Como pode alguém negar a existência de Deus quando sua existência é óbvia e evidente? Como pode alguém ignorar a Deus e viver como se Ele não existisse?
“Deus sonda os rins e os corações”(Salmo 138).
Aqueles que vivem e convivem com sua doutrina, nem sempre acreditam realmente ou seriamente em Deus. Estes são ateus práticos. Os ateus teóricos são aqueles que afirmam a inexistência de Deus e, além disso, formulam conceitos ou levantam críticas contra a própria realidade da existência de Deus.
Nesse sentido, o agnosticismo é menos insensato porque não nega a existência de Deus, mas sim que haja provas para afirmar sua existência. Também, o agnosticismo não se preocupa em formular teorias contra as argumentações da prova da existência de Deus.
O Problema do ateísmo é mais um fator, uma gravidade moral do que intelectual. Mas, no fundo, no fundo, o problema do ateísmo desembocará sempre num ateísmo prático ou teórico.
A imanência começou com Descartes. Este com tal intuição: “Penso, logo existo”. Valorizou mais o pensamento humano. O pensar, segundo ele, precede o existir. Aí está posto o mundo do individualismo que me leva a não receber lições de ninguém. Tal princípio me leva a cair num protestantismo, todos dizem o que quer.
“Cabe a natureza do homem investigar pela razão para se alcançar a verdade, portanto, é próprio da razão não apreender a verdade e, por esta razão, ao homem cabe paulatinamente progredir no conhecimento da verdade. E a qualquer um cabe acrescentar aquilo que faltou de seus antecessores”(Tomás de Aquino, comentário à Ética a Nicômaco).
O princípio do imanentismo que acarreta a ideia de que tudo começou por mim é inconveniente porque não reconhece o valor histórico e fraterno da Filosofia “perenis”. Este princípio tem conduzido de forma inevitável o ateísmo no mundo de hoje. Portanto, se o homem é o criador do ser, do próprio homem, então procuram afastar Deus e colocá-lo longe de Deus. O homem se torna Deus para o homem. No século passado, a gente tem visto que o homem, querendo ser Deus e tomando seu lugar, tem se degradado, recalcando-se e tornando-se um “vilicimento”. “O homem sem Deus deixa de ser homem”. Por isso, ele acaba por viver numa selva, onde ganha o mais forte e o mais poderoso neste mundo carreirista, cheio de concorrências inúteis, vil e desleal. Daí, podemos nos perguntar, para que Deus serve no mundo de hoje? Em pelo século XXI, para que serve Deus na vida dos homens?



Jackislandy Meira de Medeiros Silva. Prof. e Filósofo.
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Como Deus pode conhecer os pensamentos que surgirão amanhã em meu espírito de maneira contingente?
Diante de tudo que já experimentamos de Deus, constatamos que Ele é espírito, é inteligência e é vontade. São atributos imanentes à Deus que chegamos a eles por meio da analogia.
Há uma distinção da ciência e da vontade de Deus com relação ao objeto e ao modo.
Objeto principal da ciência de Deus é Ele mesmo. Deus não conhece nada fora d’Ele. Deus conhece todos os seres n’Ele próprio. Ele conhece tudo em si mesmo. O objeto da ciência de Deus é Ele mesmo e sua essência divina também, todos aqueles seres possíveis de sua existência.
O modo como Deus conhece não pode ser o mesmo do homem. O homem conhece raciocinando, passando sempre da potência ao ato, do ato à potência, como afirma Aristóteles. Se Deus conhecesse como o homem, Ele dependia do homem, portanto, Deus não raciocina e não conhece como o homem conhece.
Deus não necessita de discorrer, de discutir e nem de ir a um ponto a outro ponto. Cada anjo é uma idéia. Deus é uma só idéia simplicíssima. A essência de Deus contém a imagem das coisas em si mesmas.
Nós esquecemos que o futuro contingente, livre, não tem sentido senão para uma consciência histórica, ao longo do tempo, aos poucos, em períodos. É em relação a um poder de futuro que me prendo. Mas, para Deus, não há futuro. O seu ato é um ato de ETERNIDADE. Por isso, o meu ato contingente de futuro, para Deus é presente, para Ele tudo é presente, todos os nossos atos está no presente de Deus, na eternidade de Deus. Tudo está sob o olhar infinito de Deus.
Há que penar um pouquinho diante desse mundo cão! Há que se penar!!!
Portanto, o futuro contingente só tem sentido para uma consciência histórica. É sempre um poder de conhecer para um futuro possível. Porém, Deus está acima do contingente, do necessário. O olhar de Deus é a própria simplicidade do seu ser.
O objeto da vontade de Deus é Ele próprio. Secundariamente, Deus ama as criaturas. Mas o objeto de sua vontade é Ele mesmo. O amor para Deus não é um bem possuído porque Deus possui tudo, inclusive a si mesmo. Deus ama tudo que existe, mas não os ama como nós amamos. O amor de Deus é um amor que cria e infunde nas criaturas a bondade que ama. Com essa intenção, Dostoievisk fora capaz de afirmar: “Amigos meus, Deus lhe é necessário porque é o único ser que lhe pode amar eternamente”.
Na mesma linha de pensamento, Platão foi enfático: “Só fazendo-nos semelhantes a deus é que podemos conhecê-Lo”. Quando tenho, certamente, uma fé profunda, encontro a luz misteriosa para percorrer seus caminhos. Com Pascal, filósofo francês, não foi diferente: “Miséria do homem sem Deus, implica felicidade do homem com Deus”. Um oriental, assim afirmou a respeito de Deus: “Temo a Deus e depois de Deus, temo a quem não O teme”.
Desta feita, Deus não nos deixa cansar, a não ser que nos cansemos d’Ele, pois prometeu que estaria sempre conosco até a consumação dos tempos. “O pior cansaço é o cansaço de nós mesmos”(Eu).

