A revista ‘Época’, desde 2007, elege os “100 brasileiros mais influentes do ano”. Na edição que chega as bancas nesta segunda-feira (17), a revista mostra quem são as “personalidades capazes de liderar, inspirar ou influenciar o rumo e o desenvolvimento do país”.
Neste ano, a revista Época separou os escolhidos nas categorias: Artistas, Construtores, Heróis e Líderes.
Pastor Silas Malafaia, pelo segundo ano consecutivo, aparece entre os 36 escolhidos na categoria Líderes, ao lado dos ex-presidentes Fernando Henrique e Lula, ministro Joaquim Barbosa (do STF) e presidente Dilma Rousseff. O líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, segundo a revista, “não tem medo de polêmica ao defender suas ideias no debate público”.
Mesmo sem concordar com as opiniões do pastor Silas Malafaia, o filósofo pernambucano Luiz Felipe Pondé, colunista do jornal Folha de S. Paulo, reconheceu a importância do pastor. ”Sua importância se dá porque ele aquece o debate público, quebrando a etiqueta do coro dos contentes (a covardia orquestrada), que alimenta nosso debate público. Malafaia traz para o Brasil uma prática ainda pouco comum em nossa vida política: a cobrança de opiniões morais e religiosas explícitas por parte dos candidatos. Numa coisa não deixa de ter razão: a opinião pública brasileira, evangélica ou não, concorda com grande parte do que ele diz contra o casamento gay e outros quebrantos da moral ilustrada contemporânea”.
 
Pastor Silas Malafaia comenta:
“Acredito que tudo o que acontece comigo é permissão de Deus. Acredito também que a minha participação entre os 100 brasileiros mais influentes se dá pela grandeza e o respeito pela comunidade evangélica brasileira. Muito mais por isto do que propriamente pela minha pessoa.
Como já disse em várias oportunidades, não sou maior e muito menos o mais influente, sou um dos pastores entre vários líderes que exercem uma certa influência.
Concluo dizendo: tudo o que sou, tudo o que tenho, tudo o que faço, é permissão de Deus.
A DEUS SEJA A GLÓRIA!”



Aprendi que quanto mais nos aproximamos de Deus, mais parecemos com Ele. Quanto mais nos aproximamos das estrelas, mais parecemos com elas. Engraçado, mas descendo gradativamente nessa visão, é possível dizer ainda que quanto mais nos aproximamos das pessoas, mais nos parecemos com elas; quanto mais nos aproximamos dos nossos pais, mais nos parecemos com eles; quanto mais nos aproximamos dos nossos amigos, também parecemos com eles; quanto mais nos aproximamos de nossas esposas e vice-versa, mais nos assemelhamos a elas.

Descendo escada abaixo, o procedimento é o mesmo. É possível fazer essa relação de proximidade com tudo na vida, inclusive com as coisas, com o mundo, com as estruturas sociais, políticas e culturais de um modo geral. Embora se diga o contrário em alguns casos, o elemento aproximativo é fundamental para não só conhecermos com quem estamos lidando, mas com quem escolhemos para nos aproximar, para nos relacionar.

Esta mesma forma de aproximação se dá também com um livro, um animal de estimação, um filme, uma história, uma ideia, enfim. Quanto mais me aproximo de um livro, mais me pareço com ele. Quanto mais me aproximo de uma ideia, mais me assemelho a ela.

Imersos neste emaranhado de relações, seja com pessoas ou coisas, não estamos imunes aos conflitos, às injustiças e às incoerências deste mundo, pois reagimos de alguma forma. Mesmo quando não reagimos externamente ou fingimos não reagir, ainda assim reagimos positiva ou negativamente. E por mais que conheçamos as pessoas, o próprio mundo e Deus por essa cadeia de proximidades, não quer dizer que os riscos de uma traição, de uma certa leviandade ou de golpes de crueldade não parem de nos ameaçar, até porque nunca somos traídos por estranhos.

Na maior parte das vezes, nossas aproximações também denunciam com quem ou com o quê queremos parecer, com quem nos assemelhamos. Obviamente que aceitamos o contraditório, uma vez que nem todo mundo se parece com quem anda, com quem se relaciona ou com quem tem certa amizade. Todo cuidado é pouco, pois com o passar do tempo somos levados, até involuntariamente, a nos parecermos com o outro, cada vez mais íntimo e próximo de nós.

