A nossa pequenina cidade de Florânia percebeu, nesses quase três dias de Congresso jovem da Assembléia de Deus, a busca constante do homem pela autenticidade da fé. O pregador que veio ficar conosco para nos ajudar a mergulhar espiritualmente na Palavra de Deus, Pr. Geasi Souza, repetia incansavelmente: "É necessário vivermos a autenticidade de nossa fé". Parece-nos uma frase um tanto simplista, para não dizermos desgastada, no entanto, é uma necessidade que nos persegue desde o alvorecer da fé cristã, quando Constantino, Imperador de Roma, tornou-a oficializada pelo Império. A partir daí, a Igreja de Cristo nunca mais foi a mesma e sentimos saudades da ardente fé que levava tantos homens por amor ao Evangelho à morte, pois quanto mais o sangue dos mártires se derramava pela terra, mais e mais o número de cristãos florescia e se espalhava pelo mundo.
"Por onde Cristo passava, seus sinais o acompanhavam, sinais de milagres, de amor, de alegria, de bênçãos. Os tempos se passaram, esse Cristo mudou? Por que os sinais não continuam a acontecer? A resposta é uma só, Cristo não mudou, nós é que mudamos". Essas palavras do poeta e cantor Sérgio Lopes foram fenomenais para quem acredita que Jesus ainda está vivo em nosso meio, tocando as pessoas, curando-as, levantando-as, amando-as... Mas, para quem não crê nessas manifestações, as perguntas de Sérgio Lopes permanecem, assim como a preocupação de Geasi nos ajuda a descobrir o caminho, o encontro de fé com Deus.
Esse congresso não só promoveu a nossa fé nesse Deus que cura, como também aflorou nos corações de todos a preocupação com a pluralidade e unidade religiosas porque as pessoas, de diferentes confissões, puderam vislumbrar a oração de homens que, com suas vidas, adoravam a Deus em Espírito e em Verdade, enxergando neles características de compromisso com o Evangelho e com o testemunho diante da comunidade, sendo eles mesmos reflexos desse Evangelho: homens casados; construindo e mantendo suas famílias no Evangelho; vivendo com o suor de seus rostos; declarando para a sociedade inteira, a seriedade da fé em Cristo.
Vimos que para ser cristão se faz urgente afirmar a pluralidade das expressões religiosas, uma vez que são diferentes os homens de todos os lugares, de todos os tempos e de todas as culturas. Agora, afirmar a pluralidade não é compactuar com a relatividade da verdade do Evangelho, tampouco com o neoliberalismo no qual, infelizmente, estamos inseridos. Não somos coniventes com isso. Com um banquete servido à faz de conta, à fantasia da fé. Que diz que é, mas não é. Não podemos mais bricar com Deus! É chegado o tempo de conhecê-lo de verdade, não de mentirinha. Portanto, o seridoense já está percebendo que a unanimidade católica é questionável e está cheia de contrasensos do ponto de vista religioso. O número de evangélicos está crescendo bastante no Brasil, apesar de vivermos num país onde fora colonizado por católicos e, por isso, de cultura católica. Mesmo assim, esse crescimento demonstra maturidade religiosa do povo brasileiro, porque as pessoas estão cansadas de diletantismo barato, de formalismo religioso e de práticas por demais repetitivas, mais apegadas à tradição, à autoridade de uma "aristocracia" superada, do que à vida mesma presente nas Escrituras, oriunda sim da autoridade de Cristo, nosso Senhor.
Graças a Deus, a nossa fé não está mais sujeita a uma só expressão religiosa, unilateral. Faz tempo..., mas só agora tomamos consciência. Tomamos consciência de que a nossa expressão é plural, mas a fé é uma, una, que é fundamentada em Cristo! A expressão da fé é plural porque somos diferentes uns dos outros, mas iguais em preservar a unidade posta por Deus na vida de uma pessoa, Jesus Cristo.
A partir disso, a autenticidade da fé, isto é, o que penso de Deus, eu vivo. O que falo de Deus, eu vivo. É uma exigência para não vendermos a nossa seriedade com o Evangelho; para não trocarmos a nossa amizade com Deus; para não jogarmos fora a certeza da fé por um "prato de lentilhas", como nos disse o poeta, cantor e compositor evangélico, Sérgio Lopes. O qual nos proporcionou saborear a alegria do encontro verdadeiro com Cristo, através de suas canções que nos fazem lembrar de tudo em volta de Jesus de Nazaré, sua história, seu lugar, suas amizades, suas palavras...
