(apreciação da obra: Calmaria II, de Tarsila do Amaral)

É curioso, mas toda vez que me reencontro com a palavra “graça”, ocorre-me a impressão de que ela nos põe em conexão com uma abertura ou fissura presente no mundo, no cotidiano ou mesmo no curso mais simples da vida. Se é óbvio que a vida é contingência pura, tão óbvio que a cada ano somos tomados pela experiência do fim, pela sensação do ponto final que nos lança para outras continuidades, a graça, em contraluz a esta carga de contingência, parece ser muito mais uma potência de esperança, uma explosão de alegria e uma assustadora busca por mansidão.

A graça da vida está na descoberta desta mansidão. Nosso mestre Jesus disse coisas admiráveis em relação a isso. Aos seus amigos que estavam apavorados com o mar bravio, Jesus os advertiu para que não tivessem medo, pois estava com eles; o mar se acalmou(Cf. Mt 8.26). Repare bem, Jesus propõe ser uma abertura de salvação ao fechamento imposto pelo medo. Quando a mulher adúltera é apedrejada pelo povo em sinal de condenação, Jesus mais uma vez intervém com palavras de abertura: “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”(Jo 8. 7). A intervenção da graça que é Jesus não só interrompe a condenação imposta pelo povo, mas salva aquela mulher.

Quantas vezes Jesus não se tornou a possibilidade de abertura para um mundo fechado à violência, ao medo e à contingência da morte, do fim! O convite “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”(Mt 11. 28) é a prova de que a vida não fecha seu ciclo sem que antes não ganhe verdadeiro sentido no alívio, na paz trazida por Jesus. Quem não lembra dos que ladeavam Jesus quase morto no alto da cruz, os ladrões, pedindo misericórdia, mas antes murmuravam, “Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo”(Lc 23. 39), blasfemavam, injuriavam. Não poucos de nós, também, assim como estes ladrões, continuamos a murmurar por algo que nem sequer entendemos ou desejamos de verdade.

Às vezes reclamamos por alguma coisa que sequer precisamos. Não temos discernimento para compreender o que Deus está querendo fazer conosco há um mês, dois meses, um ano, uma década. Deus simplesmente quer fazer algo maravilhoso conosco e tem uma vida toda pra isso. Mas não temos paciência para agradecer o que Deus já está fazendo e, por isso, murmuramos como fizeram os ladrões. Não sabiam eles o que Jesus estava preparando: “Hoje estarás comigo no paraíso”(Lc 23. 43).

Muitos passam uma vida inteira atolados na contingência de uma vida sem sentido; num trabalho exaustivo, com um salário miserável; numa família conflitiva e desestruturada; numa sociedade hipócrita e mentirosa; numa cultura ideológica dominante e alienante; num mundo frio, sem calor humano, e violento, onde não há quase lugar para o diálogo e os afetos. A vida, por sua própria contingência, já é cheia de sofrimento e dor, imagine então se nos fecharmos nela mesma, se nos irritarmos com qualquer besteira, se darmos lugar para tolices, se passarmos o dia inteiro reclamando de tudo, ora, não haverá lugar para a paz, a mansidão, uma vez que estaremos fechados em nossa própria ignorância.

Pense, então, se a vida já traz suas próprias desgraças, problemas e mazelas, por que torná-la insuportável, quando podíamos aliviá-la e torná-la melhor, cheia de graça!? Qual a graça da vida se ela não produz maravilha alguma? Qual a graça da vida se ela está fechada em si mesma? Eis a abertura para a graça da vida: paciência e muita, muita mansidão.

Encontre a graça da vida: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”(Sl 46. 10).



Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva

Bel. em Teologia, Licenciatura em Filosofia, Esp. em Metafísica e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela UnB/Archai/Unesco.




A semana de comemorações alusivas ao Dia do Evangélico vai agitar Florânia no período de 05 a 08 de dezembro de 2012. 
A abertura será dia 05, no Castelo Recepções, em culto realizado pelas igrejas de Cristo e Adventista do Sétimo Dia, com participação de todas as igrejas evangélicas do município e cidades vizinhas. 
A programação continua até o dia 08 de dezembro, quando será realizar a Marcha para Jesus. No dia 12, Dia do Evangélico, será realizado o grande Culto de Gratidão, promovido por todas as igrejas evangélicas. 
Confira a programação: 
Dia 05/12 – Quarta-feira 
19:00h – Culto realizado pelas Igrejas de Cristo e Adventista do Sétimo Dia 
Local: Castelo Recepções 
Dia 06/12 – Quinta-feira 
19:00h – Culto realizado pelas Igrejas Batista e Quadrangular 
Local: Castelo Recepções 
Dia 07/12 – Sexta-feira 
19:00h – Culto realizado pelas Igrejas Assembléia de Deus e Missão Evangélica 
Local: Castelo Recepções 
Dia 08/12 – Sábado 
17:00h – Marcha para Jesus 
Local: Saindo do Centro em caminhada até o Parque da Cidade. 
Dia 12/12 – Quarta-feira 
19:00h – Grande Culto de Gratidão, realizado por todas as Igrejas Evangélicas do Município. 
Local: Castelo Recepções 
Fonte: Inforside


(foto: Vantuir Azevedo)

Cantemos um salmo ao nosso Deus pela maravilhosa obra das suas mãos. O louvemos com muita alegria pois estamos cercados dos sinais de sua grandiosa criação. Ao ver esta belíssima foto, ocorreu-me na memória o que o Salmo 8  expressa de louvor e gratidão pelas coisas criadas: 
"Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, tu que puseste a tua glória dos céus! Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários para fazeres calar o inimigo e vingador. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste; que é o homem, para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Contudo, pouco abaixo de Deus o fizeste; de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo, as aves do céu, e os peixes do mar, tudo o que passa pelas veredas dos mares. Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra!"


Um evento cristão que pretende levar centenas de pessoas às ruas de Florânia, RN, num dia todo dedicado ao Senhor Jesus que não cessa de nos surpreender com seus milagres, bênçãos e sustentação da vida. Que seja uma expressão livre e pública de fé e gratidão a Deus.

Você não pode perder! Um evento dessa natureza vai marcar a sua vida. Participe!




