (Daniel 6.10). Se você não dobrar o joelho para adorar e clamar a Deus, lançando sobre Ele toda a ansiedade e compartilhando suas preocupações e fraquezas, não alcançará o crescimento ideal na vida cristã nem intimidade com Deus. O crente que ora, lê a Palavra e medita sobre ela, aprende a ouvir a voz de Deus, tem discernimento espiritual, direção e vive triunfantemente com Cristo viveu.

(5) Viver em comunhão com a Igreja. É importante ter comunhão com o Corpo de Cristo, que é um conjunto de membros interdependentes (Romanos 12.4-10; Colossenses 3.13). O cristão que fica isolado do Corpo não cresce com ele e morre espiritualmente.

(6) Ser perseverante e ativo na obra de Deus. O cristão que vive conforme os princípios que Deus estabeleceu em Sua Palavra, obedece a Deus e cresce na graça e no conhecimento do Senhor. Esse cristão ama, perdoa, foge da sua carne, evita pecado, dá dízimo e oferta, evangeliza e exerce a mordomia cristã, alcançando, assim, o amadurecimento na vida espiritual e produzindo frutos que glorificam a Deus e engrandecem Seu Reino (Mateus 7.24,25).

Pr. Silas Malafaia, Programa "Vitória em Cristo".



Conforme Mike Murdock, há três chaves para abrir as comportas do céus em que os milagres se derramarão com fontes de água viva:


1. Onde você está determina quem o vê.

2. Aqueles que o veem determinam o favor que virá até você.

3. Ninguém recebe um favor a menos que seja visto.


José não foi promovido até que o Faraó o viu. Rute não foi promovida até que Boaz a contemplou. O homem cego não recebeu instruções de cura até que Jesus o avistou. A filha do Faraó não favoreceu o bebê Moisés no cesto até que ela o viu.

A geografia importa. Ela controla o fluxo de favores em sua vida. E nunca se esqueça de que um dia de favor vale mais do que mil dias de trabalho.

Vá aonde você é celebrado, em vez de ir aonde você é tolerado. Procure saber onde Deus o quer diariamente. Torne-se mais consciente de onde você está, onde você trabalha e para quem você trabalha. Algumas pessoas simplesmente pegam um jornal e começam a telefonar para conseguir um trabalho, em vez de colocar-se na presença de Deus e perguntar-lhe: "Para quem fui enviado no dia de hoje?" Alguém depende de você para alcançar o sucesso. Quem é ele? A quem você foi mandado?

Quando você está com as pessoas certas, o melhor de você aparece, e o pior morre.

O sucesso é sempre ligado ao lugar; ao lugar de seu desígnio.



MURDOCK, M. 3 Coisas Mais Importantes em sua Vida. Rio de Janeiro: Ed. Central Gospel, 2009, pp. 129-130.


Por Jackislandy Meira de M. Silva. Professor e filósofo.



Embrenhar-se num tema como esse, exige-se uma impostação no conjunto complexo da Teologia, mas com bases filosóficas.
É preciso escrever o “status questiones”, qua a questão em jogo? Qual o problema aí contido como diria Pitágoras.
A Bíblia, por si mesma, em inúmeros textos, tanto nos Evangelhos quanto nas Cartas do Apóstolo Paulo, bem como no Livro dos Hebreus, resgata a clareza e a beleza no que diz respeito à Teologia fundamental. É extraordinária a forma como a fé vem apresentada nesses textos. Esplêndido!
Círculos concêntricos, já na introdução do Evangelho de João quando anuncia que o Verbo se faz carne. A síntese da fé e da razão numa pessoa, Jesus Cristo. Voltas e mais voltas são dadas ainda mais no tocante à fé cristã quando da preocupação do Apóstolo Paulo em exortar as suas comunidades, sobretudo a comunidade de Filipos. A subida e a descida do segundo capítulo de Filipenses é de tirar o fôlego. Jesus, o Filho de Deus, é desfigurado, feito tapete, humilhando-se até a morte de Cruz, e só depois é exaltado, sobrexaltado, hiperexaltado, pondo-se acima de todo nome porque é o próprio poder sendo coroado de Glória e Majestade.
A Teologia cristã tem um princípio pressuposto absoluto. A Teologia tem um fundamento dado uma vez por todas: “A Escritura é Sagrada”.
Qual a relação entre fé e razão? Como posso chegar a crer que Jesus é Filho de Deus, embora sendo homem? Como crer no Mistério da Encarnação?
O problema posto no início dessa nossa conversa desdobra-se até o Séc. XIV, finzinho da Idade Média, com o NOMINALISMO(corrente filosófica que reduz a verdade das questões a nomes, a vozes recheadas de ar, “flactus voces”) e com um reformador protestante, Martinho Lutero que, mesmo não conhecendo uma Filosofia Escolástica Clássica, faz duras críticas a realidade dos sacramentos na Igreja católica, bem como a forma que são administrados tais sacramentos, afirmando a ineficácia deles para com a natureza humana uma vez que permanece perversa e pecadora. Segundo ele, só a esperança da santificação é a segurança da natureza humana. “Sola gratia”(só a graça). “Sola fidei”(só a fé). Enfatiza a Carta de Paulo aos Romanos 5. 20: “Onde abundou o pecado, aí superabundou a graça”.
Futuramente, este problema irá desembocar-se numa outra elaboração filosófica mais acirrada que são as vertentes modernas do marxismo e do liberalismo. O marxismo que postula um princípio ordenador da natureza humana, da inteligência, é a luta de classes acompanhada do capital, um dado puramente material. Por outro lado, o Liberalismo encorpando uma proposta de Modelo Único para todas as culturas. No entanto, a Filosofia não tem um princípio ordenador absoluto, pois ela questiona e discute todos os campos do saber, todas as coisas. É o saber desinteressado, é o saber pelo saber que visa ao autêntico esclarecimento da realidade.
Onde está a Filosofia hoje?
Com o nominalismo não se pode atingir a realidade, a verdade. Tudo é mera discussão. A ontologia foi destruída da Filosofia em tempos de uma exploração do corpo, dos instintos sexuais com o freudianismo e com o relativismo.
A Filosofia tem genitivos restritos do ser pensante. O questionar se restringe a setores e a Sagrada Escritura contribui para guardar o sentido original da Filosofia como saber metafísico de todas as áreas de conhecimento. A Filosofia não é uma ciência, mas um questionar único e absoluto. A ética não tem sentido senão houver uma ontologia.
A razão humana precisa da fé para ela ser plenamente razão. Esta é paraplégica senão se abre à fé. A fé é mutilada sem a razão. Ela precisa intrinsecamente da razão.
Como a razão pensante crítica do ser humano precisa da fé? Em dois níveis: No nível da experiência cotidiana, a vida humana é em si uma mutilação substancial senão se abrir à confiança, ao amor, à amizade; No nível da Filosofia crítica sistemática, em última instância, pergunta-se: Qual o sentido último da criatura humana? O fio condutor aqui é o Motor imóvel de Aristóteles.
A religião cristã é superior a qualquer uma outra porque é um evento, Jesus Cristo. Daí, João chamar os milagres de “sinais”.
A fé precisa da razão em três níveis: Pela fé em Jesus ser responsável deve ser questionável. Um exemplo disso é o cego de nascença. Abre-se assim a possibilidade para a fé ser mais pura. É importante considerar que na fé cristã, Deus não se revelou como Motor Imóvel, isso é apenas abstração. Toda a verdade Revelada vira, transforma o meu ser. Não é uma abstração. Na Teologia, o mais objetivo é o mais subjetivo, conforme Karl Rhaner. A fé, por si mesma, tem a necessidade de saber mais. Ela apela a uma releitura.
A fé tem suas verdades básicas, mas por uma verdade da fé Jesus se explicita. “O Pai e eu somos um”(Jo. 22.30). A razão me ajuda a penetrar nisso. A razão não traz outra verdade, mas visa explicitar, clarificar. Deus de Deus, luz da luz. Assim como Pitágoras, a Filosofia não me leva a mais do que isto: “Eu sou o amante da sabedoria”.




Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e Filósofo.
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Por toda a minha vida,
Senhor te louvarei,
Pois meu fôlego é a tua vida,
E nunca me cansarei
Posso ouvir a tua voz,
É mais doce do que o mel,
Que me tira dessa cova e me
Leva até o céu

Já vi fogo e terremotos,
Vento forte que passou,
Já vivi tantos perigos,
Mas tua voz me acalmou,
Tu dás ordens às estrelas,
E ao mar os limites,
Eu me sinto tão seguro,
No teu colo, oh! Altíssimo.

Não há ferrolhos, nem portas
Que se fechem diante da tua voz
Não há doenças, nem culpa
Que fiquem de pé diante de nós
E a tempestade se acalma
Na voz daquele que tudo criou
Pois sua palavra é pura
Escudo para os que nele crêem.
(A voz da Verdade)


De fato, quem nos introduz no culto trinitário é o próprio Jesus, pois sua conduta e sua palavra dão um sentido novo ao culto a Deus. Também, o culto cristão é um ato de adoração e de gratidão com o Deus Criador. É um culto filial como dom do Pai por meio de Cristo e sob a ação interior do Espírito Santo. Este culto nos leva ao Pai numa oferenda verdadeira de todo nosso ser, claro, essa elevação é sempre em cristo sob o Espírito Santo. Toda a Trindade entra em comunhão com os homens para oferecer-lhes a possibilidade de santificação.
Percebamos como é fabuloso: não há culto cristão verdadeiro, digno e compenetrante de significados sem o Mediador Perfeito da Nova e Eterna Aliança que é Cristo, e muito menos sem a presença do Espírito Santo. É impossível o culto da Nova Aliança sem a presença do Espírito Santo! Isso mexe conosco porque este é o culto que o Pai mais quer. Com a moção ou ação do Espírito Santo no culto, isto é, na ação de graças, o culto se torna uma expressão oral, corporal, portanto vital da vontade do Pai pela pessoa do Filho. Dessa maneira, seremos “os verdadeiros adoradores que adorarão o Pai em Espírito e Verdade”(Jo 4.23).
É por isso que a ação cúltica feita com Espírito enaltece toda a obra salvífica de Cristo, movendo-nos a seguir o próprio Mestre como discípulos capazes de oferecer sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
O culto é, sobretudo, pneumático, pois deixa de ser apenas uma atitude formal e ritualística para tornar-se, de tal modo, uma expressão de amor à vida do ser humano a partir da vida de Deus na pessoa do Filho. Assim, a assembléia que se forma não é um mero aglomerado social de adeptos em torno de um ideal; outrossim, é uma verdadeira comunidade, congregada pelo Espírito Santo e que participa de uma comunhão(koinonia, conforme At 42) a qual logo se traduz em solidariedade mútua e fraterna. O culto a fim de glorificar o Nome do Senhor é a essência querida por Deus, porque a Igreja de Cristo é essa assembléia dos que invocam o Nome de Jesus Cristo.

Jackislandy Meira de M. Silva, Professor e Filósofo.
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Nós falamos da condição humana não para insistir somente no aspecto da fragilidade humana: corpo; psique; espiritual. No entanto, tocamos na comoção humana para vencermos, como Cristo, o mal, a morte, o pecado.
A ternura de Deus e a vitória sobre o mal.
A fragilidade humana: sinal de Deus que reconstrói a vida.
A vida de Cristo é uma oferta de graça. É ela que determina uma novidade na vida da pessoa. Principalmente, quando nos acontece uma experiência de graça.
Existe uma contradição: entre o ser; e o dever ser. A filosofia contemporânea elabora uma dialética sobre esses dois problemas.
Deixamos pra lá as contradições e nos apegamos às coisas. O niilismo, a negação do valor das coisas. A Reconciliação com Deus é a superação da divisão nas estruturas conflitivas que se encontram principalmente no coração do homem. Os exemplos são evangélicos: Mateus e Zaqueu. Um dia vocês serão salvos. Os primeiros que são tocados por Cristo são amados: “Vinde e vede”. Rm 7.14-25 – DIVIDIDOS. A divisão não é de origem dialética hegeliana e marxista, mas de origem ontológica, a partir dos conflitos internos do ser humano, sublinhado pelo apóstolo Paulo. Superar a divisão e vencer quando não se vê alguém dividido ou quando não se está dividido parece tarefa fácil. Agora, superar a divisão dentro da realidade e encontrar uma unidade pra ela é já uma tarefa honrosa. Pois se vence pela presença da Pessoa de Cristo, pelo encontro com a pessoa de Cristo. Cristo supera a dialética entre judeus e gregos; entre a lei e a Filosofia através da reconciliação com a Pessoa de Cristo.
A partir de Cl 1.20 em paralelo com Ef 2.12-18, é apresentada a comunhão com Deus de tipo pessoal de cósmica.
Em 2Cor 5.17-20, a pessoa que vive a unidade em si é uma pessoa nova. Tudo isso vem de Deus. O resgate do homem com seu redentor e salvador é obra de Deus através de Cristo, de uma pessoa, e não de uma dialética.
Tudo aquilo que é divisão é superado. O encontro dos apóstolos com o Senhor. Que experiência! Porque se toca a carne, a humanidade é bendita, santa de Cristo que agora está à direita do Pai. O resgate do fiel por Cristo é dado por uma pessoa, e não por um discurso. A volta do ser humano quebrantado para Deus é via Cristo pessoal. Portanto, é Deus quem reconcilia por Cristo.
É o olhar de Cristo que toca um coração dividido, contrito, quebrantado. É o reconhecimento da pessoa de Cristo que supera toda e qualquer divisão. Um fato marcante disso, é a famosa cena do filho pródigo no Evangelho que chora de dor ao lembrar do Pai. Isso não o move ainda. A dor ainda não é suficiente para fazê-lo sair do lugar. Mas na casa de meu Pai há tanta comida! O que move o caminho é a presença amorosa do Pai. É uma sinergia entre Deus e o homem, entre o movente e o movido, entre a Graça e a contrição, entre Cristo e o quebrantado que liberta integralmente o ser humano de todo pecado.
Toda essa experiência de libertação, de reconduzir o cristão perdido pelo pecado até Deus, é marcada pelo nosso SIM ao apelo salvador de Cristo em aceitá-lo verdadeiramente. É, em última instância, o SIM do crente a Cristo que o faz uma nova criatura, onde o abandono passa a dar lugar a uma presença real e atuante de Cristo. Nosso SIM pronunciado a Ele já foi dado mais de uma vez, “Pedro, Tu me amas?” Sim, nós o amamos.