O nível de aproximação, claro, pode evitar uma série de investidas negativas contra nós, porém a mesma aproximação pode nos fazer entender que não são com todas as coisas ou pessoas que queremos parecer. Ou seja, não é bom parecermos com tudo que nos aproximamos, visto que muitos de nós não queremos parecer com o traidor, com o maldoso, com o perverso e o saguinário.

Penso que aproximar-se é, na verdade, uma tarefa importante para aqueles que se sentem parte do mundo das intrincadas relações sociais, onde muita coisa é meio obscura, sinistra e enganosa. Não há modo mais eficaz, talvez, de desmascarar as coisas do que participar delas de perto. Diria até que a proximidade do cidadão às instituições sociais pode diminuir o nível de corrupção política nessas instâncias, mesmo sabendo que, ao nos aproximarmos destas pessoas, não gostaríamos de nos parecer com elas.

Ilustração: Alessandro Sbampato in [em] Revista nº 12




Prof. Jackislandy Meira de M. Silva

Especialista em Metafísica, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e

 
Pós-graduando em
 
 
Estudos Clássicos pela UNB e Archai Unesco.







(foto: 1000 homenzinhos de gelo da brasileira Nele Azevedo)

Somos tipicamente ou atipicamente forjados pelo verão, principalmente agora com essa loucura de elevadas temperaturas que chegam a nos sufocar em dias de baixa umidade de ar. Para quem mora no sertão nordestino, acostumado a muito sol e pouca água, feito um de nós, rapidamente nos adaptamos a esta atmosfera equatorial comum em países como o Brasil.
O clima influencia diretamente em nossa cultura, no cotidiano e em nosso modo de viver, basta vermos como nos vestimos, o que comemos e o que fazemos. Verão aqui é basicamente o ano todo! Vivemos num país que não vê mais a passagem de uma estação à outra. Esse fenômeno era visto somente no sertão nordestino, pois íamos do verão ao inverno, do inverno ao verão o tempo todo. Agora, não só o Nordeste, mas o Brasil inteiro experimenta como é viver num país de uma estação só.
Como disse, somos forjados pelo verão. De dezembro a fevereiro, do Natal ao Carnaval, o cidadão brasileiro, seja ele nordestino, gaúcho ou carioca, é exposto ao calor do sol das sucessivas festas que ocorrem justamente nesse período. Um verão com cara de sol literalmente e metaforicamente, pois é tempo de férias, fazer boas viagens, sair com a família, passear, divertir-se, celebrar e etc. Para alguns, o verão parece refletir a alma do brasileiro que gosta de carnaval e futebol. Para outros, significa o esvaziamento de si mesmo, a perdição da alma.
Na verdade, uma grande maioria se permite demais quando está vivendo estes momentos de alta sensação de liberdade. Na mesma proporção em que o calor aumenta, as ações impensadas também aumentam na vida do cidadão. A sensação de intensidade e imediatez que o verão evoca na mente do jovem e de outras pessoas é impressionante. Há que se ter muito cuidado com isso. Não é agora e nem nunca que você vai beber toda a bebida do mundo. Do contrário; você pode não beber. Não é agora que você precisa sair com todas as mulheres do mundo; você pode esperar. Não é agora que você tem de consumir tudo; você pode economizar. No verão, as pessoas se permitem a tudo perdendo a noção de medida, de sobriedade!
Ou seja, o verão vem se tornando, com o passar do tempo, por coincidir com as férias, com 13º salário, com o carnaval e etc., uma concorrência desleal consigo mesmo do “salve-se quem puder”, numa espécie de “happy hour”, momento feliz em que é preciso aproveitar tudo deste período custe o que custar. Até o corpo é trabalhado para o verão; muita malhação e pouca comida. Se já não há limites para a ditadura do corpo, imagine no verão. Para satisfazer os prazeres do corpo, tudo vale, tudo é permitido, não sobra tempo para mais nada em meio às parvoíces veranis.
O que sobra? Nada. Aí está o risco que muitos correm no verão: perder o controle da vida. No vale tudo da vida deste breve verão, que tem dia e hora para acabar, não vale a pena expor-se ao sol da promiscuidade sexual, das drogas, do consumismo exagerado, do desperdício e, muito menos, do vaivém de aventuras tão próprias a este relativo período, uma vez que possa ser mais difícil desacelerar até voltar ao ritmo natural de outras estações do ano; voltar ao controle da vida.


Prof. Jackislandy Meira de M. Silva

Bel. em Teologia, Licenciado em Filosofia, Esp. em Metafísica e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela UnB/Archai/Unesco.




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