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(Arte: Diego Rivera)
Eis um bem necessário: Trabalhar. Não quando se está para entrar
em férias, mas quando se está prestes a sair delas. As férias
estão às portas, e está aí uma boa hora para se pensar um
pouquinho no sentido que damos ao trabalho. Talvez vejamos melhor o
trabalho longe dele ou fora dele. Muitos diriam até que é um mal
necessário, no entanto, trabalhar acaba sendo um bem necessário,
antes de tudo, porque é um valor insubstituível para a saúde de
qualquer cidadão, bem como para a sua sustentabilidade.
É óbvio que, como qualquer outra coisa na vida, o trabalho também
é uma falta quando da sua ausência circunstancial. Só se valoriza
o estudo quando se deixa de estudar. Só se valoriza o amor quando se
passa pelo deserto do desamor. Só se percebe a pessoa do lado até o
momento em que ela passa a não estar lá. Assim também é com o
trabalho. Sua falta é sentida a partir do momento que deixamos, por
alguma razão, de trabalhar. Com as férias, ausência de trabalho,
vem a monotonia, o tédio, o sedentarismo e todo tipo de males. Por
isso, o trabalho acaba sendo uma das boas saídas para uma vida
feliz, sobretudo quando o trabalho é a extensão da família que
enriquece o convívio social.
As férias não devem ser encaradas como um tempo de morbidez sem
fim, uma vez que são um período apenas de descanso e de
recomposição das energias gastas num intenso tempo de trabalho.
Sendo assim, nada mal que tenhamos um bom tempo livre para fazer
muito do que se gosta, como por exemplo; terminar aquela leitura que
ficou inacabada; caminhar com mais frequência para exercitar o corpo
e manter o equilíbrio emocional; cuidar um pouco mais de si;
dialogar com quem não se via há bastante tempo; visitar os amigos;
viajar e respirar novos ambientes... Enfim, volta e meia precisamos
tirar umas férias, até porque ninguém é de ferro. Sair das
rotinas e se desgarrar dos enfados do trabalho maçante e
burocrático, de atividades repetitivas por isso estressantes, nos
fazem muito bem.
Não há dúvidas de que a nossa natureza humana reclama descanso,
paz e um pouco mais de humor, porém há que se ressaltar, nisso
tudo, um certo limite de empolgação para com as férias, até
porque quanto mais nos acostumamos com elas e com o lazer, mais e
mais nos percebemos que somos homens do trabalho, seres que não
vivem mais sem trabalho. Essa é uma consequência dos famosos tempos
modernos trazidos pela revolução industrial, êxodo rural e inchaço
das grandes cidades. Trabalhamos visando à riqueza, ao lucro e ao
acúmulo de bens, ao capital. Isso nos levou a não trabalharmos
mais, mas a capitalizarmos, perdemos o sentido do trabalho que vinha
acompanhado do pensamento e do prazer. Todavia, não só pelo motivo
econômico de sobrevivência e subsistência, mas também pela
ocupação terapêutica, pela “salvação” mesma que o trabalho
nos propõe é que ele é tão indispensável nos dias atuais.
Tira-nos da inércia e nos põe em atividade, em movimento.
É desse ponto de vista muito peculiar que o trabalho acaba sendo
uma opção de vida continuada até mesmo para quem se aposenta e não
quer, de jeito nenhum, cair na invalidez. Aposentar-se hoje aos 60 anos
não é mais uma verdade, tampouco um sonho de muitos. Aposentar
deixou de ser um ideal a perseguir.
Acostumados com uma pauta exaustiva, extenuante e até certo ponto
corriqueira do trabalho não nos habituamos mais a um ritmo de vida
estático e cômodo comparado ao das férias. Talvez isso se deva ao
frenético ritmo de atividades que uma mesma pessoa pode desenvolver
hoje no mundo do trabalho. Desempenhamos as mais variadas atividades,
desde aquelas ligadas ao lar até às inúmeras outras ligadas ao
comércio, à indústria, ao estudo e etc. É bem verdade que nos
adaptamos a tudo, até mesmo ao mais duro dos muitos trabalhos, como
é o caso do trabalhador rural e do trabalhador de construção
civil; trabalhadores nos canaviais e pedreiros por exemplo. Estes, de
sol a sol, o dia inteirinho, não largam seus instrumentos de
trabalho porque precisam produzir ou render intensamente no labor que
desempenham.