Repare bem cautelosamente se você já se viu em alguém. Pode ser alguém da família, seus pares ou membros de um grupo; alguém com quem você desenvolveu seus afetos, sua intimidade, cuja reciprocidade fora aumentando pouco a pouco até não parar mais. Geralmente, além de pessoas, nos identificamos também com lugares, profissões, estudos. Mas, os que marcam mesmo nossas vidas, a bem da verdade, são nossos pais, irmãos, tios, tias e avós, sem desmerecer, claro, a descoberta de um amigo ou de uma pessoa amada.

Ver-se em alguém é identificar-se com este alguém, ultrapassando os limites da aparência. Via de regra, a aparência da identidade está fixa e inerte em registros de identidade, onde cada qual apenas estampa no papel sua face para fins burocráticos e sociais. A identidade não é simplesmente um documento de papel que carrega sua impressão digital e foto, bem como o nome bastante apresentável, aprisionada numa carteira ao bolso, senão guardada e abandonada em gavetas ou pastas.

Perder a identidade para a cultura grega significa perder a vida, equivale a estar realmente morto: “Para os gregos, o que caracteriza a morte é a perda da identidade. Os mortos são, antes de mais nada, sem-nome ou mesmo sem-rosto. Todos que deixam a vida se tornam anônimos, perdem a individualidade.(...) É essa despersonalização que caracteriza a morte aos olhos dos gregos(...)”(In FERRY, Luc. A sabedoria dos mitos gregos. Aprender a viver II. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, p. 145).

Descobrir seu eu no mundo, seu lugar no tempo/espaço da história é ver-se na mais translúcida imagem de sua subjetividade; é descobrir-se para si mesmo e habitar um mundo possível, crescente, dinâmico e infinito, movido pelo despertar semelhante ao do filho de Ulisses, Telêmaco, quando da sua busca incessante por notícias do pai que estava a vaguear pelo mundo, perdido e com saudades de casa.

As primeiras quatro partes ou capítulos da clássica obra de Homero, a Odisseia, revelam essa busca incansável do jovem pela confirmação dos belos feitos do seu pai, rei de Ítaca. A saída de Telêmaco da ilha ao encontro do pai representa sua saída ao encontro de si mesmo. Assim como Telêmaco, um homem precisa de aventuras ou precisa satisfazer o desejo da maravilha, da curiosidade de querer ver as coisas para forjar, no sofrimento e na nostalgia de casa, a personalidade, construir o caráter e, definitivamente, encontrar seu lugar mundo, quem você é e por que está aqui.

Todos temos uma identidade, quando sufocada e presa, grita de dentro de nós. É o grito da alma humana pelo reconhecimento de sua própria identidade.

Como não acenar aqui para a tão reconhecida obra de Milan Kundera, a identidade, em que Chantal, personagem central da trama, reclama repetidamente por identidade quando pensa: “Vivo num mundo onde os homens nunca mais irão se virar para olhar para mim”. Só que, ao saber quem, de fato, era Chantal, pouco antes de declarar que havia se enganado, Jean-Marc saboreia o prazer de olhar para ela e percebe que Chantal é o “seu único vínculo sentimental com o mundo”, pois “só ela, e mais ninguém, o liberta de sua indiferença. Só por intermédio dela é capaz de se compadecer”. Acordada de seu sonho, pelo “grito” de Jean-Marc, a bela Chantal não quer perder de vista a identidade de seu amor: “Não vou mais tirar os olhos de você. Vou olhar para você sem parar”.


Prof. Jackislandy Meira de M. Silva

Especialista em Metafísica, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela UNB e Archai Unesco.




O renomado boletim "O dia d" semanal editado pelo centro de Filosofia Educação para o Pensar de Florianópolis/SC, Ano 5, nº 275, de quinta-feira, dia 26/07/2012, publicou mais um texto do Prof. Jackislandy Meira que discute sobre PENSAR PELO ESTÔMAGO. Veja abaixo o boletim e mais abaixo ainda clique no link do site desta página que, dentre outros artigos, traz sugestões impressionantes de cursos, bem como o convite para a leitura do riquíssimo jornal "Corujinha" com matérias formidáveis de práticas filosóficas nas escolas e em nosso cotidiano.


 
O jornalismo da Rede Record teve acesso às gravações de telefonemas entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso acusado por 15 delitos, e o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, que mostrou o esquema em que o contraventor controlava o que seria publicado na principal revista da Editora Abril.
Os documentos que o ‘Domingo Espetacular’ teve acesso com exclusividade trazem provas de que as informações trocadas entre Cachoeira e o diretor da Veja resultaram ao menos em cinco capas da revista de maior circulação do país.
As gravações registram ainda que a influência esbarra em outras esferas do poder, como na pressão para demissão da cúpula do Ministério dos Transportes, que havia se desentendido com um dos aliados do contraventor, a construtora Delta. Por meio do que Cachoeira passava para ser publicado na Veja, vários funcionários do ministério foram afastados.

Carlinhos Cachoeira é acusado por 15 delitos
Cachoeira se orgulha de “plantar” notícias na Veja em benefício próprio e sabe até quando determinadas matérias sairão.
A revista ainda não se manifestou abertamente em relação ao caso. O diretor de redação da Veja, Eurípedes Alcântara, publicou na internet artigo sem citar nomes em que afirma que “ter um corrupto como informante não nos corrompe”.
A reportagem do Domingo Espetacular ouviu especialistas, que registraram grave problema ético no tipo de jornalismo praticado pela Veja diante de tantas ligações criminosas.
“Ter um corrupto como informante não nos corrompe”, disse o diretor de redação da Veja, Eurípedes Alcântara
O professor Laurindo Leal Filho, da USP, avalia que o controle da publicação não pode ser da fonte. “O jornalista pode e deve falar com qualquer tipo de fonte desde que tenha o controle sobre a publicação e a matéria que ele está fazendo. Quando ele oferece à fonte o controle (…), ele rompe os limites éticos”, disse.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schroder, critica o envolvimento da Veja no escândalo do Cachoeira. “Nesse caso, houve uma relação promíscua muito intensa, unilateral”.
O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) acredita que a CPI do Cachoeira, que começou os trabalhos na semana passada em Brasília, deve convocar não apenas o jornalista Policarpo Júnior, mas também o responsável pela editora que publica a Veja, Roberto Civita. “Na minha opinião, ele é o principal responsável. Ele é o dono dessa revista, e ele operou com vontade”.
O colunista Reinaldo Azevedo, do site da revista Veja, fala sobre o assunto em seu artigo: “Edir Macedo, que frauda o sentido da Bíblia ela-mesma, não será o autor de uma bíblia do jornalismo ético”. Confira!