Jackislandy Meira de M. Silva,
Professor e Filósofo.
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É estarrecedor notar de quanta banalidade se faz um discurso na Câmara de Florânia. Como pode sair da boca de um determinado vereador ideias tão baratas e rasteiras? Algo do tipo como: “Tem quatro vereadores novatos na câmara e há dois meses ou mais estou na câmara e ainda não li o regimento da casa, porque não me deram”. É a pura confissão da comodidade, sem um mínimo de escrúpulo para com a população que o ouve. Ora, ora, caro vereador, agora que se deu conta da existência de um regimento na casa? Pelo simples fato de não dar uma dentro, como se diz popularmente. Tal vereador não acerta uma, além de repudiar o regimento sendo favorável aos aplausos e aos assovios desmedidos, cai em contradição ao afirmar que o regimento interno está todo emendado, cheio de emendas, sem saber o que está dizendo, uma vez que não leu o próprio regimento.
E o pior... Querem, alguns vereadores, transformar o Presidente da câmara num mal entendido bode expiatório, mas não vão conseguir. Pensam que conseguem oferecer pão e circo para quem os ouve e ser aplaudidos, mas estão redondamente enganados. O povo está de orelha em pé, ouvindo, e ouvindo muito bem tudo, cada palmo de palavra. Comparar o trabalho de um Presidente da câmara ao trabalho de administrador de uma cidade é no mínimo desigual e de valores diferentes.
Um vereador tem que sair em defesa dos indefesos, mas há alguns que estão correndo em defesa daquele com enormes defesas porque se diz advogado de causas perdidas. Como é difícil defender o indefensável? É o desafio da minoria da câmara de nossa cidade das Flores. Estes, defendem o Sr. Prefeito com suas atitudes frias, descabidas e injustas ao afastar dos cargos funcionários concursados e diretores eleitos por voto direto, ao negar o pagamento de insalubridade aos funcionários da saúde pública e ao recusar-se a pagar o Piso salarial dos professores. Fecham os olhos pra isso, mas exigem equivocadamente, em tom de teatro e muita gargalhada, uma sala para a bancada de situação, com mesa, telefone à disposição e etc. Quanta regalia! Até parece a câmara do Senado Federal. Enquanto isso, ouvimos tudo pelo rádio. Determinada vereadora, ao invés de fiscalizar para onde está indo o dinheiro público, faz questão de cobrar coisas insignificantes ao Presidente da câmara, causando um tumulto desnecessário para as discussões de caráter mais sério, como os requerimentos que visam o bem da população.
Portanto, alguns nobres vereadores, diminuam o pão, o circo, o teatro, o sensacionalismo e vamos à luta. Queremos melhores dias para Florânia.


Jackislandy Meira de M. Silva. Professor e Filósofo.