Não importa o trabalho ou as suas diferentes formas, todos eles são
necessários para o desenvolvimento humano e cultural de um povo. O
que é indispensável fazer, além de fabricar e criar com as mãos e
outros membros do corpo, é arte com o trabalho. Trabalhar com arte é
permitir-se ao novo, ao desconhecido, ao inusitado. Trabalhar é
transcender à sua ordem do dia. Trabalhar é agradecer em meio ao
deserto, fruto da irritabilidade, do cansaço e da falta de vocação
para tal. Trabalhar é também comer o pão do suor de seu rosto.
Trabalhar, tal como se ouve música ou como se faz teatro, encenando,
representando, deixa de ser uma tragédia, um incômodo e passa a ser
arte, algo muito agradável.
Para terminar, não se deslumbre muito com as férias, pois assim
como se cansa do trabalho, cansa-se também das férias!
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva.
Bacharel em Teologia, Licenciado em Filosofia e Especialista em
Metafísica.
A
Igreja Assembléia de Deus de Florânia realizará neste próximo domingo
dia 19, de Novembro a partir das 19:00 Horas, no Templo Sede da
Assembleia de Deus, o Grande Culto de Mocidade.
A
noite será um momento de encontro de jovens para louvar e adorar o
senhor Jesus. O Grande Culto contará com a presença do Cantor Jurandir
Barreto da Cidade de Natal. Você é o nosso convidado especial para
participar deste grande trabalho de adoração ao Senhor Jesus.
Tudo
confirmado para o especial de fim de ano que a Rede Globo vai promover
focado no público evangélico: o Festival Promessas. Pouco a pouco, a
emissora vai percebendo o potencial do segmento chamado gospel,
principalmente na música, tendo já investido em famosos talentos como
Davi Sacer, Diante do Trono e Ludmila Ferber com gravação de seus CDs.
Agora chega a vez de realizar um programa específico para esse público. Talvez, não apenas valendo-se da possibilidade de grande audiência, mas também por tentar recuperar a credibilidade da emissora diante de muitos evangélicos que têm rejeitado conteúdo, nível e propostas de muitas programações da Globo.
Serginho Groisman será o apresentador do Festival Promessas e a direção de núcleo ficará por conta de Luiz Gleiser. O show de música está marcado para o dia 10 de dezembro, na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, e deve ir ao ar no dia 18 (domingo), abrindo a programação especial de fim de ano. Nove artistas e grupos importantes da música gospel nacional se apresentarão. Isso é que é força gospel.
http://www.verdadegospel.com/serginho-groisman-vai-apresentar-especial-gospel-da-globo/
Agora chega a vez de realizar um programa específico para esse público. Talvez, não apenas valendo-se da possibilidade de grande audiência, mas também por tentar recuperar a credibilidade da emissora diante de muitos evangélicos que têm rejeitado conteúdo, nível e propostas de muitas programações da Globo.
Serginho Groisman será o apresentador do Festival Promessas e a direção de núcleo ficará por conta de Luiz Gleiser. O show de música está marcado para o dia 10 de dezembro, na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, e deve ir ao ar no dia 18 (domingo), abrindo a programação especial de fim de ano. Nove artistas e grupos importantes da música gospel nacional se apresentarão. Isso é que é força gospel.
http://www.verdadegospel.com/serginho-groisman-vai-apresentar-especial-gospel-da-globo/
As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas no alto da Favela da Rocinha, na zona sul, por volta das 13h deste domingo. O ato marcou o controle territorial da comunidade pelas forças policiais que integram a Operação Choque de Paz.
Muitos moradores acompanharam da rua e das janelas a movimentação em frente à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), no local conhecido como Curva do S, e chegaram a aplaudir o hasteamento.