(Pintura do Cristo na Cruz, 1949, de Samson Flexor)
 

A pessoa de Jesus é crucial para entendermos como se modificou a história após Ele. Você já leu o Evangelho olhando para Jesus? Sentiu o som da sua voz enquanto falava com seus discípulos? Já percebeu a autoridade e o respeito que emanam de sua presença?! Cada palavra sua tem um peso de eternidade. Jesus é especial. Sua presença simplesmente enche os espaços vazios de qualquer ambiente. Se tem alguém que nos coloca de volta no tempo e no espaço de nossa história, esse alguém é Jesus Cristo. Este judeu que modificou a cultura religiosa judaica e que abriu uma fenda entre o céu e a terra para nos salvar integralmente revirou de cabeça para baixo a noção de justiça em todas as culturas em sua volta. Homem algum foi tão bom quanto Ele, por isso sua afirmação como Deus. Ninguém foi tão justo ao ponto de não abrir a boca, mesmo sabendo que iria morrer injustamente, cumprindo uma nova lei, a lei do amor. Uma lei desconcertante e com lógica divina. Viveu eternamente por obediência a esta Lei que poucos ainda conheciam!
A reviravolta que Jesus deu no pensamento cultural de seu tempo é extraordinário. Se admiramos Sócrates pela virada filosófica do cosmos para o humano, por ter chamado à atenção para si mesmo; se vimos Platão, em suas obras, responder às refutações do Mestre como ninguém; se Aristóteles possibilitou à filosofia se expandir ao estágio de ciência; se fomos capazes de nos deslumbrar com as inúmeras conquistas de Alexandre Magno; como reagir à surpreendente forma de Jesus de Nazaré se dirigir ao “status quo” do mundo pagão, legalista e religioso da Grécia, de Roma e de Israel de então, respectivamente? Jesus põe à prova sua ética por questões caducas, pesadas e tradicionais dessas culturas que mais aprisionavam o povo com interesses provincianos do que o libertava dos grilhões da insensatez e da tremenda falta de tolerância.
Jesus entra num mundo intolerante e perverso que não o aceita, isto é, “os seus não o receberam”(Jo 1. 11). Essas culturas não absorvem o seu novo pensamento presente em suas palavras, em seu discurso fino e afiado, muito menos em seu comportamento, acompanhe alguns registros de suas testemunhas nos Evangelhos: E tendo feito um azorrague de cordas, lançou todos fora do templo, bem como os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas, e disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes e não façais da casa de meu Pai casa de vendas”(Jo 2. 15-16); “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, o Filho do Homem é Senhor até do sábado”(Mc 2. 27-28); “Não necessitam de médico os sãos, mas os doentes”(Mt 9. 9-13); “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”(Jo 8. 7); “Filho, perdoados estão os teus pecados”(Mc 2. 5); “O que Deus ajuntou não separe o homem”(Mt 19. 6); “O meu Reino não é deste mundo”(Jo 18. 36); “Aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus”(Mt 18. 4); “Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos”(Mt 5. 6); “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”(Jo 15. 12). O quanto não incomodaram estas e outras palavras!!!
Permitam-me usar um termo dos tempos do Renascimento, cunhado talvez por Nicolau Copérnico quando da sua famosa descoberta da teoria do “heliocentrismo”, derrocando a tão pretensa lei do “geocentrismo”, o termo é “Revolução” bastante desgastado pelas ideologias socialistas do século passado, porém, com um sentido de mudança de posição, de valores, de reviravolta mesmo, é que a “Revolução” do amor cai muito bem em Jesus. Nesse sentido, Jesus foi um grande revolucionário, porque, mergulhado no amor pleno, no “ágape”, mostrou a todos o verdadeiro sentido da koinonia”, da comunhão fraterna entre os irmãos que era o serviço e a partilha do pão. Jesus pregava que todos deviam viver em comunhão.
Vejam que os gregos viviam com sede de vingança, assoberbados pela honra e pela glória, corriam atrás de seus heróis e de seus deuses fascinados por conquistas e guerras. Os romanos não admitiam aliviar a pena de seus criminosos, eram extremamentes obedientes a César. Os judeus, atrelados à Lei mosaica e ao código de Hamurabi do olho por olho, dente por dente, virou às costas ao que era seu, Jesus de Nazaré, da descendência de Davi, do tronco de Jessé, como dizem as Escrituras. No entanto, da boca deste homem, que vivia como um Deus entre nós, brotou uma semente de vida e de esperança para todas as gerações, a semente do amor, do dar a outra face, do não revidar, da cura, do perdão, do hoje estarás comigo no Paraíso”(Lc 23. 43).
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bacharel em Teologia, Licenciado em Filosofia e Especialista em Metafísica


  "O que faz um Papa?" Essa foi a pergunta que o ex-presidente cubano, Fidel Castro, fez ao líder da Igreja católica, Bento XVI, durante o encontro da última quarta-feira em Havana, capital de Cuba

A reunião de 30 minutos no Núncio Apostólico de Havana aconteceu antes do pontífice realizar a missa campal em Havana. De acordo com o porta-voz do Vaticano, o encontro foi bastante cordial.
O líder da revolução cubana, que sempre lutou por um estado ateísta enquanto esteve no poder, quis saber sobre as atribuições de um Papa que, além de líder da Igreja Católica Apostólica Romana, é chefe de estado do Vaticano.
Bento XVI explicou a Fidel sobre as viagens e as decisões sobre os rumos da religião. Fidel Castro disse ter acompanhado pela televisão todos os compromissos de Bento XVI em Cuba. O pontífice agradeceu a acolhida e disse ter sido muito bem recebido por todos os cubanos.

fonte: http://bandnewstv.band.com.br



Um homem caminhava pela praia numa noite de lua cheia e pensava:
“Se tivesse um carro novo, seria feliz…
“Se tivesse uma casa grande, seria feliz…
“Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz……
“Se tivesse uma parceira perfeita, seria feliz…
Nesse momento, tropeçou em uma pequena sacola cheia de pedras e começou jogá-las uma a uma no mar.
E a cada vez dizia: “Seria feliz se tivesse…“ Assim fez até que restou apenas uma pedrinha, que decidiu guardar.
Ao chegar em casa percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante muito valioso.
Quantos diamantes teria jogado ao mar sem parar para pensar?
Muitas vezes nós também jogamos fora nossos preciosos tesouros, esperando o que acreditamos ser perfeito.
“Se você ainda não pode ter o que sonha, Dê valor e ame o que você tem!”