De maneira extraordinária, Deus entra, abre e ilumina o nosso tempo, isto é, a nossa história, tornando-a Sagrada. Da criação à sua gloriosa manifestação, Deus acompanha todo aquele ser oriundo de suas mãos, o homem.
Sabe-se que o grande pecado de Israel foi o esquecimento de Deus, por isso eles passaram a celebrá-lo todos os anos, toda páscoa, todos os meses, os dias, as semanas, os minutos, todo o tempo.
As maravilhas que ocorreram na vida do povo de Israel passaram a ser celebradas, memorizadas todos os dias, todos os momentos de sua vida. A esperança de Israel estava voltada para um acontecimento que iria se repetir: a páscoa, a libertação dos poderes da morte, a entrada definitiva para a vida eterna, a Vitória do Filho de Deus.
Assim já começamos a desenhar o início da Intervenção definitiva de Deus em Cristo na História, por isso, “história da Salvação” porque ela vive ansiosa por uma realização definitiva, verdadeira e única: a Redenção. Essa história se desenvolve progressiva e misteriosamente em duas fases que se compenetram: o Antigo e o Novo Testamento. A primeira é marcada pela Profecia; a Segunda é envolvida pela realização. Mas aludimos uma outra etapa importantíssima que sobrevive pela força do Espírito, atualizando no “hoje” da nossa vida cristã, a paixão, a morte, a Ressurreição e a glorificação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esse tempo de graça é a Igreja, uma das últimas etapas constitutivas da história “salutis”. É por isso que “hoje” Deus continua a criar, a salvar e a iluminar o homem. De certa forma, Deus invade nosso tempo e espaços, nossos anos, meses, semanas e dias para atualizar eficazmente o Mistério de Cristo, seu Filho amado.
Através da oração podemos mergulhar no Mistério de Cristo e tirar o véu, ainda que de modo escondido, não completamente revelado, pois há de mostrar-se face-a-face no Céu. De fato, Deus continua recriando toda a história pela celebração, pelo culto da Palavra, pela ceia com Cristo, no Espírito, a história é recriada, no sentido de renovada e atualizada.
É no “hoje”, no agora do Deus vivo que nossa oração ungida no Espírito envolve toda a história, fazendo clarificar para toda a Igreja o sentido verdadeiro dos atos e das palavras de Cristo. De uma vez por todas, a irrupção de Deus no tempo mortal de um tempo vivo torna-se presente pela ação do Espírito nas pessoas, no cristão, atravessando todas as eras, toda a História da Salvação.

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Kant, já conhecido por nós aqui no blog, fora matéria de discussões em temas passados, filosoficamente, traz para toda a modernidade e atualidade uma reflexão elaborada na fenomenologia – “Corrente filosófica fundada por E. Husserl, visando estabelecer um método de fundamentação da ciência e de constituição da Filosofia como ciência rigorosa. O projeto fenomenológico se define como uma volta às coisas mesmas, isto é, aos fenômenos, aquilo que aparece à consciência, que se dá como seu objeto intencional”(JAPIASSÚ e MARCONDES. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 1996. p.102) – afirmando que é impossível chegarmos a um conhecimento racional e concreto da coisa em si, mas somente daquilo que nos aparece. Com isso, Kant se impulsiona rumo ao aspecto das aparências, do como as coisas, suas realidades se mostram para nós e de como as percebemos realmente. Para ele, assim como a Física, a Metafísica e a Matemática têm seus estudos específicos e particulares, a Religião não terá esse privilégio, essa particularidade na rigidez da análise.
Porém, a Religião não passa despercebida e assume um papel totalmente moral e prático, é o dever identificado, como se fossem deveres religiosos, isto é, é a virtude moral quer fossem deveres religiosos. Deus existe na medida em que vivo sem condicionamentos ou com menos condicionamentos de acordo com minhas possibilidades éticas. A existência de Deus, para Kant, assume uma conecção entre minhas virtudes morais, comportamentais e minha própria felicidade, pois a felicidade começa no momento existencial e fenomênico em que o homem se utiliza de sua liberdade consciente e vital. Portanto, a Religião para ele seria essa conecção entre Deus e o eu interno e consciente em aderir determinada prática moral.
Um especialista em religiões, Mircea Eliade, competente na área, em seu livro “O Sagrado e o Profano”, vai de encontro a Kant afirmando que a Religião não deve assumir somente seu lado interno e moral, mas também ritual com detalhes sacramentais, litúrgicos, cúlticos para demonstrar existencialmente este sentimento religioso. É óbvio que isso não deve ser feito aleatoriamente ou rotineiramente, mas sempre buscando os sentidos primitivos de tempo e do próprio lugar onde se realiza tal rito, tal costume. As nossas expressões rituais não devem ter um sentido de promoção profissional e nem tampouco o de “status”, mas de crescimento espiritual e de comunhão ardente com Deus.
Kant tem uma cabeça pensante bastante ventilada pela busca de explicações filosóficas dos fenômenos no em torno de si. Leva isso a cabo. Sem dúvida contribuiu para uma tomada de posição acerca do aspecto religioso em diversas culturas ou em vários grupos, tidos como religiosos.
Mircea Eliade é um autor que se apropriou muitíssimo bem de todas as manifestações religiosas, de crenças multiformes, cheias de valores diferentes, porém respeitados e cultuados pelos povos tradicionais e atuais. Ele faz um apanhado histórico sobre as culturas religiosas e as traz para o comportamento fenomenológico das civilizações atuais ou consideradas como tais.

Jackislandy Meira de Medeiros Silva.
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A providência é a ordenação às criaturas para o seu fim, dando-lhes os meios necessários para a realização deste fim. Deus terá um cuidado especial para com o homem porque este é praticamente a síntese de toda Criação, é uma substância individual e racional.
A história humana se acha marcada por esse momento, por essa hora em que sofria a morte um inocente! Este inocente é Jesus Cristo.
A providência de Deus é um mistério como princípio de resposta para a dor e sofrimento dos inocentes, do servidor que sofre.
É por amor do homem e da dignidade humana que Cristo não foi tirado de seu sofrimento e de sua dor.
Deus age com sabedoria infinita, bondosa e onipotente que vem se manifestando em prodígios fabulosos como um milagre, por exemplo, a ressurreição de Lázaro. O milagre no sentido de uma derrogação das leis ordinárias, das leis da natureza. Visível ou não o milagre é raro, devido à multidão de efeitos que acontecem em nosso meio. Com um milagre, Deus muda esse mundo num detalhe, num aspecto.
O gosto do maravilhoso que este homem contemporâneo tem, veio deplorar a vida dos santos e da santidade. A verdade é mais bela de que todos os produtos da imaginação com todos os seus artifícios e adereços. Por isso não podemos aceitar como milagre qualquer coisa, e nem todas as coisas podem ser milagres, devemos ter cuidado com os artifícios da maldade humana.
Se Deus existe e nos ama, Ele pode fazer o que quer e quando quer.
“Senão vedes milagres e prodígios, não acreditais”(Jo. 4).
Deus usa o milagre para nos despertar de sua presença, de sua doutrina... Para nos fazer recordar a presença da graça em nós. Deus é tão bom, tão poderoso, tão sábio quando multiplica os pães e cura os doentes, etc...
O milagre requer duas coisas. Primeiro que ele seja insólito porque quebra o curso normal da natureza, mas que continua o curso novamente, depois, que ele seja divino. Espécies de milagres: 1)O milagre está acima da natureza, o corpo glorioso de Cristo, a ressurreição de Lázaro, a cura do cego de nascença...; 2)O milagre contra-natureza, a coexistência de corpos num mesmo lugar, a conservação das crianças na fornalha ardente, o caminhar de Pedro sobre as águas; 3)O milagre além da natureza, uma cura instantânea.
Diante de tantas evidências de que o milagre é plenamente possível, é de costume alguns agnósticos se perguntarem: É possível o milagre? É reconhecível um fato realmente milagroso? Ele é cognoscível como fato histórico? Ele pode ser reconhecido como divino ou como provindos de forças diabólicas?
Tais questões postas acima se caracterizam um inteiro absurdo! Mas, atentemos às respostas. Antes, é preciso afirmar que a negação do milagre nega supostamente a existência da Religião. Os racionalistas negam a Ressurreição de Cristo porque o milagre, segundo eles, não é fato histórico. Primeiro, o milagre é possível, senão houver nenhuma repugnância da parte de Deus e da parte das criaturas. Segundo, é discernível sim como fato absolutamente histórico relacionado como a qualquer outro fato histórico. Agente também pode estudar o milagre como fato miraculoso. Por exemplo, o cego de nascença... A partir dessas primeiras objeções podemos supor que o milagre é concernente como vindo de Deus. Enfim, o milagre é um fato divinamente realizado e não diabolicamente: a pessoa é boa, o objeto é bom, o fim é bom. Portanto, o milagre é bom porque nos indica a Glória de Deus. Acontece ainda hoje para se manifestar a bondade e a majestade divina. Bendito seja Deus! Aleluia! Aleluia! Aleluia!