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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Anselmo de Cantuária (1033/1034 - 21 de Abril 1109), nascido Anselmo de Aosta (por ser natural de Aosta, hoje na Itália), e também conhecido como Santo Anselmo, foi um influente teólogo e filósofo medieval italiano de origem normanda.


Anselmo de Aosta parte da idéia de Deus de ser perfeitíssimo. Não existir somente na idéia, mas também na realidade. Parte-se do conceito de Deus para afirmá-lo.
Assim, o ponto de partida do argumento ou prova a priori de Anselmo é a idéia de Deus que nós temos no nosso intelecto, também o estulto do qual fala o Salmo (estulto é aquele que se diz ateu) tem em si a idéia de Deus, esta idéia é de um ser maior do que o qual nada se pode pensar. “Id quo magis cogitare nequit”, a idéia de ser perfeitíssimo. Esta característica de Deus como ser perfeitíssimo está no intelecto, porém na sua própria natureza está implícito o fato de que não existe só no intelecto porque se poderia pensar num outro ser que além de existir no intelecto existisse na realidade e então o primeiro não seria mais “Id quo magis...”, mas isso é contraditório, pois afirma e nega que Deus seja o ser maior do que o qual nada pode existir.
Em conclusão, partindo da idéia de Deus como ser perfeitíssimo está implícita nesta própria idéia o atributo e a característica da existência. Assim, Sto. Anselmo afirma que no próprio conceito de Deus como ser perfeitíssimo está incluída a prova de sua existência. Este argumento se chama a priori porque não parte das coisas criadas, mas do conceito de Deus que vem antes de todas as coisas criadas e que se encontra no sujeito, no eu do homem. Este argumento se chama também ontológico porque dá existência real de ser lógico. No próprio conceito de Deus se deve admitir a existência como elemento essencial desta perfeição.
O monge Gaunilon objetou o seu mestre no “Líber pro insipiente” que a idéia de Deus é conhecida pelos homens como e somente de forma genérica, não temos um conhecimento substancial dele. Em segundo lugar, Gaunilon afirma que eu poderia ter na minha mente a idéia das ilhas felizes cheias de delícias, mas não por isso esta idéia se concretizaria na realidade.
Deste modo, Gaunilon nega a legitimidade da passagem do plano lógico ao plano real. Padre Anselmo respondeu ao seu discípulo no “líber apologeticus” afirmando que o exemplo da ilha afortunada e perfeita não é adequado porque a passagem da idéia à existência real é possível somente em um caso, no caso da idéia de Deus como “Id quo magis cogitare nequit”, quer dizer somente no caso da idéia de ser perfeitíssimo.
A novidade de Anselmo para a Filosofia é o argumento a priori, ontológico ou a simultâneo. Sua Filosofia está como em Agostinho a favor da fé, a fórmula que ele usa é “Credo ut intelligam”, acredito para entender. Depois, outros filósofos acrescentaram a afirmação “intelligo ut credam”. Para Anselmo, a fé tem a primazia sobre a razão, o princípio da razão é a fé. A fé torna possível entender o sentido último das coisas, o objeto da fé por sua vez é abraçado em força do amor, o homem conhece porque ama, deseja conhecer sempre mais a realidade que ama. A fé desta forma não suprime a razão e a inteligência, mas é um princípio estimulante e vivificante. Na prova de Anselmo, o ponto de partida é a realidade de Deus que nós já possuímos por meio da fé e da tradição cristã, a razão se exerce como a ajuda a entender um dado já oferecido pela fé. Assim, o ponto de partida de Anselmo é a idéia de Deus apresentada em termos totalmente racionais (a idéia de ser perfeitíssimo), mas de fato herdada pela tradição cristã. “Fides quaerens intellectum”, a fé que procura a inteligência.

Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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O ser nos rodeia por toda parte, de modo que muitos são os caminhos para chegar a ele, que está sempre a nosso alcance, a despeito de não o perceberem os idealistas.