A Operação Choque de Paz, de ocupação das comunidades da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, contou com a participação de três mil homens, incluindo efetivos da Polícia Militar, da Polícia Civil, agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, além de fuzileiros navais.
Até agora foram apreendidos drogas, dinheiro, munição e armas. Os policiais também encontraram um esconderijo onde todo material era estrategicamente enterrado sob a terra.
Durante a operação de domingo (13), apenas uma pessoa teve a prisão confirmada: Igor Tomaz da Silva, de 29 anos. De acordo com o delegado Rafael Menezes, do Departamento Geral de Polícia da Capital, ele foi detido, no início da manhã, no hospital de campanha montado pelo Corpo de Bombeiros na quadra da escola de samba da comunidade.
A ação foi realizada sem que um tiro fosse disparado e, a partir de então, os moradores relatam sua alegria em poder circular livremente pela comunidade sem medo das pressões em forma de toque de recolher e ameaças feitas pelos ex-traficantes do local.
http://www.verdadegospel.com/
É uma vergonha! Onde está a nossa conivência e consciência para com a justiça em nosso país? É por isso que os políticos corruptos deitam e rolam em "berço esplêndido".
![]() Os eventos presenciais do quadro Brasil sem Cigarro serão em 10 Estados, sendo 2 Estados por final de semana (um no sábado e outro no domingo), para veiculação durante a série no programa Fantástico. É importantíssimo que, mesmo as cidades que não foram contempladas com os eventos presenciais, e, principalmente as listadas (onde ocorrerão os eventos) estejam preparadas para um possível aumento de demanda para as unidades de tratamento do fumante. Listagem das cidades e datas. Acreditamos que esta listagem seja a final, porém quaisquer alterações de datas e locais serão informados. 12/11 – Porto Alegre 13/11 – Rio de Janeiro 19/11 –Fortaleza 20/11 –Brasília 26/11- Manaus 27/11 – Goiânia 03/12- Belém 04/12-Belo Horizonte 10/12- Recife 11/12- São Paulo Acesse: http://fantastico.globo.com/platb/brasil-sem-cigarro. Enquanto a série Brasil Sem cigarro não começa, o Doutor Drauzio Varella sugere duas providências imediatas para quem quer parar de fumar. Ele explica que largar o cigarro é uma prova de resistência e força de vontade e que apesar de não ser fácil, muita gente já conseguiu. Drauzio alerta que é preciso se preparar para largar o vício. "Corte pela metade o número de cigarros que você fuma. Cortar pela metade é completamente possível. Você pode fazer isso sem sofrer", incentiva o doutor. A segunda dica é cortar o cigarro da manhã, logo depois do café: "Só acenda o primeiro cigarro duas horas depois do café. Dá pra aguentar, passa depressa". NOTA: Se você conhece alguma pessoa que deseja parar de fumar e tem essa dificuldade indique esta série que começará dia 6 de novembro no programa Fantástico - Rede Globo. Lembre-se, a série será abordado por um especialista, um médico conceituado e que já passou por este vício durante 19 anos e conseguiu largar. | |||||

A
cantora Aline Barros ganhou a 12ª edição do Grammy Latino 2011, que
aconteceu na noite desta quinta-feira no Mandaley Bay, em Las Vegas.
A
artista foi a única representante evangélica participante no evento, e
apesar de não ter comparecido por ter dado à luz recentemente a Maria
Catherine, seu marido, o ex-jogador Gilmar a representou e Aline foi a
vencedora na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua
Portuguesa com o CD “Extraordinário Amor de Deus”. Ela já havia
conquistado três Grammys com os títulos de CDs “Fruto de Amor”,
“Caminhos de Milagres” e “Aline Barros & Cia 2″.
Em
seu twitter, Aline manifestou sua alegria dizendo: “Gente!!! O Grammy é
nosso, glória Deus! Td mundo celebrando…ganhammmooooooooosssss o
Grammy!”