Texto: Jackislandy Meira de Medeiros Silva, professor e filósofo.
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O tema fundamental do Antigo Testamento é a aliança que Deus instaura com seu povo depois do Êxodo. O Antigo Testamento é baseado na experiência da salvação, mas sobretudo na Promessa, pois se prometeu é Fiel. Israel espera uma nova e eterna aliança. Uma aliança escrita nos corações de todos como falavam os Profetas. Portanto, a tônica do Novo Testamento é diferente da tônica do Antigo Testamento. No Novo Testamento, o acento é colocado na realização da Promessa. A salvação é já dada de forma definitiva pela ação de Deus. No Novo Testamento, o cristão é já alguém salvo(At. 2.47) por causa da encarnação e da Páscoa de Cristo. O tema da confiança que era específico do Antigo Testamento não é eliminado, mas é enriquecido pelo tema da experiência de uma salvação definitiva.
Antigo Testamento tem por base a Promessa que Deus faz com o homem, através da confiança e da esperança. Já o Novo Testamento intensifica amiúde a realização dessa Promessa desde Abraão até os nossos dias, passando pela presença definitiva e plena do Salvador da História e do Mundo.
O mistério de Deus e a Salvação são realidades não apenas desejadas para o homem, mas sim fatos que se tornam objetos de experiência. A Salvação é algo que toca, restaura, mexe com nossa estrutura, sara todas as feridas porque estabelece conosco uma experiência humana. De Deus, os homens podem ter uma experiência única e verdadeira. O Novo Testamento proclama o evento de Deus que se faz carne na História. E pode ser encontrado, conhecido e experimentado. Aqui emerge a grande diferença entre Cristianismo e as Religiões. Deus responde a uma expectativa humana muito maior do que o homem esperava.
O grande teólogo americano do século passado R. Niebur disse: “Nada é tão inacreditável quanto a resposta a uma pergunta que não se coloca”.
No Novo Testamento, Deus se revela como resposta a sede do homem. Uma resposta ao grito do homem que se torna próxima, familiar ao homem, próxima à existência do homem. Isso é bem claro na perícope da Samaritana:
“E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido o que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João, deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia. E era-lhe necessário passar pó Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água; disse-lhe Jesus; Dá-me de beber. Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe pois a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?” Aqui, pelo diálogo, Jesus quebra o obstáculo que havia entre judeus e samaritanos. Não há mais preconceito. Em Jesus, a misericórdia se torna plena, uma vez que o exemplo vem de suas ações e palavras. Assim continua Jesus o diálogo: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz – Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde pois tens a água viva? És tu maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe se fará nele uma fonte d’água que salte para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la”(Jo. 4.1-15). E o diálogo com Jesus continua por mais algum tempo.
O que é mais pertinente aqui é o fato de Jesus participar da experiência de vida da samaritana a ponto de mostrar-lhe quem realmente era, o Salvador que estava ali para saciar a sede de todos os pecadores, tantos quanto reconhecessem estar sedentos da água da vida eterna, não de uma água natural, mas espiritual que, com a qual, nunca mais teremos sede. Jesus, agora, é a realização plena, transbordante de nossas vidas. Vamos todos até Ele, a fim de bebermos da água que jorra para vida eterna.
Jackislandy Meira de M. Silva. Professor e filósofo.


Deus nos fez com todo amor e carinho, para relacionar-nos com Ele e representá-lo. Mas o fato de Ele nos ter criado à sua imagem e semelhança, com tanta complexidade e superioridade em relação às demais coisas criadas, não nos faz autossuficientes nem nos exime de obedecer-lhe. Ao contrário. Como vimos, somos mordomos do nosso corpo, dos nossos dons e talentos, dos recursos que o Senhor disponibilizou para nós, a fim de cumprirmos nosso propósito como ser humano e levar outros ao conhecimento sobre o Criador.
Em Deus vivemos, e nos movemos, e existimos(Atos 17, 28). Ele é a origem e o sentido da nossa vida. Quando o Senhor nos criou, deixou três vazios a serem preenchidos: o de pai, o de mãe e o dele mesmo.
A função de pai pode ser exercida pelo pai biológico ou por qualquer outro que assuma esse papel: um irmão, um tio, um avô, um primo, um pai adotivo. O mesmo se dá com relação à figura materna. Alguém deve desempenhar essa função, a fim de que a pessoa se sinta amada e cuidada. Caso contrário, ela será uma forte candidata a ter sérios problemas emocionais e a não ser tudo aquilo que Deus projetou que ela fosse.
De alguma forma, é possível preencher a carência materna e a paterna com a presença de outra pessoa que assuma essa responsabilidade. Mas quanto ao vazio de Deus, é impossível arranjar um substituto para suprir esta necessidade.
Dostoiévski, um famoso escritor russo, disse: “O homem possui dentro de si um vazio do tamanho de Deus”. Isso significa, entre outras coisas, que é um vazio imenso, de Alguém incomparável, que só pode ser preenchido ou suprido pelo próprio Criador.
Infelizmente, o ser humano tenta preencher esse vazio com crendices, todo tipo de religião, pornografia, vícios, devassidão etc. Entretanto, nada disso soluciona o problema, porque só Deus, por intermédio do Espírito Santo, pode preencher o vazio existencial do ser humano e dar um sentido maior à vida humana.
O salmista reconheceu: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo(Salmo 42.1,2a). Que também possamos reconhecer nossa necessidade do Senhor e buscá-lo, a fim de que Ele sacie esse vazio em que só cabe Ele em nosso coração. Então, seremos pessoas saudáveis, felizes e realizadas, que levarão outros a ter um encontro com a Fonte da vida.

Texto do Pastor Silas Malafaia, compilado do livro “O que o ser humano?”, adaptado para este espaço pelo Professor e filósofo Jackislandy Meira de M. Silva.

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Todas as vitórias particulares de nossas vidas; uma simples promoção no seu trabalho; a aprovação no vestibular; a aprovação num concurso; um filho que nasce em sua família; o aumento de seu salário; o amor que se renova, enfim. Todas as nossas vitórias se recapitulam na preciosa vitória de Cristo na Cruz, que venceu a morte e nos deu vida nova. Em Cristo, tudo se faz novo, o que é velho passou, e agora tudo se faz novo. Deus declara neste dia a sempre presente vitória que marcou a história em todos os tempos e lugares. Quem sou eu para contrariar um milagre tão grande como esse. Glória a Deus. Bendito seja o teu nome, amém. Glória, Glória, Glória pelos séculos dos séculos, Amém.


Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (1 Coríntios 5.17)
O ponto de partida para o crescimento espiritual é a transformação de vida pelo poder do evangelho. Para isso, é preciso ter arrependimento, fé e conversão. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor (Atos 3.19). Pela graça sois salvos, por meio da fé (Efésios 2.8).
A fé é a condição para que você possa chegar a Deus. Quando alguém entrega sua vida a Cristo por arrepender-se dos pecados e crer que Jesus é o Salvador, então se converte aos princípios do evangelho, gerando uma mudança radical, que a Bíblia chama de novo nascimento (João 3.4-6).
Como é que a gente sabe se alguém teve um encontro real com Cristo e foi transformado em nova criatura? Não é por causa do terno e da gravada nem da Bíblia debaixo do braço; é pela transformação: um novo pensar, um novo sentir e um novo agir. Se a pessoa não mudar a mentalidade, não pode ter seus sentimentos e suas atitudes mudados. Se houver um novo modo de pensar, haverá mudanças de sentimentos. O ódio, a mágoa e a vingança dão lugar ao amor, ao perdão e à bondade. Com a mudança do modo de pensar e de sentir, ocorre a mudança de atitude. Sem isso, não há transformação na vida, porque o evangelho modifica as crenças e os valores do ser humano — isto é o ponto de partida para um crescimento espiritual.
Para que você possa ter um crescimento real, sem anomalias, deve crescer proporcionalmente na graça e no conhecimento (2 Pedro 3.18), usando os meios disponíveis — a oração, a leitura da Palavra, a comunhão com o Corpo de Cristo, a evangelização, as experiências com Deus no dia a dia e a mordomia, o serviço cristão — para aproximar-se de Deus e ser transformado por Ele. Em Colossenses 3.1-15, vemos algumas etapas do processo de crescimento espiritual. Já no versículo 1, Paulo diz: Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima. Para ressuscitar com Cristo, é necessário morrer para o pecado e para o mundo. Depois, é preciso buscar e pensar nas coisas que são de cima (v.1,2). É assim que é iniciado o processo, pelo que domina a mente. Então, vem as etapas seguintes: fazer morrer os desejos da carne (v. 5) e revestir-se de entranhas de misericórdia, benignidade, humanidade, mansidão, longanimidade (v. 13). Deus, por intermédio de Seu Espírito, ajuda-nos, mas é a decisão de entregar-se a esse processo é nossa. O cristão precisa despir-se do velho homem e amar com amor genuíno, sacrificial. Ele tem de arrancar defeitos e plantar virtudes divinas no coração. Caso contrário, poderá atrapalhar seu crescimento espiritual. Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis (Romanos 8.13).
Para que não sejamos meninos inconstantes, levados por todo vento de doutrina, Paulo mostrou a importância de alcançar um padrão elevado na vida espiritual, a unidade da fé, o conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, a medida da estatura completa de Cristo (Efésios 4.13). Este é o último estágio de crescimento do cristão; é alcançar imagem gloriosa de Cristo.
João lembrou: Agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos (1 João 3.2). Chegará o dia em que seremos espiritualmente semelhantes a Cristo e viveremos no céu, num lugar onde não haverá mais pecado, erro, dor, doença, morte, na presença de Deus. Então, veremos Jesus como Ele é.
Vale a pena buscar o crescimento espiritual e participar de todo este processo de amadurecimento cristão, mesmo que haja percalços e pressão do diabo. Seja firme, constante e abundante na obra do Senhor. Almeje ser a cada dia um crente melhor. Se cair, saiba que Deus irá levantá-lo, sustentá-lo e elevá-lo a patamares superiores.
Mas lembre-se de que Deus não nos dá algo porque acha que somos mais bonitos ou educados do que outros irmãos. Existem níveis, etapas, que eu e você temos de esforçar-nos para alcançá-los. Vamos, então, crescer para que o nome do Altíssimo seja louvado e engrandecido em nossa vida e por meio dela. É tempo de crescer! Receba esta palavra e que o Senhor o abençoe e o faça prosperar em todas as áreas!
Pastor Silas Malafaia.


Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi...
Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi...
Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática.
Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi...
Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso.
Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi...
Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.
Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver.
Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.


A expressão acima, muito bem dita e ensinada por um dos maiores conferencistas dos EUA, Dr. Mike Murdock, mostra afirmativamente que nós precisamos proteger o dom de Deus que há em nós, não dando nenhum espaço para a discriminação, para a rejeição ou para a baixa-estima. Estava dizendo a pouco para uma pessoa muito especial que temos, todos nós sem exceção, algo muito precioso dentro de nós que precisamos descobrir e zelar por isso. Esse "isso" é o seu desígnio para o qual você foi criado. Jesus disse aos seus discípulos que alguém, em algum lugar, em algum momento, irá celebrá-lo, valorizá-lo:
"E, em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela seja digno e hospedai-vos aí até que vos retireis. E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a; e, se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para voz a vossa paz. E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés"(Mateus 10.11-14).
A intimidade deve ser ganha. Jesus recebia diferentes demonstrações de amor. João, o amado, deitava a cabeça em seu ombro. Pedro, Tiago e João eram seus três principais confidentes. Os 12 discipulos viajavam com Ele. Além disso, havia outros ajudadores de seu ministério e as multidões. A busca pelo Mestre determinava o acesso que Jesus dava aos outros.
Não existe fim para as dúvidas que o inimigo coloca em sua mente sobre a sua vida e o seu desígnio. É bom avaliar seus esforços, analisar sua produtividade e esforçar-se para viver no mais alto nível espiritual.
Jesus disse aos discipulos para avaliarem a casa a ser visitada. Examine as pessoas com quem você estará. Pergunte a si mesmo: "Essas pessoas valem os dons que Deus me concedeu? Elas são capazes de celebrar-me como um tesouro?
Qualifique o solo ao seu redor antes de plantar a semente de sua vida. Lembre-se: seu desígnio irá levá-lo onde você é celebrado, em vez de tolerado. O que conta aqui é o fato de sermos valorizados e celebrados aonde formos, mas nunca tolerados. Não se esqueça dessas palavras de sabedoria.


Adaptado por Jackislandy Meira de M. Silva, do Livro: "O Desígnio, O Sonho e O Destino" de Mike Murdock, Rio de Janeiro: Ed. Gospel. 2009.


Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens. (Salmo 115.16)
A partir do que está escrito no Salmo 115.16, é fácil concluir que Deus deu a terra para ser conquistada pelo homem, independente da sua fé. Contudo, é preciso ir ao encontro daquilo que se almeja no âmbito material e espiritual. Mas há uma promessa específica para o povo de Deus em Deuteronômio 28.13: E o SENHOR te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, quando obedeceres aos mandamentos do SENHOR, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e fazer. Dentre tantos elementos que podem ser apresentados, destaco seis fundamentais para que você seja um vitorioso:1)fazer escolhas certas, com base na razão e na Palavra de Deus; 2)ser uma pessoa ativa e produtiva;3)não desperdiçar os recursos (tempo, bens e talentos);4)ter disciplina e respeitar regras, princípios e autoridades;5)ter ambição e projetos. 6)Ter alvos espirituaisA pessoa que deseja conquistar seus sonhos, primeiro, precisa aprender a fazer escolhas certas na vida. O livre-arbítrio e a consciência nos tornam diferentes dos animais e semelhantes a Deus. O ser humano é livre para decidir o que almeja. Quando o faz, suas ações são dirigidas para o seu alvo e para as prioridades que estabeleceu. No entanto, para definir seus objetivos, deve usar a inteligência (a capacidade de aprender, apreender e compreender) e a sabedoria (a capacidade de discernir as coisas, distinguindo o que é mais importante, com prudência, sensatez).
Não permita que suas escolhas sejam feitas com base apenas em emoções, na intuição ou na opinião dos outros. Estes elementos até podem influenciar sua decisão, porém são subsídios secundários. É a Palavra de Deus que deve orientar suas escolhas. Ela é a verdade e a fonte da sabedoria (Pv 3.13-18).
Em segundo lugar, se você quer conquistar seus objetivos, preste atenção ao que é dito em Gênesis 2.15: Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. O Altíssimo colocou o homem na terra para produzir e gerar bem-estar, pois não suporta a improdutividade. Ele chama o servo que não quis ser produtivo de negligente e mau (Mateus 25.26). Com isso, aprendemos que ninguém conquista nada se não for produtivo.
Em terceiro lugar, Deus colocou o homem na terra para lavrar, cuidar, zelar, e não para desperdiçar. O Senhor detesta o desperdício. Em Tiago 4.3, está escrito: Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. Em Isaías 55.2, o povo é exortado porque gastava o dinheiro com aquilo que não era pão; consumia o produto do seu trabalho com algo que não tinha valor e não alimentava nem o corpo nem a alma. Tem gente que só compra besteira. Não pode ver uma liquidação, que corre para comprar o que não precisa. Como é que você quer conquistar algo maior se desperdiça tudo com bobagens?Em quarto lugar, quem deseja conquistar seus sonhos, precisa ter disciplina, obedecer às regras, aos princípios e às autoridades. Para se comprar um apartamento, é necessário ter o dinheiro da entrada e arcar com prestações que caibam dentro do orçamento. Isto é uma regra, um princípio que não deve ser quebrado.Ser submisso às autoridades é outro elemento fundamental. O ser humano precisa aprender a obedecer. Não adianta querer fazer o que se quer, desrespeitar o chefe, sublevar a ordem imposta e tentar dar-lhe uma rasteira para ocupar posições maiores.Em quinto lugar, tenha ambição, desejo de conquistar algo superior. Isto será uma força motivadora para você agir na vida. Almeje comprar um imóvel e não mais viver de aluguel; almeje ser um profissional de sucesso, uma pessoa melhor. Mas lembre-se de que, para galgar patamares superiores, você precisa ser liberal.Contudo, ao ambicionar algo melhor e uma posição superior, cuidado com quatro coisas destrutivas que impedem o homem de alcançar seus objetivos: a ganância (desejar algo a qualquer preço, não se importando se é ilícito e se prejudicará seu próximo), a cobiça (a ambição desmedida por riquezas e o desejo desenfreado de atender à sua natureza), a inveja (o desgosto e pesar pelo sucesso do outro) e o egoísmo (o amor e a consideração excessiva por si mesmo, a ponto de desprezar o interesse dos outros).
Qual o remédio para esses males? É amar a Deus e a seu próximo como a si mesmo; é ser liberal, bondoso e altruísta!Em Provérbios 19.17 (ARA), é dito: Ser bondoso com os pobres é emprestar ao SENHOR, e ele nos devolve o bem que fazemos. Em Provérbios 3.9,10, há uma grande promessa: Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares. Priorizar a Deus e ser bondoso e liberal, abençoando outros com nossos bens materiais, livra-nos da ganância!
Além disso, a vida não se resume apenas às conquistas materiais; existem as conquistas espirituais. E a pessoa inteligente considera essas duas dimensões.
Sendo assim, estabeleça objetivos materiais, mas não se esqueça de ter alvos espirituais. Deseje conhecer Deus e aprofundar sua comunhão com Ele. Para alcançar este propósito, ore e consagre-se. O Senhor quer manifestar-se e tem coisas tremendas, que você não sabe, para revelar-lhe. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós (Tiago 4.8a).
Também é necessário buscar conhecimento maior da Bíblia. Nunca vi tantos crentes rasos no conhecimento divino. Errais, não conhecendo as Escrituras (Mateus 22.49). Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (1 Timóteo 4.1).
Há um bombardeio na mídia para desmerecer a Bíblia, como se ela fosse um livro de mentiras. Há uma pressão nas escolas para ensinar que o universo é obra do acaso, uma questão de evolução. Há artimanhas de todo tipo para deturpar a Palavra. É tempo de conhecer o Deus que você serve. Só assim poderá dizer como Paulo, em 2 Timóteo 1.12: Eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia.
O que você está fazendo para este Deus que tudo faz, que salva, liberta, transforma, abençoa e dá vida? Não fique apenas preocupado com a corrida pela sobrevivência. Use seu tempo, seu talento e seus recursos na obra do Senhor também. Seja mais agradável e relacione-se melhor com as pessoas.
É tempo de conquistar vidas para Cristo, e você é o maior instrumento para isto! Quantas pessoas você leva à igreja durante o ano? Este é um tempo de uma nova unção de Deus sobre a sua vida, de um novo patamar espiritual! O Altíssimo quer levá-lo a uma nova estação e derramar um óleo fresco sobre a sua cabeça. O Senhor quer levantá-lo com poder e autoridade. Ele quer usá-lo! Saia, então, da mesmice e da mediocridade.
Que a mão de Deus esteja sobre você! Que as janelas dos céus sejam abertas! Que coisas novas aconteçam na sua vida! Aquilo que o ouvido não ouviu, que o olho não viu e que não chegou ao nosso coração é o que Ele tem preparado para você.


Pastor Silas Malafaia



Deus se distingue do mundo, não se confunde com o mundo. O panteísmo pretende identificar Deus com o mundo e isso nós não podemos permitir. Não é certo confundir Deus com o mundo.
O Panteísmo emanatista é a forma mais comum de dizer que Deus não se distingue do mundo(Enéadas – Plotino do Século III quem começou a propagar esta teoria). Um filósofo do séc. XVII chamado Spinoza fala sobre as manifestações dessa substancia. O panteísmo vai contra a experiência qualquer que seja a sua forma. Identificando o perfeito que é Deus com o imperfeito que são as coisas e o mundo. Também para contra-argumentar o Panteísmo é preciso afirmar a simplicidade de Deus. Ele é um ser simplíssimo...
A criação é um grande mistério que existe antes de qualquer produção, é uma criação a partir do nada. “Productio totius rei ex nihilo sui et subjecti”. O que é tirar uma coisa do nada? Não sei. Aqui nós nos atiramos sob a onipotência de Deus. Criar do nada não significa o nada produzido, portanto o nada é nada, sem nenhuma matéria, sem participação alguma. A lógica do mistério, a lógica do incompreensível. A produção do nada do ser de uma coisa, isso é a criação. Deus criou o mundo! A teoria do Big-Bein, essa explosão que os físicos teorizaram e que é meio fajuta intelectualmente e filosoficamente. Daí, surge a pergunta, o que é que explodiu? Obviamente foi algo já criado materialmente, então não se explicou a criação. A criação é coisa anterior. “Deus criou na criação poderes seminais, que podem evoluir”(Agostinho de Hipona). Não poderia haver evolução sem criação divina.
Nenhum filósofo grego teorizou explicitamente sobre o tema da criação, mas Aristóteles com a teoria do Ato e da Potência implicitamente argumentou sobre o assunto. O mundo é contingente. Se o mundo é contingente ele não pode existir desde sempre. Então, não há outra saída senão dizer que Deus criou o mundo. Daí, provamos a criação do mundo por Deus. O infinito não é nunca criado porque só Deus é eterno e infinito. Que o mundo foi criado por Deus desde a eternidade pode ser possível, mas não podemos demonstrar.
No entanto, se nos detivermos nas Escrituras, Deus criou o mundo no tempo... Gênesis. Abramos este tão admirável livro. Mas, filosoficamente não podemos dizer que Deus criou o mundo desde sempre ou no tempo, porque isto é impossível saber, compreender. Agora, uma coisa podemos dizer e sustentar, que Deus criou tudo livremente, com liberdade de contradição. Ele criou ou não criou. Ele criou porque quis. Deus, livremente e não necessariamente, criou o mundo!
Deus não está obrigado a criar sempre o melhor. “Video meliora, proboque; deteriora sequor” – “Vejo as coisas melhores, e as aprovo; sigo as coisas piores”(Horácio, poeta grego). Nessa mesma direção, Leibniz também falou algo a respeito. Como é maravilhosa a visão de Deus em Leibniz, a não ser algumas bobagens que tenha dito, mesmo sendo um sujeito muito inteligente.
Segundo Leibniz, uma vez criado o mundo a conservação é uma coisa continuada. É a manutenção de cada coisa no seu ser. As coisas criadas não têm que existir continuadamente por inércia, mas Deus continua a comunicar-me a existência. Nunca um ser criado pode manter-se por si mesmo, nunca pode ser por si mesmo. É impossível que as criaturas, uma vez produzidas, tenham a manutenção “per si” de sua própria existência.
O que é o concurso? Deus concorre e não me obriga a ser livre. Essa espécie de empurrão no homem é como uma intervenção de Deus, causa primeira nas causas segundas. As criaturas precisam de Deus para atuar, para agir. Há duas espécies de concurso: o prévio e o simultâneo. Aqui, deve-se o cuidado para não cair num determinismo absoluto.