Duas noções afins: ser e ente. Uma definição de Tomás de Aquino explicita muito bem a afinidade: “ens est id cujus actus est esse” – “ente é aquilo que é puro ato de ser”. O ôntico e o ontológico. A coisa e o que a coisa é, ou seja, o objeto e o sentido do objeto. Uma coisa é o ser, outra coisa é o sentido pelo qual existe o ser.
Desde que o homem é homem, sempre buscou o sentido do ser, dos entes, das coisas em geral, muito embora estejamos ainda néscios diante do encontro com o verdadeiro ser das coisas. Ou não sabemos procurar ou não nos aplicamos em busca do ser. O fato é que o homem sempre pensou, buscou de alguma maneira o ser, mas, da maneira propriamente filosófica, começou a pensar na Grécia com Platão, Aristóteles... Os pré-socráticos.
Mais do que dizer o que as coisas são, na Filosofia, a gente se aproxima delas. Mas sempre há alguma luz para nos aproximarmos desta verdade do ser. É preciso que a gente esteja cego para não perceber, em nossa volta, a existência do ser.
O ser tem a ver com o conhecimento porque este é uma relação entre o sujeito cognoscente e o objeto conhecido. O ser conhecido ou cognoscível é posterior ao ser. O objeto pressupõe o ser da coisa, o idealismo. Cabe no ser uma notícia de objeto para sua manifestação. Com a idéia de ser e ente não há distinção, mas o ser é o que os entes têm em comum, e o ente é o sujeito de cada ser. “O ente é aquilo cuja forma ou realidade consiste em ser”(Tomás de Aquino). Portanto, ôntico é aquilo que diz respeito ao ente; ontológico é o que pertence ao conceito em torno ôntico do ente.
O ser é indefinível, ele é tão geral que não cabe ter uma definição. Deus é simples, nós é que somos compostos. Nós conhecemos a Deus pelo desconhecido. Do ser não há conceito genérico e nenhuma diferença específica. Dizer o que é o ser é cair numa tautologia, numa repetição de nomes. O ser no seu claro escuro ilumina os demais entes. O que é que todos os entes têm em comum? É o ser, a todo ente corresponde o ser. Portanto o ser é uno, nesta grande multidão.
O conceito de ser é o mais supremo e o mais abstrato, em consequência não lhe cabe um conceito, uma definição. Ao máximo, no limite, nós podemos chegar com o conhecimento. Situação limite no qual não posso passar, não posso avançar, um problemático misterioso. A primeira aporia com que nós topamos é algo que nos intriga, haja vista a aporia de Parmênides. Portanto, buscar o ser é uma procura intrigante.

Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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Bento de Espinoza foi o terceiro filho dos judeus portugueses Ana Débora Sénior e Miguel d’Espinosa. Nasceu em 1632, em Amsterdã, Holanda. Durante muitos anos dedicou-se à produção de obras filosóficas voltadas para a Ética, Teologia e Política, vindo a falecer de tuberculose no dia 21 de fevereiro de 1677. Dentre as suas obras, destacam-se “Tratado da Emenda do Intelecto, o Breve Tratado” e o “Tratado Teológico-político”. Bastante inquieto contra as crenças supersticiosas de sua época por ameaçar a prática da Filosofia e a prática da liberdade, viu-se impelido a demonstrar um pensamento que desconstruiu toda uma concepção judaico-cristã de Deus, ou seja, ele desconstrói a nossa visão de Deus, inaugurando uma outra. É o que veremos...
O Deus que me fascina é o da tradição cristã bastante presente em todo o Ocidente, que se revelou extraordinariamente na pessoa histórica de Jesus de Nazaré, assumindo ainda algumas características do Deus todo-poderoso de Isaac, Jacó e Moisés, oriundo da cultura judaica.
Esse Deus é uno e trino. Uno porque salvaguarda o monismo de que só Ele é Deus, Criador e Senhor do universo, do mundo. Trino devido à sua mostração, enquanto encarnado definitivamente na história, por isso é pessoal e revela-se em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Há em Deus uma consciência e uma vontade divinas. Pois o perfil desse Deus é eminentemente pessoal, catalisando n’Ele a salvação de todos os homens, como um télos para alcançar, um modelo a perseguir.
Resta-me ainda afirmar não só a Transcendência, mas também a imanência desse Deus no que diz respeito à sua presença em nós pela ação do Espírito Santo. Deus que está fora e, ao mesmo tempo, dentro de nós.