Outros grupos e cantores
também concorreram com ela, entre eles estavam as canções “Em
Santidade”, do Ministério Adoração e Vida”; “Horizonte Vivo Distante”,
de Rosa de Saron; “Uma História em Canções”, com vários artistas,
“Quando Deus se Calou”, do Padre Zezinho.
A gravadora de Aline Barros, a MK Music, já postou no You Tube um vídeo com a entrega do prêmio.
Às vezes me
pego a pensar livremente, de um modo estranhamente natural e instintivo, sobre
o dado da mentira. A mentira tem várias faces. Tal qual moeda, certamente, tem
uma cara e uma coroa. Na política então... Há mais cara do que coroa.
Quando ela
mostra sua cara é terrível, pois vem quase sempre carregada ou a serviço de
quem amamos. É bem por isso que a Bíblia trata a mentira, lá em Jo. 8. 44, de
filha do diabo. Se Satanás, na inspiração bíblica, é o pai da mentira é porque
algo de muito nefasto, mal e perverso tem a ver com a mentira. A mentira
atrapalha vidas de casais, possivelmente quando uma das partes se utiliza dela
para esconder uma traição ou uma verdade que implica dor e sofrimento a ambos.
A mentira separa velhos amigos e é a causa de conflitos entre pais e filhos. A
mentira joga com o engano para nos oferecer o reino das ilusões imediatas. Uma
mentira está sempre puxando outra e alimentando a desconfiança de muita gente.
Ninguém confia no mentiroso!
Sinto muito
aqui ser tão pragmático, mas é o que ocorre quando achamos que podemos enganar
as pessoas a vida toda com nossas mentiras. O mentiroso está sempre na linha da
falsidade, uma vez que se esconde num “mundinho” só seu. Quase sempre o
mentiroso é egoísta e não tolera a verdade. É capaz até de falar a verdade para
os outros, mas não suporta a sua verdade. É óbvio que a mentira em si não
existe, só passa a existir quando a praticamos, é por isso que as ações
incoerentes nos denunciam assustadoramente. Da mesma forma que a honestidade
enquanto tal não existe, mas a partir do momento em que tomamos ações honestas,
justas e bondosas, aí sim somos honestos, uma vez que praticamos a honestidade.
Assim, é preciso praticar a mentira para ser, de fato, mentiroso. Negando a
mentira, não significa dizer que sejamos verdadeiros, mas negando a prática da
mentira, não a praticando, é que, sem dúvida, somos verdadeiros. Essa é a cara
da mentira.
Mentir
tornou-se uma constante no mundo da política, haja vista a pauta de planos e de
estratégias que os políticos, na sua imensa maioria, têm de cumprir.
Estratégias estas, claro, tendo em vista as eleições, os votos, e nada mais.
Para conquistá-los, a mentira entra em jogo voluntariamente fazendo qualquer
negócio. Ao contrário de muitos de nós que mentem involuntariamente, – até
pensando em amenizar a dose da verdade para os outros, e talvez esteja aqui a
outra face da moeda, a coroa – o político mente caprichosa e ardilosamente, uma
vez que vive mais dela do que ela dele. Explico. O político se serve mais da
mentira para atingir seus objetivos, do que a maior parte das pessoas, que são
pegas de surpresa por ela, são usadas por ela, quando não gostariam.
Todavia, não
sem razão, disse Platão sobre a mentira no diálogo Hípias Menor, algo
assim: “Os mentirosos são capazes, e inteligentes, e conhecedores, e sábios
naquilo em que mentem...”(PLATÃO. Sobre a inspiração e Sobre a mentira. Porto
Alegre, RS: L&PM, 2008, p. 64). É óbvio que o mentiroso ignorante
também se engana e acaba falando a verdade. Portanto, é próprio do homem mentir
e falar a verdade, quer voluntária ou involuntariamente. Nesse diálogo que ora
cito, vem considerada a possibilidade humana de agir com consciência de modo
vergonhoso ou não, aí entra a mentira, pois quem mente é versátil e multiforme.
Aqui está, sem dúvida, a coroa da mentira, na sua linguagem em parecer-se
criativamente com a verdade. O modo de falar a mentira como se fosse verdade,
com persuasão, é uma de suas curiosas artimanhas. O sofista era muito
habilidoso nesse aspecto. Daí, a mentira ser tão importante para a política.