Acabo de chegar de um culto abençoado no Jucuri, vila cheia de floranienses da gema. A gema de Florânia é o Jucuri, o em torno da vila é a clara do ovo em relação à sua história.
Falei da Palavra do Senhor com muito amor e pertencimento. Devíamos nos comportar como descendentes de Cristo, Ele já veio. Nada de ficarmos "apenas" esperando a sua volta. Falemos de seu amor e do quanto Ele tem para nos ensinar. Jesus é o nosso Mestre por excelência!
Jesus é vida em abundância quando veio e deixou o seu Espírito por nós. Será o nosso juiz quando voltar no trono de glória.
Nos comportamos como se Jesus não tivesse vindo. Ele já veio. Tá aí a salvação, mas simplesmente relutamos a ela, a negamos, não a aceitamos.
Como nos afirma a palavra em Jo 15, Deus nos deu o seu único Filho por amor de nós. Vc daria seu próprio filho pela salvação do mundo? Creio que não. Abraão passou por isso e quase se esquivou. 
Mas, hoje, Deus nos fala pelo seu filho que aboliu todo qualquer tipo de sacrifício. Antes nos falou pelos pais e profetas, Deus nos fala agora pelo Filho Cf. Hb 1.1ss , somos herdeiros de e com Cristo, por isso multiplicadores, semeadores da sua misericórdia, do seu amor. Deus ama vc meu irmão! O confesse como seu único salvador! Por amor, abriu-se a porta da salvação. Entre por ela e seja feliz!

Prof. Jackislandy Meira de M. Silva.





As escolas e outros espaços públicos de manifestação popular e de discussão de ideias deviam saber lidar muito mais com as discordâncias. É lamentável conversar com alguém que não aprendeu ainda a aceitar controvérsias, críticas e coisas do gênero. Tem muita gente boa indo e vindo em gabinetes de repartições públicas; assumindo cargos de gerência; dirigindo escolas; lecionando em Universidades; pregando em púlpitos de igrejas; ou legislando os municípios; e até gerindo o executivo das cidades... Gente de todo e qualquer tipo que precisa urgentemente de uma lição de filosofia, a discordância!
Se fôssemos mais flexíveis com as discordâncias, logo destruiríamos a soberba de que somos os donos da verdade e de que ninguém sabe mais do que nós. Não deveria ser tão estranho alguém discordar de nós, até porque ninguém é obrigado a concordar com tudo nem com todos. Ainda bem que o concordar é relativo à força da persuasão! Há de se convencer alguém a concordar com você, e isso não é tão simples assim. Posso até conviver com você, mas nunca estou obrigado a concordar com seus pensamentos.
Volta e meia, algumas pessoas se aproximam de nós – pelo menos eu já passei por experiência parecida – para dar uma opinião esperando apenas uma confirmação positiva acerca do assunto. Ou seja, o desejo de autoafirmação das pessoas é tão forte que o diálogo crítico e autêntico acaba se banalizando ou mesmo ficando em segundo plano. Muitas vezes, sufocamos o diálogo em virtude de uma acomodação simples e passiva às opiniões alheias, quando, na verdade, segundo Paulo Freire, o diálogo “é uma relação horizontal de A com B. Nasce de uma matriz crítica e gera criticidade (Jaspers). Nutre-se de amor, de humanidade, de esperança, de fé, de confiança. Por isso, somente o diálogo comunica. E quando os dois pólos do diálogo se ligam assim, com amor, com esperança, com fé no próximo, se fazem críticos na procura de algo e se produz uma relação de 'empatia' entre ambos”(FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. 12ª ed. São Paulo: Paz e Terra, p. 39).
Conversar sobre futebol, novelas, religião, política, família e etc implica em temas que dividem a opinião da maior parte das pessoas. Muitas não têm argumentos plausíveis que fundamentem seus pontos de vista e acabam forçando os seus ouvintes a admitir, por bem da amizade, que estão certas. Mas é um equívoco e uma ilusão acharmos que preservamos nossas amizades ao não contra-argumentarmos a favor da verdade ou da riqueza de outros olhares. A minha visão é apenas uma em meio a outras tantas! Abrir-se ao novo é uma experiência irrenunciável!
Somente uma educação com base na ironia socrática ou na humildade pode nos levar a descobrir o valor das discordâncias. Discordar eleva a discussão ao grau de maturidade intelectual em que ambos estão suscetíveis a mudar de opinião. Discordar, com isso, tira o ranço de autoridade que há no diálogo entre duas pessoas que se dizem civilizadas. Discordar fortalece os argumentos que se pretendem afirmar. Discordar nos permite ir além do óbvio. Discordar põe à prova algumas verdades estabelecidas. Discordar quebra o gelo num grupo, numa palestra chata ou numa reunião burocrática. Discordar é também saber aceitar as discordâncias e contradições no seu discurso, até porque ninguém está totalmente certo nem totalmente errado. Aliás, quando discordamos, aprendemos que não somos suficientes, e sim necessários.
Aceitar, superar ou vencer as discordâncias é a meta de todo educador, pois é impossível continuar crescendo sem saber da sua incompletude, de que nunca se estará pronto. Educa-se educando, numa troca infinita de ideias que não se acabarão. “A educação crítica considera os homens como seres em devir, como seres inacabados, incompletos em uma realidade igualmente inacabada e juntamente com ela. Por oposição a outros animais, que são inacabados mas não históricos, os homens sabem-se incompletos. Os homens têm consciência de que são incompletos, e assim, nesse estar inacabados e na consciência que disso têm, encontram-se as raízes mesmas da educação como fenômeno puramente humano. O caráter inacabado dos homens e o caráter evolutivo da realidade exigem que a educação seja 'uma atividade contínua'. A educação é, deste modo, continuamente refeita pela práxis”(FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez & Morais, 1979, p. 42).
É essa sensação de inacabamento que resulta das discordâncias. Daí, ser elas tão importantes para a transformação dos valores e do modo como é visto o mundo, do modo como se contam as histórias, do modo como se falam novas coisas. Discordar, minha gente, não é ofender ninguém, mas falar de um outro modo o que ninguém, talvez, tenha falado, permitir-se ao risco de pensar novamente o que já foi pensado.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Especialista em Metafísica, Licenciado em Filosofia e Bacharel em Teologia




Quem for capaz de ter uma visão do conjunto é dialético; quem não o for, não é”(Platão, República, 537c).