Assim como Nicolau Copérnico fez com o geocentrismo e Galileu Galilei com o telescópio ao observar imperfeições na lua, do mesmo modo o fez Espinosa em relação a Deus. Este em Espinosa é absolutamente imanente. Se Deus é o todo como pode estar fora do todo? Então, Deus não seria Deus. O Racionalismo absoluto de Espinosa, singularmente, é imanente porque é diferente de Malebranche, Leibniz, Kant e Descartes.
A diferença entre nós e Deus é apenas de potência. Segundo Espinosa, Deus não é criador, mas produtor da potência. O homem é o “modus” de Deus. Deus é impessoal e por isso não tem vontade e não pode escolher. Depreende-se disso que toda a noção cristã do Ocidente de Revelação e de Transcendência é eliminada, caindo por terra toda uma compreensão da ética cristã paradigmática.
Em Espinosa não há télos. Tudo é um constante devir comparável à força da natureza. A vida humana e divina se unem, não admitindo em si a dor e a paixão. Ele é ação pura, inalterável e infinitamente feliz. Nada de mais sublime do que o grito de alegria da natureza. Deus é a natureza. Tal como a natureza somos nós e Deus. Todas as coisas estão relacionadas à “causa sui” que é Deus, substância absoluta e necessária. Com isso, Deus é dinâmico, repleto de movimento porque é natureza.
Não há qualquer hierarquização de Deus em Espinosa devido à sua pura potência.
Finalmente, voltando ao conceito de Deus como natureza, nota-se que Deus está sempre se transformando, crescendo, movimentando-se. Deus não parou no sétimo dia para descansar, pois n’Ele não há motivo. Por quê? Não há motivo em Deus porque a sua essência é pura potência necessária de se produzir.

Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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A lembrança de um dia ter sido melhor toma-me de angústia e de pesar porque, talvez, parei por algum tempo de evoluir em etapas. A história(entendam aqui a vida pessoal de cada um) é um longo percurso convidativo para o homem perseguir. É um caminho capaz de levar-nos a parar numa encruzilhada que aponta para duas vielas: a da vida e a da morte. Não sei se as duas nos merecem! Mas devo dizer que apenas uma nos atrai com um peso de verdade, a da vida.
O ser humano, munido de inteligência e vontade, portanto, liberdade, pode se servir desta, digo da liberdade, para fazer a escolha certa. Escolher a vida deve ser a prioridade de nossas atitudes, até porque somos frutos de nossas escolhas! Aí entra a função da liberdade que só existe, de fato, quando tomamos o rumo certo, verdadeiro. A razão, com isso, encontra motivos para prosseguir, seguir adiante, pois não é fácil deixar-se de ser convencido por moções artificiais e nebulosas ligadas à morte.
Assim, a razão jamais irá enganar o coração, porque, como diria Blaise Pascal, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. É próprio do coração humano encher-se de amor, no entanto há esse motivo que move qualquer homem, estanque em suas dúvidas e preconceitos a superar-se e a permanecer melhorando a cada novo dia pela via da vida. Porém, mais do que levar alguém a convecer-se pela razão é cativá-lo pelo amor, um amor que propõe aceitação para viver de modo íntegro uma indispensável condição, a de filhos de Deus.
A dimensão de filhos de Deus é a condição básica para o ser humano permanecer sempre disposto a lutar contra todas as dificuldades hodiernas que a vida, inevitavelmente, impõe. O que tem a ver, afinal, a questão da filiação divina com a preocupação de escolher a via da vida? Muito tem a ver. Além do fato de possuirmos o caráter cristão, temos a grandeza de que com isso permaneceremos no caminho proposto por Cristo como verdadeiro, o da vida. A conseqüência disso tudo, meus caros, é a nossa comunhão com Deus.
Abrir-se a Deus no decorrer de toda a vida é uma necessidade e uma satisfação eterna, pois seremos, dessa forma, habitação, lugar onde mora Deus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará e a ele viremos e nele estabeleceremos uma morada”(Jo 14.23).

Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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Estou mais uma vez pensando! Já é hora de dormir. Tudo pára a minha volta, mas algo se move como um relâmpago, o silêncio. A tranqüilidade, a bondade, a ternura e a oração são minhas maiores amigas, nesta noite de paz e de agradecimentos. O meu corpo agora já não tem força e domínio sobre minha alma, e também sobre meus olhos que pesam de sono causticante do dia.