À deriva de um
olhar bíblico-cristão, a mentira vem relativizada, sobretudo, na esfera
política, na esfera filosófica até certo ponto, como também no campo da
linguagem, da arte e da ética numa visão “extramoral”. Nietzsche foi um exemplo
claro de tratar a mentira num sentido artístico, poético e filosófico além dos
padrões culturais em que vivia e no qual se sentia aprisionado, talvez por isso
seu espírito livre esteja tão presente em sua obra. “Ora, o homem esquece
sem dúvida que é assim que se passa com ele: mente, pois, da maneira designada,
inconscientemente e segundo hábitos seculares e justamente por essa
inconsciência, justamente por esse esquecimento, chega ao sentimento da
verdade(...) O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de metáforas,
metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram
enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo
uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são
ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tornaram gastas e
sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em
consideração como metal, não mais como moedas”(NIETZSCHE, F. Col. Os
Pensadores. São Paulo: Ed. Abril. 1999. p. 46-49).
Joguemos, pois,
a moeda para cima e esperemos cair. Se for cara, bastante cuidado com a
mentira, ela poderá arruinar sua honra e sua fama. Se for coroa, prudência, a
mentira poderá ser um sinal de que não é hora de falar a verdade, porém mais
cedo ou mais tarde, a verdade aparecerá com toda a sua força e mais viva do que
nunca. De qualquer modo, tenhamos muito cuidado com a moeda da mentira por mais
sedutora que ela seja!
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Especialista em
Metafísica
(ilustração: a família
de Tarsila do Amaral)
Talvez alguém dissesse: “Que dilema desgraçado”. Não é
desgraçado porque não é sem graça. É um dilema até certo ponto,
pois depende muito da valoração de cada um. Para quem a verdade vem
primeiro, o amor será sempre um pouco sem graça. Aos que enxergam o
amor mais na frente, a verdade é que se torna sem graça. Ora, que
seria do amor se não tivesse graça? O que pensar da verdade sem um
pouco de amor? E o que dizer, então, do amor sem verdade?
Essa relação entre verdade e amor nas situações conflitantes do
dia a dia não é de fácil compreensão, tampouco de fácil
realização. Quase sempre ficamos em maus lençóis. Como falar a
verdade sem desgraçar alguém? Como promover a verdade sem causar
ódio ou dano às pessoas? E o que fazer quando amamos demais, ao
ponto de nos abestalharmos? O amor nos deixa tolos, abobados e
bestas?
Tomemos muito cuidado com o que estamos fazendo conosco e aos filhos
no tocante à educação. Os filhos precisam respeitar e vislumbrar
nos pais um modelo de comportamento ético. Pais infiéis geram
filhos infiéis. Pais mentirosos geram filhos mentirosos. Pais
ignorantes geram filhos ignorantes e assim por diante. Numa época em
que as famílias de modelo patriarcal estão em demolição pela
ausência da figura do pai, no sentido de sua omissão e de sua
liderança, as famílias acabam se maternalizando por demais, uma vez
que a liderança e a disciplina, tão próprias aos pais para formar
os filhos em geral, ficam restritas aos zelo das mães, que não
poupam esforços e sacrifícios para fazer as vezes do próprio pai
dentro da família. Porém, mesmo que a família nuclear esteja bem
composta, o que está se tornando cada vez mais raro, pois
encontramos, com mais frequência, as famílias fragmentadas, ainda
assim não se percebe uma preocupação explícita dos pais em
disciplinar os filhos; combinar horário; afastar a mentira; falar
com autoridade; cumprir regras; fidelidade no matrimônio;
compromisso com Deus...
Atitudes como estas, cada vez menos presentes no convívio familiar,
demonstram que acima do amor deve vir o compromisso com a verdade,
que está na linha da lei e da formação da personalidade. Imagine a
primeira reação de um filho ao flagrar os pais na mentira.
Todos nós devemos aprender mais com a verdade, e não fugir dela.