Jackislandy Meira de M. Silva,
Professor e Filósofo.
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Se você quer viver triunfantemente, a primeira coisa a fazer é praticar a Palavra de Deus. Você não poderá viver triunfantemente no sentido completo da palavra se não amar e praticar a Lei do Senhor. Tenha prazer na Lei do Senhor e esteja previamente preparado contra os conselhos dos ímpios (Salmo 1.1,2).
Medite na Lei do Senhor e você não andará, não se deterá nem se assentará na roda dos escarnecedores. Você jamais terá uma vida espiritual decadente se meditar na Lei do Senhor de dia e de noite.
Ter prazer na Lei do Senhor é ter alegria, satisfação, vontade de obedecer e praticar a Palavra. Quando praticamos a Palavra somos como árvore plantada junto ao ribeiro de águas, que permanece viçosa e no tempo da adversidade não murcha. Ter prazer na Palavra de Deus é produzir fruto na estação própria, recebendo a bênção da vitória no tempo de Deus.
Ter prazer na Lei do Senhor é fazer com que as "nossas folhas" permaneçam firmes; folhas que realizam o fenômeno chamado de fotossíntese; que purificam o ar. São através delas que as plantas absorvem a energia solar. Se você medita na Palavra poderá absorver o poder de Deus para a sua vida.
Em Salmo 1.1,2 está escrito: "Bem-aventurado é o varão que(...) antes tem o seu prazer na Lei do Senhor...". Isto equivale a dizer: "Feliz é aquele que tem o prazer de praticar a Palavra de Deus". O salmista diz que tudo quanto o varão que medita na lei do Senhor fizer prosperará (Salmo 1.3). Isto quer dizer que vida triunfante é vida de prática da Palavra de Deus. Seja você também como o varão citado em Salmo 1.1-3, que medita na Lei do Senhor de dia e de noite, e descubra o segredo de uma vida triunfante em Cristo neste ano de 2006.
Artigo extraído da mensagem Vivendo Triunfantemente pregada no Culto da Vitória da Assembéia de Deus do Bom Retiro, São Paulo, Pastor Silas Malafaia



Como pode alguém negar a existência de Deus quando sua existência é óbvia e evidente? Como pode alguém ignorar a Deus e viver como se Ele não existisse?
“Deus sonda os rins e os corações”(Salmo 138).
Aqueles que vivem e convivem com sua doutrina, nem sempre acreditam realmente ou seriamente em Deus. Estes são ateus práticos. Os ateus teóricos são aqueles que afirmam a inexistência de Deus e, além disso, formulam conceitos ou levantam críticas contra a própria realidade da existência de Deus.
Nesse sentido, o agnosticismo é menos insensato porque não nega a existência de Deus, mas sim que haja provas para afirmar sua existência. Também, o agnosticismo não se preocupa em formular teorias contra as argumentações da prova da existência de Deus.
O Problema do ateísmo é mais um fator, uma gravidade moral do que intelectual. Mas, no fundo, no fundo, o problema do ateísmo desembocará sempre num ateísmo prático ou teórico.
A imanência começou com Descartes. Este com tal intuição: “Penso, logo existo”. Valorizou mais o pensamento humano. O pensar, segundo ele, precede o existir. Aí está posto o mundo do individualismo que me leva a não receber lições de ninguém. Tal princípio me leva a cair num protestantismo, todos dizem o que quer.
“Cabe a natureza do homem investigar pela razão para se alcançar a verdade, portanto, é próprio da razão não apreender a verdade e, por esta razão, ao homem cabe paulatinamente progredir no conhecimento da verdade. E a qualquer um cabe acrescentar aquilo que faltou de seus antecessores”(Tomás de Aquino, comentário à Ética a Nicômaco).
O princípio do imanentismo que acarreta a ideia de que tudo começou por mim é inconveniente porque não reconhece o valor histórico e fraterno da Filosofia “perenis”. Este princípio tem conduzido de forma inevitável o ateísmo no mundo de hoje. Portanto, se o homem é o criador do ser, do próprio homem, então procuram afastar Deus e colocá-lo longe de Deus. O homem se torna Deus para o homem. No século passado, a gente tem visto que o homem, querendo ser Deus e tomando seu lugar, tem se degradado, recalcando-se e tornando-se um “vilicimento”. “O homem sem Deus deixa de ser homem”. Por isso, ele acaba por viver numa selva, onde ganha o mais forte e o mais poderoso neste mundo carreirista, cheio de concorrências inúteis, vil e desleal. Daí, podemos nos perguntar, para que Deus serve no mundo de hoje? Em pelo século XXI, para que serve Deus na vida dos homens?