Entrego-me vagarosamente ao sono, na felicidade esperançosa de um novo dia acontecer; de novamente o sol mergulhar em minha existência; de felizmente ouvir os pássaros cantarem; de um novo céu aparecer e de nuvens brancas se encherem como em dias de verão. É um estupendo fim de noite que pede um dia claro e luminoso, semelhante a um sorriso de dentes sadios que se combinam alegremente, pois são os sorrisos francos e sinceros da alegria circunstancial de viver dignamente que transpõe os problemas da vida. Mas volto a descrever um recolhimento sadio, porque termino o dia límpido e, de todo, sereno. A contemplação junta com o coração faz de mim um simples instrumento que precisa viver o seu fim, Deus. E, agora, nesta interiorização noturna, eu O vivo e O sinto intensamente como se alguma brasa estivesse me queimando e que eu percebesse não a dor, mas o gozo do sofrimento, o gozo da dor, em outras palavras, a conversão do pecado. Pois, vendo ou experimentando na carne o pecado, eu me livrasse dele e superabundasse em mim a graça, o amor e a vontade de Deus.
Boa noite, Papai do céu(abbá – paizinho), e que o dom da vida, todos os dias, seja a expressão mais autêntica de Tua existência, ó Pai!

Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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Bem, a teologia nos ensina a entrar simultaneamente em duas ordens de visão: ver Deus a partir das coisas e ver as coisas a partir de Deus. Deus aqui como elemento essencial de compreesão do mundo, de mim mesmo e do próprio Deus que nos permite viver n’Ele: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”(Mt 5.8).
Para entendermos um pouco melhor a Teologia é importante pensar que ela se caracteriza com todos os seus elementos substanciais e constitutivos num texto bíblico da 1Pd. 3.15ss. Este texto mostra os pontos fortes da Teologia: “Antes, santificai a Cristo, o Senhor em vossos corações, prontos a dar razão de vossa esperança em todo aquele que vo-la pede”.
O primeiro ponto da Teologia é a experiência vivida da fé. O segundo é o logos, o aprofundamento racional, crítico e sistemático da experiência de fé, do ato de fé. O terceiro elemento é o interlocutor. Este se destaca na passagem que diz: “... dar razão de vossa esperança em todo aquele que vo-la pede”. Este interlocutor pode ser uma pessoa, uma situação histórica ou uma cultura.
A Teologia é a ação de Deus que se concretiza na experiência de fé. É o encontro do homem com Deus. É Deus que vem ao seu encontro para lhe dar uma resposta de Sua vontade. Portanto, a Teologia é Teologia porque reconhece a resposta de Deus ao homem. Admite e parte de uma novidade total e absoluta de um ser gerado de novo, de um nascimento novo e de um crescimento novo para aprofundar esta Revelação, para fundamentar as razões da minha esperança.
Logo, Teologia é o sair de Deus que se revela e que produz no homem uma experiência de fé, de entrega total e exclusiva a Ele. É uma experiência que recebemos de Deus para conhecê-Lo e a devolvemos como forma de gratidão e amor por tê-Lo conhecido. Vejam como é interessante, Deus nos toca para vê-Lo e nós o amamos por termos visto.
Jackislandy Meira de M. Silva, professor e filósofo.
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Tentar descrever amiúdes um momento tão profundo como este chega a ser quase impossível, não só pelo ambiente de silêncio que me envolve, mas também por vãos pensamentos que procuram me assaltar neste instante, o qual não parece ter fim porque a alma anseia desejosa e naturalmente para Deus, calando-se cada vez que a comunhão se torna maior e mais intensa, onde os brados de aleluia e glória a Deus dão inevitavelmente lugar ao gemido da alma que beira ao silêncio para uma promoção verdadeira de paz espiritual. Com isso, o clima de oração e escuta da Palavra de Deus é tão forte que não se dilui frente às distrações e preocupações circunstanciais do presente.