“O ensaio pensa em fragmentos”(Adorno, O ensaio como forma).



À primeira vista, a palavra “ensaio” pode soar a algo que não tem validade, não tem importância, a exemplo de um ensaio para um show, para uma música, para uma peça. Qualquer ensaio está relativamente condicionado ao que não é, pelo menos ainda. Popularmente a palavra ensaio aparece muitas vezes carregado desse sentido, o que não nos impede de ir mais longe ou de ir até Montaigne para mostrar a pertinência de um ensaio filosófico. O estilo ensaístico persegue todo aquele que se arrisca a escrever livremente sobre um determinado aspecto da realidade, embarcando na aventura de trazer para si e sobre si quaisquer pensamentos, como que recortando, fragmentando a realidade para si.
Já no século passado, ninguém talvez soube dizer tão bem quanto Foucault o que é um ensaio. “O ensaio – que é necessário entender como experiênica modificadora de si no jogo da verdade, e não como apropriação simplificadora de outrem para fins de comunicação – é o corpo vivo da filosofia, se, pelo menos, ela for ainda hoje o que era outrora, ou seja, uma 'ascese', um exercício de si, no pensamento”(FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade. Vol 2. O uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Ed. Graal, 1984. p. 13).
Fiz uso da citação acima para mostrar o quanto a palavra “ensaio” está banalizada, bem como a Filosofia e demais áreas de saberes. Isso se deve ao fato de conspirarmos a favor de uma cultura da fragmentação que nos envolve a todos e que nos fez perder a noção de totalidade, de metafísica, de conjunto, de complexidade. Vivemos e, diga-se de passagem, gostamos do que é simplório e vulgar. Gostamos e aplaudimos as vulgaridades. Ostentamos um mundo de vulgaridades na linguagem, no estilo literário, na política, nos saberes. Vivemos, agora, exaltando as mais frívolas atitudes de simplificação do olhar. Os objetos de estudo são analisados periférica e superficialmente sem nenhuma dosagem sequer de Filosofia.
A atividade filosófica não pode ser, é claro, um jogo puramente exclusivo da profundidade e da obscuridade das ideias que não chegam ao público e que permanecem apenas dentro das academias como propriedade exclusiva dos “intelectuais”, todavia, a filosofia é uma reflexão sobre os saberes disponíveis, uma espécie de ensaio sobre a vida. Não sem convicção, Comte-Sponville despertou para o seguinte: “Não podemos, sem filosofar, pensar nossa vida e viver nosso pensamento: já que isso é a própria filosofia”(COMTE-SPONVILLE, André. Apresentação da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2002. p. 12).
O estilo de se escrever em forma de “ensaios” levou o filósofo renascentista Michel de Montaigne a píncaros altíssimos de análise da vida em diferentes aspectos. Ele captura particularidades variadas da sua realidade e de outros autores num tom incrivelmente reflexivo e individual que lhe é muito peculiar. O “Da Educação das crianças” que lhe coube um ensaio à parte. Diz ele: “Tudo se submeterá ao exame da criança e nada se lhe enfiará na cabeça por simples autoridade e crédito. Que nenhum princípio, de Aristóteles, dos estóicos ou dos epicuristas, seja seu princípio. Apresentem-se-lhe todos em sua diversidade e que ele escolha se puder. E se não o puder fique na dúvida, pois só os loucos têm certeza absoluta em sua opinião”(MONTAIGNE, M. Ensaios. São Paulo: Ed. Abril, 1972, p. 81-82). Aqui, ele admite opiniões duvidosas na educação das crianças a fim de atingir a maturidade filosófica, até porque as crianças não são dotadas só de razão, mas de imaginação, de vida, de sentidos e etc. Não é só a ciência, tampouco a dialética, que constituem uma boa educação. A filosofia é um ensaio que extrapola toda e qualquer tentativa de sistematização do saber, por isso ser importante para a educação das crianças. Com o ensaio, admite-se e estimula a dúvida; desperta na criança o hábito da reflexão. Vejam mais o que Montaigne nos diz sobre “os meios e os fins”, “Da tristeza”, “Da covardia”, “Do medo”, “De como filosofar é aprender a morrer”, “a força da imaginação”, “De como julgar a morte”, enfim...
Os ensaios filosóficos ou literários são reflexões muito pessoais por cima, por baixo, por dentro e pelos lados da realidade. É levar o texto a suportar, ao máximo, a fragmentação e amplidão das opiniões, das ideias. São textos fragmentados, mas que não se diluem, nem se perdem no obscurantismo das ideias filosóficas, mas ganham toda uma consistência pelo conjunto da obra. O saudoso escritor e filósofo paraense Benedito Nunes, por exemplo, ganhou um prêmio pela Academia brasileira de Letras pelo conjunto da obra. Escreveu muitos ensaios filosóficos em sua vida. Reuniu todos e vejam o que deu, uma harmonia maravilhosa entre literatura e filosofia. Maravilhoso! O ensaio ganha consistência também porque é escrito, muitas vezes, por quem realmente conhece a vida e suas dificuldades. O escrever do ensaísta é um escrever com autoridade de quem diz o que viveu. O reflexo de sua tinta é a sombra de sua vida, isso é muito importante num ensaio.

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Especialista em Metafísica, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia


Os Manuscritos do Mar Morto são considerados uma fonte de admiração e de grande revelação para os cristãos. Um estudioso argumenta em seu novo livro que o telescópio Hubble apenas “confirma uma antiga profecia sobre o universo”, descrita em um dos manuscritos.