Para começar com essa discussão, capturamos dos anais de nossa inteligência uma abordagem de Karl Adan, grande filósofo e teólogo do século passado, sobre o modo de um cristão ter certeza de sua fé. Afinal, como pode um cristão ter certeza de sua fé?
Ele diz que nós só conseguimos uma resposta, uma certeza, por meio da graça de Deus. Repentinamente, devemos ter um olhar profundo e reflexivo sobre nós mesmos, para depois percebermos a nossa dependência ao Absoluto, daí levar-nos em conta a superioridade de alguém que nos conduz à vida recolhida e interiorizada do bem Absoluto pela contemplação. Por isso, o estado de espírito preparado, sob vigilância, sob recolhimento, com humildade e com pequenez, sob dependência ao Criador são pressupostos para chegar ao conhecimento de Deus. Não devemos ser indiferentes, sem nenhum compromisso de identidade, ao menos, com este Absoluto.
“Se eu sou relativo e Deus Absoluto, então, depende de Deus se eu tenho direito ou não de conhecê-Lo”. É, na verdade, um chamado em que devemos nos fitar bem para não “O enganarmos” e não “nos enganarmos”. A nossa razão só chega a um fim natural, a um fim limitado, a um fim casual, ao passo, a graça nos favorece a sua Providência, a sua infinitude, de Deus, a sua superioridade.
Voltemos à pergunta: Como é que a gente pode conhecer a Deus somente pela razão?
Podemos chegar, até certo ponto, ao conhecimento de Deus, por meio das causas das criaturas. Ninguém dá o que não tem. E o que Deus possui tem de nós e tem nós ou nos contem é inimaginável. É algo de infinito e cheio de maravilha. Deus é justo, é santo, é belo, completamente perfeito. Nenhum filósofo deixou de lado o tema, em questão, sobre Deus. D’Ele, o que fica são as objeções e não as respostas. Tomás de Aquino, filósofo medieval, na “Suma Contra os Gentios”, começa sempre inquirindo e concordando com elas, as objeções, depois responde a todas elas, e finalmente conclui. “Deus realmente existe, sem nenhuma dúvida, Ele existe”.
Até onde a gente pode aplicar a Deus os nossos conceitos, a nossa razão? Ele, de quando em vez, nos dá essa permissão e nos revela coisas extraordinárias e fantásticas.
Portanto, é válido buscar justificar, por vias racionais, a nossa fé.
“Deus não é nada do que dizemos tudo que Ele é, mas Ele é muito mais do que isso”(Tomás de Aquino).
“Deus mora como numa espécie de terras impenetráveis”(Pedro Lombardo).
“Quanto mais a gente progride no conhecimento de Deus, mais se toma consciência de sua distância”(Comentário a Boécio).
“E isto é o máximo do que nós conhecemos na terra: unir-se a Deus como um desconhecido”(Tomás de Aquino).
“Deus é aquele de quem nada teríamos chegado a saber, se Ele não tivesse comunicado...”(Ibidem).
“Sobre Deus, não podemos saber o que Ele é, mas o que Ele não é”(Ibidem).
“O menor conhecimento que se pode ter sobre Deus, é o maior conhecimento que se pode ter sobre as criaturas, os homens”(Ibidem).

Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e Filósofo.
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Esta frase, escrita acima, mais representa a expressão que indica as duas fases do drama vivenciado por nós, funcionários públicos de Florânia/RN., afastados injustamente de nossos cargos, do que um mero trocadilho de palavras com o “faça-se a luz, e a luz foi feita” do livro bíblico do Gênesis. Representa uma importância daquilo que não era e, portanto, não existia, mas que passou a ser e agora existe, de fato e de direito, a justiça. A justiça parecia escapar de nós aqui na cidade das Flores até que, com o despacho de liminar dado nesta quarta-feira(04/03), a M. D. Juíza de Direito da Comarca de Florânia, Dra. Maria Nádja Bezerra Cavalcanti determina ao Sr. Prefeito que imediatamente nos reintegre aos nossos devidos cargos. Um fato para se comemorar de verdade... Para se celebrar, pois a justiça nos honrou a todos.
Todo esse drama vem ocorrendo desde que fomos contrariados em nossas nomeações, efetivadas há algum tempo dentro da Lei, quando fomos “suspensos” sem justa causa por meio de “Portarias” descabidas, sem fundamentos, quando o Sr. Prefeito instituiu uma Comissão de Processo Disciplinar de maneira irregular, quando estávamos impedidos de ocupar, por necessidade, os cargos destinados a nós por aprovação legal em concurso público em que já trabalhávamos com muita presteza e dignidade.
Daí, para justificarmos nossa permanência no cargo que ora ocupávamos; Considerávamos a existência de vaga no edital e bem como o seu cadastro de reservas, como prega a Lei Complementar 001/2006 de 27 de dezembro de 2006, nos seus art. 1º, 2º, 3º e 4º ; Considerávamos a fundamentação de Lei no art. 37, inciso II da Constituição Federal ; Considerávamos o edital do Concurso Público 001/2006, do 6. Provimento do Cargo: 6.1; 6.9 e 7. das Disposições finais: 7.3, 7.5 e 7.9 ; Considerávamos a Lei 9.504 de 30 de setembro de 1997, Artigo 73, inciso V, alínea c; dentre tantas outras considerações que nos poupamos aqui em descrever.
Desse modo, pedíamos a devida retratação da violação da Lei a nós cometida, a título de “Portarias”, que contrariava absurda e levianamente nossos princípios salvaguardados ou garantidos pela Constituição Federal. Fomos submetidos a um Concurso Público, promovido pela Prefeitura deste município, a fim de assumirmos um trabalho por meios legítimos que fossem trazer benefícios a nós e a nossas famílias. Não podíamos nos privar disso, pois estava em jogo um direito constitucional de isonomia e um direito humano de sobrevivência. Há pouco mais de 20 anos de promulgada a “Carta Magna” brasileira, a Constituição de 1988, e há pouco mais de 60 anos da “Declaração dos direitos do Homem” nos EUA, seria inadmissível que se passasse ainda hoje por constrangimentos pelos quais estávamos passando, depois de nomeados para um cargo e já assumindo legalmente as funções deste cargo como constava em livro de ponto, pessoas idôneas fossem “suspensas” de modo arbitrário sem nenhum precedente administrativo, ferindo abusivamente a honra, a fama e a dignidade de todos nós.
No entanto, percebemos que a Senhora Justiça de olhos vendados, simplesmente abriu os olhos e nos mostrou que aqui em Florânia se faz justiça, se cumpre justiça, ela dá a cada um o que é seu de direito, uma vez que somos cidadãos como qualquer outro, temos nossas responsabilidades como qualquer outro, direitos, sonhos e deveres.
Ao reassumirmos nossos empregos, ficamos felizes e mais tranqüilos em saber que no final do mês teremos como fazer a nossa feira, cumprir nossos compromissos, pagar nossas dívidas, enfim, sustentar nossas famílias, pois, muitos de nós, somos casados e a maioria de nossas esposas está desempregada. Tem sido tudo muito difícil, até porque nossa Cidade tem uma renda oriunda do funcionalismo do Estado, do Município e um pouco da Agricultura, onde as opções são realmente mínimas para uma oportunidade de trabalho.
Olhe para sua família e pense... Se fosse você, como se sentiria se alguém lhe tirasse o chão! Todo mundo precisa de emprego, comer do suor do seu próprio rosto, pagar contas, assumir uma prestação, ter uma renda melhor... Lembre-se que o Sr. não é Prefeito apenas de quem votou no Sr. e o escolheu. O Sr. Prefeito assumiu um compromisso de governar a cidade, e nós fazemos parte dela. Não pense e não aja como um político rancoroso, cheio de ressentimentos, que não recebeu o nosso voto, aja como um Prefeito que tem sabedoria para governar uma cidade de mais de 9(nove) mil habitantes.
Precisamos deste trabalho sim! Pois o trabalho dignifica o homem em toda sua complexidade, nos dá segurança, estabilidade e auto-estima. Queremos ter como chegar a uma loja e mostrar o nosso contracheque, poder fazer um cadastro e assumir uma prestação, pois somos pobres e só podemos comprar desta maneira. Pense nisso.
Portanto, isso era o que estávamos vivenciando, infelizmente. Mas agora, tudo tende a mudar, pois passamos de injustiçados a honrados pela justiça, de derrotados a vitoriosos, de humilhados a exaltados, de quase desempregados a empregados porque a M.D. Juíza desta Comarca determinou a imediata sustação dos efeitos das Portarias que suspendiam nossas funções, determinando como conseqüência o imediato retorno às nossas funções, sem prejuízo dos vencimentos integrais em contraprestação à atividade desempenhada, voltando-se ao “status quo ante”.


Funcionários Públicos Municipais de Florânia, reintegrados aos seus cargos.




Como é maravilhoso servir a um Deus vivo, verdadeiro e fiel que sempre nos ergue pelas mãos quando caímos, que destrói obstáculos para que possamos caminhar para realizar os nossos sonhos. Um Deus que cura e liberta. Faz o fraco ficar forte. Um Deus que faz da dor um sorriso, de uma derrota um recomeço. Um Deus fiel, apenas um Deus fiel pode tudo isso. Amém. Que o Senhor Deus continue nos abençoando.