Jackislandy Meira de Medeiros Silva. Prof. e Filósofo.
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Como Deus pode conhecer os pensamentos que surgirão amanhã em meu espírito de maneira contingente?
Diante de tudo que já experimentamos de Deus, constatamos que Ele é espírito, é inteligência e é vontade. São atributos imanentes à Deus que chegamos a eles por meio da analogia.
Há uma distinção da ciência e da vontade de Deus com relação ao objeto e ao modo.
Objeto principal da ciência de Deus é Ele mesmo. Deus não conhece nada fora d’Ele. Deus conhece todos os seres n’Ele próprio. Ele conhece tudo em si mesmo. O objeto da ciência de Deus é Ele mesmo e sua essência divina também, todos aqueles seres possíveis de sua existência.
O modo como Deus conhece não pode ser o mesmo do homem. O homem conhece raciocinando, passando sempre da potência ao ato, do ato à potência, como afirma Aristóteles. Se Deus conhecesse como o homem, Ele dependia do homem, portanto, Deus não raciocina e não conhece como o homem conhece.
Deus não necessita de discorrer, de discutir e nem de ir a um ponto a outro ponto. Cada anjo é uma idéia. Deus é uma só idéia simplicíssima. A essência de Deus contém a imagem das coisas em si mesmas.
Nós esquecemos que o futuro contingente, livre, não tem sentido senão para uma consciência histórica, ao longo do tempo, aos poucos, em períodos. É em relação a um poder de futuro que me prendo. Mas, para Deus, não há futuro. O seu ato é um ato de ETERNIDADE. Por isso, o meu ato contingente de futuro, para Deus é presente, para Ele tudo é presente, todos os nossos atos está no presente de Deus, na eternidade de Deus. Tudo está sob o olhar infinito de Deus.
Há que penar um pouquinho diante desse mundo cão! Há que se penar!!!
Portanto, o futuro contingente só tem sentido para uma consciência histórica. É sempre um poder de conhecer para um futuro possível. Porém, Deus está acima do contingente, do necessário. O olhar de Deus é a própria simplicidade do seu ser.
O objeto da vontade de Deus é Ele próprio. Secundariamente, Deus ama as criaturas. Mas o objeto de sua vontade é Ele mesmo. O amor para Deus não é um bem possuído porque Deus possui tudo, inclusive a si mesmo. Deus ama tudo que existe, mas não os ama como nós amamos. O amor de Deus é um amor que cria e infunde nas criaturas a bondade que ama. Com essa intenção, Dostoievisk fora capaz de afirmar: “Amigos meus, Deus lhe é necessário porque é o único ser que lhe pode amar eternamente”.
Na mesma linha de pensamento, Platão foi enfático: “Só fazendo-nos semelhantes a deus é que podemos conhecê-Lo”. Quando tenho, certamente, uma fé profunda, encontro a luz misteriosa para percorrer seus caminhos. Com Pascal, filósofo francês, não foi diferente: “Miséria do homem sem Deus, implica felicidade do homem com Deus”. Um oriental, assim afirmou a respeito de Deus: “Temo a Deus e depois de Deus, temo a quem não O teme”.
Desta feita, Deus não nos deixa cansar, a não ser que nos cansemos d’Ele, pois prometeu que estaria sempre conosco até a consumação dos tempos. “O pior cansaço é o cansaço de nós mesmos”(Eu).

Jackislandy Meira de M. Silva,
Professor e Filósofo.
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É estarrecedor notar de quanta banalidade se faz um discurso na Câmara de Florânia. Como pode sair da boca de um determinado vereador ideias tão baratas e rasteiras? Algo do tipo como: “Tem quatro vereadores novatos na câmara e há dois meses ou mais estou na câmara e ainda não li o regimento da casa, porque não me deram”. É a pura confissão da comodidade, sem um mínimo de escrúpulo para com a população que o ouve. Ora, ora, caro vereador, agora que se deu conta da existência de um regimento na casa? Pelo simples fato de não dar uma dentro, como se diz popularmente. Tal vereador não acerta uma, além de repudiar o regimento sendo favorável aos aplausos e aos assovios desmedidos, cai em contradição ao afirmar que o regimento interno está todo emendado, cheio de emendas, sem saber o que está dizendo, uma vez que não leu o próprio regimento.
E o pior... Querem, alguns vereadores, transformar o Presidente da câmara num mal entendido bode expiatório, mas não vão conseguir. Pensam que conseguem oferecer pão e circo para quem os ouve e ser aplaudidos, mas estão redondamente enganados. O povo está de orelha em pé, ouvindo, e ouvindo muito bem tudo, cada palmo de palavra. Comparar o trabalho de um Presidente da câmara ao trabalho de administrador de uma cidade é no mínimo desigual e de valores diferentes.
Um vereador tem que sair em defesa dos indefesos, mas há alguns que estão correndo em defesa daquele com enormes defesas porque se diz advogado de causas perdidas. Como é difícil defender o indefensável? É o desafio da minoria da câmara de nossa cidade das Flores. Estes, defendem o Sr. Prefeito com suas atitudes frias, descabidas e injustas ao afastar dos cargos funcionários concursados e diretores eleitos por voto direto, ao negar o pagamento de insalubridade aos funcionários da saúde pública e ao recusar-se a pagar o Piso salarial dos professores. Fecham os olhos pra isso, mas exigem equivocadamente, em tom de teatro e muita gargalhada, uma sala para a bancada de situação, com mesa, telefone à disposição e etc. Quanta regalia! Até parece a câmara do Senado Federal. Enquanto isso, ouvimos tudo pelo rádio. Determinada vereadora, ao invés de fiscalizar para onde está indo o dinheiro público, faz questão de cobrar coisas insignificantes ao Presidente da câmara, causando um tumulto desnecessário para as discussões de caráter mais sério, como os requerimentos que visam o bem da população.
Portanto, alguns nobres vereadores, diminuam o pão, o circo, o teatro, o sensacionalismo e vamos à luta. Queremos melhores dias para Florânia.


Jackislandy Meira de M. Silva. Professor e Filósofo.



Para começar com essa discussão, capturamos dos anais de nossa inteligência uma abordagem de Karl Adan, grande filósofo e teólogo do século passado, sobre o modo de um cristão ter certeza de sua fé. Afinal, como pode um cristão ter certeza de sua fé?
Ele diz que nós só conseguimos uma resposta, uma certeza, por meio da graça de Deus. Repentinamente, devemos ter um olhar profundo e reflexivo sobre nós mesmos, para depois percebermos a nossa dependência ao Absoluto, daí levar-nos em conta a superioridade de alguém que nos conduz à vida recolhida e interiorizada do bem Absoluto pela contemplação. Por isso, o estado de espírito preparado, sob vigilância, sob recolhimento, com humildade e com pequenez, sob dependência ao Criador são pressupostos para chegar ao conhecimento de Deus. Não devemos ser indiferentes, sem nenhum compromisso de identidade, ao menos, com este Absoluto.
“Se eu sou relativo e Deus Absoluto, então, depende de Deus se eu tenho direito ou não de conhecê-Lo”. É, na verdade, um chamado em que devemos nos fitar bem para não “O enganarmos” e não “nos enganarmos”. A nossa razão só chega a um fim natural, a um fim limitado, a um fim casual, ao passo, a graça nos favorece a sua Providência, a sua infinitude, de Deus, a sua superioridade.
Voltemos à pergunta: Como é que a gente pode conhecer a Deus somente pela razão?
Podemos chegar, até certo ponto, ao conhecimento de Deus, por meio das causas das criaturas. Ninguém dá o que não tem. E o que Deus possui tem de nós e tem nós ou nos contem é inimaginável. É algo de infinito e cheio de maravilha. Deus é justo, é santo, é belo, completamente perfeito. Nenhum filósofo deixou de lado o tema, em questão, sobre Deus. D’Ele, o que fica são as objeções e não as respostas. Tomás de Aquino, filósofo medieval, na “Suma Contra os Gentios”, começa sempre inquirindo e concordando com elas, as objeções, depois responde a todas elas, e finalmente conclui. “Deus realmente existe, sem nenhuma dúvida, Ele existe”.
Até onde a gente pode aplicar a Deus os nossos conceitos, a nossa razão? Ele, de quando em vez, nos dá essa permissão e nos revela coisas extraordinárias e fantásticas.
Portanto, é válido buscar justificar, por vias racionais, a nossa fé.
“Deus não é nada do que dizemos tudo que Ele é, mas Ele é muito mais do que isso”(Tomás de Aquino).
“Deus mora como numa espécie de terras impenetráveis”(Pedro Lombardo).
“Quanto mais a gente progride no conhecimento de Deus, mais se toma consciência de sua distância”(Comentário a Boécio).
“E isto é o máximo do que nós conhecemos na terra: unir-se a Deus como um desconhecido”(Tomás de Aquino).
“Deus é aquele de quem nada teríamos chegado a saber, se Ele não tivesse comunicado...”(Ibidem).
“Sobre Deus, não podemos saber o que Ele é, mas o que Ele não é”(Ibidem).
“O menor conhecimento que se pode ter sobre Deus, é o maior conhecimento que se pode ter sobre as criaturas, os homens”(Ibidem).

Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e Filósofo.
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