O telescópio Hubble, um dos mais poderosos já construídos pelo homem, observa e fotografa o universo usando lentes com raios ultravioleta e infravermelho. O telescópio foi lançado pela NASA para orbitar em volta da Terra em 1990, e ainda permanece em funcionamento. Muitas vezes captura belas imagens de estrelas, constelações e galáxias distantes. Trata-se de uma das maravilhas da tecnologia moderna.
Os Pergaminhos do Mar Morto, por outro lado, foram encontrados entre 1947 e 1956, em cavernas às margens do Mar Morto. São mais de 800 pergaminhos escritos, na maior parte, em peles de animais. Eles foram escritos em hebraico, aramaico e grego, e são divididos em duas categorias: bíblica e não-bíblica. Muitos desses rolos contêm profecias atribuídas a Ezequiel, Jeremias e Daniel que não se encontram na Bíblia.
Em cavernas às margens do Mar Morto já foram encontrados 800 pergaminhos
Entre os escritos não-bíblicos são comentários sobre o Antigo Testamento, as regras da comunidade que os reproduziu, a conduta de guerra, salmos de agradecimento, as composições de hinos, bênçãos, textos litúrgicos, e escritos sapienciais (de Sabedoria). Também conhecido como “manuscritos de Qumran”, esses pergaminhos são o mais antigo grupo de textos do Antigo Testamento já encontrados.
Segundo o livro de J. Paul Hutchins, Hubble Reveals Creation by an Awe-Inspiring Power (O Hubble revela a criação feita por um poder maravilhoso), que será lançado em breve. O autor acredita que textos como os de Isaías “convidam as pessoas a explorar divinamente sobre as estrelas”.
Hutchins faz uma análise da história das descobertas feitas pelo telescópio Hubble nas últimas duas décadas, que segundo os cientistas, têm revelado como o universo se formou. Ele afirma ainda que estas descobertas estão diretamente relacionados às profecias de Isaías, datadas de 732 aC, sobre a fonte de energia inimaginável por trás do universo.
A passagem em questão, Isaías 40.25-26, diz: “A quem, pois, me fareis semelhante, para que eu lhe seja igual? diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará”.
Hutchins afirma que quando Isaías escreveu sobre o poder por trás do universo, ele não tinha um telescópio espacial poderoso, mas sua descrição coincide com as descobertas feitas pelo Hubble nos últimos anos, como por exemplo a galáxia do Sombrero, que no seu centro exibe uma energia inimaginável. O brilho é feito de oitocentos bilhões de estrelas, grandes como o Sol.

Fonte: Gospel Prime



O renomado jornalista Potiguar, Vicente Serejo, divulgou uma verdadeira “Bomba” que deve estremecer setores da Igreja Católica no Rio Grande do Norte. Em sua coluna no Jornal de Hoje – edição de terça feira passada – ele afirmou que existe um grupo de 32 padres e 4 diáconos atuando em paróquias do RN, articulando sacerdotes “HOMOSSEXUAIS”, ou não, a fim de fortalecer seus espaços.
Esse grupo intitulado de Nação apoiou a candidatura como legítima do prefeito de Jardim do Seridó Jocimar Dantas (PMDB).
Confira as notas publicadas na coluna de Vicente Serejo:


fonte: http://www.robsonpiresxerife.com/



Caros jovens, abaixo segue a história de uma carta de alguém muito jovem que acabou perdendo a vida por causa das drogas, em consequência das más companhias. Faça uma análise na sua vida e observe com quem você tem andado. Se seus amigos não são cristãos, ou se comportam de uma maneira que desagrada a Deus, isso significa que você precisa cortar essas amizades e fazer novos amigos. Lembre-se: a igreja ainda é o lugar mais seguro para se desfrutar boas amizades(Pv 4.18).
Influenciado por seus “amigos”, começou a usar drogas. As drogas afetaram severamente a sua saúde, levando-o ao hospital. Bastante debilitado ele escreveu uma carta para o seu pai, relatando sua triste experiência. Veja um trecho da carta escrita por ele antes da sua morte.
“Sinto muito, meu pai, acho que esse diálogo é o último que tenho com o senhor...
O tóxico me matou, meu pai. Travei conhecimento com meu assassino aos 15 ou 16 anos de idade. É horrível, não pai?
Sabe como nós conhecemos isso? Por meio de um cidadão elegantemente vestido, bem elegante mesmo e bem falante, que nos apresentou ao nosso futuro assassino: o tóxico. Eu tentei, mas tentei mesmo recusar, mas o cidadão mexeu com meu brio, dizendo que eu não era homem. Não preciso dizer mais nada, não é? Ingressei no mundo do tóxico.
No começo foram as tonturas, depois as alucinações e a seguir a escuridão. Não fazia nada sem que o tóxico estivesse presente. Depois veio a falta de ar, o medo, as alucinações, e, em seguida, a euforia novamente. Sabe, pai, a gente, quando começa, acha tudo ridículo. Hoje, neste hospital, eu reconheço que Deus é o ser mais importante no mundo. Eu sei que sem a ajuda d'Ele não estaria escrevendo o que estou...
Pai, eu só tenho 19 anos e sei que não tenho a menor chance de viver; é muito tarde para mim. Para o senhor, tenho o último pedido a fazer: diga a todos os jovens que o senhor conhece e mostre-lhes esta carta. Diga-lhes que, em cada porta de escola, em cada cursinho, em cada faculdade, em qualquer lugar, há sempre um homem elegantemente vestido, bem falante, que irá mostrar-lhes o seu futuro assassino, o destruidor de suas vidas que os levará à loucura e à morte como eu.
Por favor, faça isso, meu pai, antes que seja tarde demais também para eles...
Adeus meu pai”

Depois desta carta, ele morreu. Este é um caso verídico. Aquele jovem morreu no hospital em 23 de maio, na cidade de São Paulo.

Carta transcrita por Jackislandy Meira de M. Silva da Revista da Escola Dominical de Adolescentes “Conselhos para o dia a dia”, editora CPAD.