Engraçado, não suportamos a verdade. No mais das vezes, preferimos
o amor à verdade. Queremos muito mais massagear o nosso ego com
carinhos e afagos, ouvindo o que se gosta, afirmando o que se pensa,
do que ouvir a verdade; que precisamos corrigir isso ou aquilo, pedir
desculpas quando ofender alguém, assumir as consequências pelos
malfeitos. Não podemos mais deixar pra lá, esquecer e fazer de
conta que nada aconteceu. Errou, tem que aguentar as consequências,
a fim de se evitar não repetir os erros.
Em decorrência disso, estamos produzindo pessoas menos resistentes
às adversidades da vida, ao sofrimento, à dor. O erro está
justamente na formação. Não devemos somente passar a mão na
cabeça dos filhos toda vez que eles errarem e chorarem, mas
precisamos mostrar-lhes, pelo diálogo e pela conduta, que é
possível aprender com os erros, e que o sofrimento é uma ótima
escola.
O fato é simples: Poucos de nós suportam a verdade. Entre o amor e
a verdade é preciso considerar algo. Nem um dos dois é suficiente e
absoluto para viver bem. Só o amor nos deixa tontos, meio que
vulneráveis diante das atrocidades da natureza humana. Só a verdade
pode gerar homens totalitários e absolutos, incapazes de recuar, de
relevar, de se soltar um pouco, de se despreder das convicções e
assumir que precisa mudar.
Verdade demais pode afastar os amigos da gente, uma vez que ninguém
é perfeito. Amor demais pode nos arrastar para a bobagem, na medida
em que se perde a admiração e o brilho. Em geral, é muito perigoso
quando escolhemos uma em detrimento da outra. O mais razoável seria
escolhermos uma e outra em nossas ações, e não uma à outra.
Verdade e amor não se excluem, mas se completam admiravelmente.
Depois desse devaneio sobre a verdade e o amor, você ainda concorda
com a tão honrosa expressão atribuída a Aristóteles: “Amicus
Plato, sed magis amica veritas” - “Amigo de Platão, mas mais
amigo da verdade”?
Prof. Jackislandy Meira de M. Silva
Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Especialista em
Metafísica
Uma escolha democrática, participativa, por isso, livre, deverá atender às exigências atuais da Escola Estadual Cel. Silvino Bezerra da Cidade de Florânia que conta com uma Chapa composta por duas Professoras, conhecedoras da realidade desta comunidade escolar, Daguia Nobre(Diretora) e Mariquinha(Vice), que pretendem desenvolver uma gestão à altura das principais demandas desta Escola, a saber: Laboratório de informática, Sala de recursos multifuncional, Uma ampla diversidade de Profissionais da Educação, Brinquedoteca, Multimídia... E muitas outras demandas que precisarão de uma gestão competente, atuante, responsável e, sobretudo, ética. Com esse perfil de gestão, votem na CHAPA 2
Em
comemoração a semana do evangelico, a cidade de Florânia vivenciará no
dia 06 de Dezembro, no centro da cidade, às 18:00 horas, um dos maiores
eventos evangélico da história, o "Grande Louvor de Gratidão" do irmão
Hélio Araújo.
O evento que será realizado em Florânia será marcado com o lançamento do novo CD da cantora gospel Alice Maciel e Banda Pentecostal. O Grande louvor de Gratidão terá a participação especial dos irmãos Franklin Araújo, Camilla Braga e a Banda Nordestinos Adoradores.
Venha
participar com sua família do Grande Louvor de Gratidão levando um
quilo de alimento não perecível que será doado neste Natal para as
famílias carentes do nosso município.O evento que será realizado em Florânia será marcado com o lançamento do novo CD da cantora gospel Alice Maciel e Banda Pentecostal. O Grande louvor de Gratidão terá a participação especial dos irmãos Franklin Araújo, Camilla Braga e a Banda Nordestinos Adoradores.