Jackis e Silmara, com a bênção de Deus.



A Mesa diretora da Câmara dos vereadores de nosso Município fez uma reunião com a Direção da Rádio Comunitária Pe. Ibiapina FM 87.9 e decidiu tornar pública, mais pública ainda a atuação de seus edis(vereadores) pela transmissão, ao vivo, dos trabalhos da Casa Legislativa de Florânia, RN.
Sabemos que não faltaram esforços para levar ao ar as sessões da Câmara pela Rádio, o passado, a história é testemunha. Quantas investidas! Quantas tentativas! Quantos insucessos! Mas, desta vez, parece que a ideia efetivou-se e fora bem sucedida. Sobram elogios, aplausos pela admirável iniciativa, reconhecida nos quatro cantos da cidade das flores.
A sessão de terça-feira, 03 de março, obteve uma enorme audiência, uma estimada repercussão, tanto é que, por onde se passava, ouvia-se a participação dos nossos vereadores pela emissão do som dos rádios ligados em boa parte da cidade, sem contar a zona rural, cuja audiência já se tem conhecimento; uns vereadores apresentaram seus requerimentos, como também manifestaram suas opiniões a favor do povo; outros nem tanto, porém todos, de agora em diante, tendem, ao menos por esforço, desenvolver ainda mais o seu papel de representantes do povo, uma vez que suas atividades, queiram ou não, estão tão transparentes que, por causa da transmissão da Rádio Comunitária, até aqueles vereadores que não intervém nas discussões ou não dão seu parecer nas matérias do dia ou não participam são vistos, e olhem, muito bem vistos, observados.
Por isso, caros vereadores, não se enganem pensando que a transmissão democrática, via rádio, das sessões da “nossa” casa legislativa vem a ser, simplesmente, um recurso tático, político-eleitoreiro para seus nomes e suas pretensões pessoais em evidência. Também não se iludam com o pretexto de driblar com joguetes de palavras, discursos evasivos ou vozes recheadas de ar aqueles que vos ouvem, agora mais do que nunca, fiscalizam vossas ações. Lembrem-se dos que estão recebendo Vossas falas, pois parte dos vereadores ainda trai a si mesmo e a população em nome da ignorância, da falta de conhecimento em alguns assuntos com afirmações absurdas e descuidadas, tais como: “A Câmara não tem a função de fiscalizar nada”; “Quem fiscaliza é o judiciário”; “A vaquejada não tem nada a ver com o Município”. Ora, a vaquejada, além de ser festa folclórica, típica da região do Nordeste, é um patrimônio cultural do povo de Florânia porque já se realiza aqui há mais de 20 anos e que o Município sempre dá o seu apoio em todos os sentidos, além do que aquece a renda dos populares e comerciantes, e outra, quem tem que fiscalizar o dinheiro público, o orçamento, é o povo representado por Vossas Excelências na Câmara, junto ao Executivo. Todavia, mais cuidado com o que dizem, não subestimem nossas inteligências de ouvintes, respeito, honestidade, seriedade, responsabilidade e caráter são um conjunto de qualidades que fazem do político uma pessoa virtuosa. A ética também tem ouvidos, não se esqueçam. Precisamos ouvir verdades e destruir cinismos morais, como diria Montaigne, filósofo francês, em seus Ensaios, “mais vale virtude sem poder do que poder sem virtude, Sócrates na prisão vale mais do que Alexandre no seu trono”(Ensaios, III, 2, 809).
Nossos ouvidos não são latrinas para ouvir exaustivas mentiras, nem muito menos, erros desmedidos de pura falta de conhecimento e de informação, haja vista estarmos em pleno século do conhecimento. Não se deixem furtar por isso.
Queiram imprimir a ideia de que a transmissão veiculada pela Rádio FM Pe. Ibiapina das sessões da Câmara seja único e exclusivamente de interesse a informar, tornar patente o que, de fato, acontece no correr das reuniões de Vossas Excelências. É simplesmente por isso que, da criança ao idoso, do estudante ao analfabeto, do excluído ao incluído, do trabalhador ao desempregado, as famílias e todo o povo de Florânia, certamente, contentam-se, alegram-se e vibram por mais uma emblemática, não menos louvável atitude política, democrática e participativa dos que honram, cada um a seu modo, o poder da Câmara Legislativa deste Município.


Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e Filósofo.
www.umasreflexoes.blogspot.com e www.chegadootempo.blogspot.com


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