Não precisa ser nenhum “expert” em gestão pública para saber que governar uma cidade é, com dúvidas, um desafio. Digo “com dúvidas” porque nem sempre se entra numa prefeitura com tanto ímpeto assim. Se para alguns é um desafio, e aí se percebe uma certa preocupação com a coletividade, em fazer mais pelo bem comum, um bem que compete mais a todos do que a uma parte. Para outros, é uma ciranda de roda(brincadeira), onde o centro das atenções está voltado para o umbigo de quem administra e de suas ambições, relativamente mesquinhas. E, para um filósofo, como seria administrar? Tiraria o umbigo ou faria de conta que ele não existe?
O umbigo aqui representa interesses particulares, ambição no seu mais alto grau. Na época de Michel de Montaigne, por volta da segunda métade do séc. XVI, administrar não era um ofício dos mais encantadores, mas esse filósofo foi prefeito por duas vezes na cidade de Bordeaux, na França. Ligado às campanhas militares entre os nobres, não abria mão de escrever. Aceitou ser prefeito, mas com uma condição, não abdicar de seus escritos por hipótese alguma. Isso o fazia primeiro filósofo, depois prefeito. Certamente, herdeiro de algumas convicções da burguesia francesa, portou-se muito mais como um aristocrata no poder do que como um democrata populista afeito aos camponeses e aos pobres das províncias.
Ora, estamos no contexto do avanço do humanismo racionalista, em pleno Renascimento, com as roupas sujas da Idade Média. A política ainda estava se aperfeiçoando. Teorias políticas como as de Hobbes, Maquiavel, Tocqueville, Marx e outros ainda estavam em germe. Montaigne se destacou justamente por desafiar, com suas dúvidas pertinentes, um humanismo dogmático que pretendia imputar ao homem um poder ilimitado e centralizador. Como bom renascentista, Montaigne cultivou bom humor, imaginação, e um determinado tipo de realismo ao discutir questões do cotidiano humano.
Porém, o que marca talvez o seu humanismo, embora cético e limitado, é a humildade, pois coloca o homem como um grão de areia comparado às infinitas espécies de seres que existem sobre a terra. Via o homem em relação aos outros animais, não mais nem menos do que eles, a não ser pela filosofia e pela religião. É possível encontrar inúmeras referências de animais nos “Ensaios” de Montaigne, algumas até com uma preciosidade em detalhes, o que endossa a tese de que não somos seres tão perfeitos assim, uma vez que somos falhos e passíveis a cometer tolices, sobretudo na esfera pública(Cf. Ghiraldelli Jr. A Aventura da Filosofia. Vol 1. São Paulo: Manole, 2010, p. 103-113).
É óbvio que não tenho a pretensão de colocar Montaigne como um prefeito de referência para o universo dos prefeitos de hoje. As cidades estão cheias de problemas de urbanização; não são mais províncias, pelo menos no estilo de vida; poluição; desemprego; superpopulação; transportes públicos sucateados; estradas e rodovias esburacadas. A industrialização chegou, a tecnologia também; a servidão diminuiu com o ganho de liberdade; a democracia abriu as portas à participação popular no poder central; as guerras militares praticamente diminuíram, o terror surgiu como a maior das armas de guerra, depois da bomba atômica. O capitalismo transformou o trabalho feudal de sobrevivência humana em trabalho industrial que visa concorrência, exploração e acúmulo de bens(riqueza).
Com isso, não pensem que Montaigne foi superado. Não. Montaigne apenas foi modificado. O homem se transformou desde Montaigne até aqui e continua a se transformar. O fato é que problemas como a corrupção que já existia na época de Montaigne estão mais visíveis. A história não mente quanto à burguesia absolutista na França nesse período e logo depois o clima de insatisfação popular que eclodiu com uma tremenda revolução em 1789, fazendo surgir a tão sonhada República e a emancipação dos direitos humanos.
Todavia, algo de Michel de Montaigne os prefeitos deviam herdar, a sua humildade e o seu zelo para com a coisa pública. Diferentemente de Luís XIV que reinou a França de 1643 a 1715 e que ficou conhecido pela frase: “C'était c'est moi” - “O estado sou eu”, Montaigne advertia em seus “Ensaios” que em cada cidade devia haver um lugar onde as pessoas pudessem ir até lá a fim de resolver seus problemas e satisfazer suas necessidades, este lugar era a prefeitura, imagino eu, de modo a abrigar os que não tem casa, salários, roupas e comida. Este era um conselho de seu pai que preenche as lacunas de uma administração, lamenta Montaigne por não ter seguido tal conselho a risca. Já naquela época, o pai de Montaigne orientava o filho que para administrar uma casa era necessário registrar as transações financeiras, inscrever as contas, exigir que o secretário anote todas as informações num diário, enfim...(Cf. MONTAIGNE. Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril, 1972, p. 113-114).
Além do mais, ser prefeito do quilate de Montaigne significa admitir erros, incoerências e duvidar das certezas. Jamais pensou que governava sozinho, muito menos para um grupo. Ele governava com humildade e com muita naturalidade. Sua responsabilidade com as dívidas era de impressionar, basta conferir o que diz acerca das orientações do pai em relação às contas da família, avalie então o que seu pai não diria a respeito das contas públicas!
Cidadão, como estão as contas de seu município?
Prof. Jackislandy Meira de M. Silva
Especialista em Metafísica, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia


 
Após o polêmico episódio de um suposto estupro dentro do programa Big Brother Brasil, da TV Globo, o Ministério das Comunicações se manifestou em comunicado oficial, divulgado nesta quarta-feira, informando que vai identificar por meio de imagens se a emissora, de fato, exibiu cenas de estupro dentro do programa.
Caso sejam comprovadas tais imagens que causaram constrangimento ao telespectador, o Ministério irá instaurar um processo cujas penas incluem multa e interrupção dos serviços da emissora.
A cena que gerou toda essa repercussão foi protagonizada pelo participante Daniel Echaniz, que teria abusado sexualmente da participante Monique Amin, quando a mesma estava dormindo, inconsciente do suposto ato praticado por ele. Ambos estariam embriagados após a realização de uma festa dentro da casa.
A TV Globo decidiu eliminar o participante do programa, entendendo que o mesmo não apresentara conduta compatível com as regras impostas pela direção do reality show, não entrando em detalhes.
A defesa de Daniel pede a volta do mesmo ao programa, pois nega que ele tenha praticado qualquer tipo de procedimento inadequado e acusa a TV Globo de perseguição racista, já que o jovem acusado é negro.
O pastor Silas Malafaia comentou o assunto:
“O Big Brother é um lixo. Como é que tem crente que ainda perde tempo com isso? Tem que se converter de novo.
Esse programa está promovendo a baixaria, a imoralidade, e tudo o que há de mais destrutivo para a sociedade. É explícito o incentivo a bebedeira, sensualidade, promiscuidade e infidelidade. Onde vamos chegar quando um programa baixo, ridículo e imoral como este, é um dos campeões de audiencia no nosso país?”
‘Igrejas devem enviar correspondências para a Globo’, diz pastor
 