Encontro-me, certamente, num lugar de oração, mais precisamente num templo, bombardeado pelos ideais e por problemas cujo sentido não vejo. A realidade da convivência social é, por vezes, massacrante, dolorosa, porém desafiante, encorajadora. Entendo que desse conflito existencial brota uma real, e não menos convicta, necessidade de vitória porque algo muito maior subsiste neste cerco explorador de consciências. Não poucas vezes, a proximidade da família, dos amigos, dos irmãos de caminhada me parece ser a saída ou a resposta para uma série de problemas. No entanto, há uma grande diferença entre parecer e ser, uma vez que quando se está perto está longe e, quando longe, perto está. Não são duas realidades que se equivalem, do mesmo peso é claro, mas a necessidade de ser o que realmente se vive extrapola todas as contradições fora ou dentro de um momento de oração. A questão é, se quando oramos, estamos de fato longe ou pertos de Deus?
Acima de qualquer assertiva está sublinhada em minha vida ou na vida de quem quer que seja, muito embora não admita ou não venha a reconhecer, a beleza de um valor diferente de todos os outros, a amizade com Deus que se realiza num momento íntimo de oração. Eis que receber o toque de Deus em minha miséria humana é a maior responsabilidade de que homem algum jamais poderia hesitar em receber sobre a terra. Responsabilidade que não se esgota em simples palavras ou ações, mas que se eleva e transcende na experiência do amor a Deus, na pessoa de Cristo. Jamais me esquecerei dos momentos especiais de oração que travei com Deus, pois eles são experiências riquíssimas de superação das minhas dúvidas e debilidades como também de crescimento a uma situação de pertença ao Criador, Redentor, Consolador e Consumador da História da Salvação.
Penetrar na sublimidade da vida de Cristo ressuscitado, vencedor da morte, eis o meu maior desejo e meu maior Bem, muito embora tenha limitações, decorrentes das condições de um ser criado e passivo de pecado. Amando a Cristo, entrego-me ao Pai no poder de seu Espírito, a Ele Glória pelos séculos dos séculos, Amém!!! Acompanhado da união doxológica é que ponho a termo essa reflexão de intimidade para com meu querido Deus, verdadeiro e único, fiel e pessoal.

Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e filósofo.
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Bendito seja o seu santo Nome agora e para sempre pelos séculos dos séculos. Amém.
Querido Deus, a Igreja Assembléia de Deus em Florânia tem me chamado bastante atenção no que diz respeito à Unção do Teu santo Poder, à vida intensa no Espírito e na força da Palavra de Deus de todos os seus congregados. É a vida em Cristo que, de fato, importa para essas pessoas. Cristo que irradia paz e poder às pessoas para superar seus problemas e efetivar seus propósitos, pois Deus é fiel e cumpre todas as suas promessas. Não foi diferente no decorrer da História da Salvação para com o seu povo e para com Cristo, por que haveria de o ser hoje? Deus continua se revelando, mostrando-se na história e na vida das pessoas de nosso tempo, em denominações cristãs sérias por tratar o Nome de Deus com dignidade e honra.
Sendo assim, a minha posição de convertido tem a dimensão de querer mesmo voltar aos braços do Pai, segundo a parábola do filho pródigo (Lc. 15. 11-32). É esta volta que caracteriza a minha alegria de poder comungar da Glória de Deus, ainda mais sabendo que jamais passará: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”(Mt. 24, 35). Não há alegria como essa, a de poder participar das palavras e da vida de Cristo tendo a certeza de que são eternas, uma vez que temos a segurança de que Deus está conosco todos os dias até a consumação dos tempos(Cf. Mt. 28, 20). Tenho buscado muitíssimo uma quietude no coração, mas acabo de perceber que esta quietude, esta paz só pode vir do Senhor Jesus Cristo. É Ele o meu porto seguro. É n’Ele que devo colocar toda a minha confiança.
Sem saber ainda ao certo o que Deus quer conosco, eu e minha esposa somos gratos a Deus por nos abrir uma porta de acesso a Te, pois estamos cada vez mais próximos de Te, orando, meditando e vivendo da Tua Palavra, ó Pai. Como é agradável e suave uma vida que caminha sob os Teus olhos, ó Pai. Mas temos a certeza de que preparas um plano maravilhoso para nossas vidas com saúde, trabalho, alegria, filhos.... Bendito seja Deus por tudo em nossas... E que continue a soprar o hálito da vida em nossas vidas assim como soprastes lá em Adão, por Jesus Cristo, seu amado filho, na força consoladora do Espírito Santo, Amém. A paz de Jesus para todos.

Jackislandy Meira de M. Silva, Professor e Filósofo.
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