O Pastor Gilson Bifano, do portal Click Família, especialista em ministrar na área familiar, falou ao Verdade Gospel sobre a polêmica do estupro no reality da TV Globo.
“Eu creio que é hora de todas as denominações se pronunciarem. Igrejas devem enviar correspondências para a Globo. É um momento propício para mostrar nossa indignação em relação a este programa que não tem nada, absolutamente nada, para edificar, ensinar à família.
Precisamos também cobrar do governo, não a censura, mas um posicionamento neste sentido. O Ministério Público deve investigar o que houve e punir severamente a emissora.”
Movimento anti-reality cria bloqueio para conteúdo relacionado ao BBB nas redes sociais
Surgiu na internet um movimento para boicotar o programa Big Brother Brasil, que é assunto sempre presente nas redes sociais.
O programador Luís Coimbra, que repudia este programa, criou uma solução para não ter o dissabor de ser bombardeado por informações referentes ao reality show da TV Globo: criou para o navegador Google Chrome a extensão “No BBB”, que consegue bloquear todo conteúdo relacionado ao programa.
Esta aplicação atua no Facebook e Twitter, travando todos os textos publicados que contenham palavras como “BBB” e “Big Brother”. Um comunicado aparece na tela dizendo: “Conteúdo bloqueado por conter texto relacionado ao BBB, se quiser ver, clique aqui”, o que certamente Coimbra não ousaria fazer.
Programa da Igreja Presbiteriana critica BBB
 
O programa “Lado B do BBB”, da Igreja Presbiteriana do Brasil, analisa o reality show Big Brother Brasil, ressaltando aspectos negativos do programa. A transmissão é feita pela Rádio IPB e também com postagens no site da denominação, pedindo para que os fiéis não assistam ao BBB.
O reverendo Robinson Granjeiro destaca que o reality exalta apenas três coisas: Beleza física e disposição para expor o corpo à vontade; ambição para usar todos os meios possíveis, éticos ou não, para conseguir o milhão e habilidades para envolver os outros participantes e o público, evitando, assim, a eliminação precoce.
“Sem Ele, os valores majoritários presentes no estrato moral e ético das maiores civilizações se tornam relativos, a normalidade dos conjuntos atitudinais se tornam meras expressões do egocentrismo e da soberba e as crenças de primeira ordem do ser humano sobre o bem e o mal, o certo e o errado completamente questionáveis”, disse.
Mas no término do programa da denominação, o pastor convida todos a analisarem a outra face do BBB, o tal lado B do reality show. “Talvez ele reluza como espelho e nele possamos nos ver também. Talvez ele seja translúcido e por ele possamos ver os outros como devemos ver a nós mesmos”.


 
Atrasada, Record está correndo contra o tempo para terminar as gravações externas da minissérie “Rei Davi”, que custou R$ 25 milhões.
A estreia está prevista para o dia 24 de janeiro. Ontem algumas horas depois de apresentar a história à imprensa, o diretor Edson Espinello e sua equipe viajaram para Diamantina, Minas Gerais, para concluir as cenas, mas devido às chuvas, as sequencias estão bem atrasadas.
“Rei Davi” é uma superprodução custeada em cerca de R$ 25 milhões, em cada episódio se gasta R$ 850 mil. Essa é a terceira minissérie bíblica da emissora do bispo Edir Macedo. Os atores principais da trama são Leonardo Brício, Renata Dominguez e Paulo Gracindo, e foi escrita por Vivian de Oliveira, mesma autora de “A História de Ester”.

Fonte: Folha


 
 O vereador Alzimário Belmont (PP), de Ilhéus, na Bahia, em entrevista à Época conversou sobre a Lei de sua autoria que obriga os alunos do ensino municipal da cidade a fazerem a oração do ‘Pai Nosso’ antes de todas as aulas.
A Lei foi aprovada por todos os vereadores e sancionada pelo prefeito do município e a regra já está valendo nas escolas. Alzimário afirma que a ideia é “educar nossos alunos jovens na cultura da oração”. Aos 49 anos, ele está em seu primeiro mandato. O vereador divide seu tempo entre trabalho, cultos e esporte. Ele é formado em educação física e pertence à Igreja Batista em Ilhéus.
Acompanhe a entrevista do vereador à Época:
Vereador, o que é essa lei do Pai Nosso?
“Construí essa lei para que nós possamos educar nossos jovens a cultura da oração. É o processo educativo da oração, da pessoa saber que a oração é uma forma de chegar até Deus, de proteção espiritual, de educação mesmo.”
O que diz a lei?
“O Pai Nosso deve ser rezado antes das aulas nas escolas públicas do município.”
Como vai ser feita a fiscalização?
“Isso aí é com a Secretaria de Educação.”
O que acontece com quem não cumprir?
“A lei não prevê sanção nenhuma. Seria um absurdo se tivéssemos uma sanção porque a pessoa não quer orar o Pai Nosso, já pensou?”
Já pensei. Então, a lei não vale?
“Não, apenas não quer dizer que é obrigatório. Vivemos em um estado laico de direito. Se a pessoa quiser orar, ora. Se não quiser fica calada, pede licença, sai da sala na hora da oração.”
Por que o senhor escolheu o Pai Nosso?
“Porque é a oração que Jesus nos ensinou. Está lá na Bíblia Sagrada: ‘Quando orardes, orardes assim: Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome’.”
O senhor é de qual religião?
“Sou da religião de Jesus Cristo. Frequento a Igreja Batista. Mas não faço diferenciação de pessoas por causa disso. O importante é Jesus. Uns seguem Buda, o Alcorão, essas coisas, não é?”
O senhor pretende aproveitar a onda para criar projetos de lei para outros religiosos?
“Se alguém fizer eu aprovo.”
A Lei do Pai Nosso é seu legado para Ilhéus?
“Tem muita gente que achou boa e pertinente. É a lei e o canto do hino nacional antes das aulas que as pessoas gostam. É minha mensagem para disciplinar o ser humano, educar e dar uma lição de vida.”
A cidade não tem problemas que mereçam mais sua atenção?
“Claro. Criei um comitê de combate à pedofilia, o conselho municipal de política sobre drogas, o fundo municipal do direito do dependente químico, a lei que proíbe fumar em espaço público… Em resumo, só criei coisas importantes para a cidade.”
O que significa esse seu apelido, Gurita?
“Esse apelido ganhei por força de um goleiro de futebol daqui. Quando era criança, eu o imitava e o nome dele era Gurita.”

Fonte: Época


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