Apoio Publicitário: Blog do Claudiano Silva
www.claudianosilva.com
Tão logo me casei e mal me dei conta de que havia em companhia da
minha esposa um cachorro mui amigo da família. Seu nome é
Black(preto). Minha esposa cuidava dele desde seu nascimento, desde
muito pequeno mesmo. Contava-me que, assim que nasceu, era a coisa
mais fofa do mundo, uma espécie de bolinha bem peludinha. A vontade
de qualquer pessoa que o via era só mesmo a de apalpar e cheirar.
Todos queriam abraçá-lo, apertá-lo e fazer carinho nele, inclusive
a família. O cachorro faz parte essencial da família. É um membro
que integra, e ao passar o tempo, faz uma falta danada à família.
Blackinho, como o chamamos, já está conosco há 70 anos no tempo
dele e há 10 anos na idade das contas da gente. É um animal
espertíssimo que, além de proteger a casa e a família, alegra e
contagia o ambiente em que estamos. Ele nos disciplina. Faz-nos
entender que não existe só o nosso mundo, mas também o mundo dele.
É impressionante, mas quando chega a hora de passear, seu relógio
biológico não falha. Começa a latir, a pular em cima de nós, a
cheirar, dando sinais de que está chamando para andar, pois está na
hora. Seu relógio é mais sensível às necessidades do que o nosso.
Queremos controlar tudo, até mesmo o nosso relógio biológico,
imagine o de um cachorro! É aí que entra o aprendizado. Deixamos
tudo e partimos para atender às necessidades do outro, no caso aqui,
o meu companheiro de todas as horas, o meu estimado blackinho.
Aprendemos a não ser tão egoístas.
É engraçado. Dizemos que somos um povo civilizado, educado,
avançado e extremamente inteligente, mas esquecemos ou anestesiamos
a consciência ética de que pertinho de nós tem vida animal
circulando, até porque os animais, quer sejam gatos, cachorros,
aves, etc, são indispensáveis para o equilíbrio ambiental. Se há
animais em nosso meio é um ótimo sinal, pois as esferas de vida
vegetativa, mineral e humana geralmente estão em boas condições de
qualidade de vida. O ecossistema precisa da existência desses seres,
que extinguimos, maltratamos e, muitas vezes ignoramos, para
preservar os recursos naturais à nossa sobrevivência.
É lamentável, mas não entendemos nossos animais! Pouco, muito
pouco sabemos a respeito dos animais, até que um dia passemos a
criar algum ou alguns e logo mudemos nossa maneira, muitas vezes, de
vê-los e aceitá-los em nosso convívio. Já perdi as contas dos
gatos de estimação que criei, tratei e cuidei, tendo que amargar a
dor de perdê-los por envenenamento, simplesmente porque pessoas não
gostam, não aceitam, melhor dizendo, não entendem seus
comportamentos. Animais morrem atropelados, são eliminados todos os
dias com tiros e exterminados. Vocês sabiam que nós somos os únicos
animais que matamos por maldade!?
Inúmeros fatos ocorrem frequentemente em nossas cidades, bairros e
ruas, de pessoas que maltratam sem piedade os animais. Animais
existem para ser protegidos, não sacrificados sem motivo algum, só
porque vivem soltos na rua. Ora, se são sadios, se não ameaçam a
vida de ninguém e são alimentados por moradores, qual a razão para
sacrificá-los? Talvez, isso ocorra por falta de punição à altura
do dano. As pessoas deveriam ser punidas por isso. Quantos de nós
conhecem a Declaração Universal dos Direitos dos Animais pela
UNESCO?
Quem chuta animais por bel-prazer ou joga pedras neles precisa rever
suas ações e princípios. Os animais são criaturas de Deus e têm
uma importância fundamental para o meio ambiente. Segundo a UNESCO,
todos os animais têm o mesmo direito à vida; Todos os animais têm
direito ao respeito e à proteção do homem; Nenhum animal dever ser
maltratado e por aí vai...
Olhem que curioso, no Japão existe um restaurante com uma enorme e
variada quantidade de gatos espalhados por todos os lados. Cada um de
dar gosto de ver e de acariciar. Muito bonitos e bem cuidados. A
maioria dos clientes que vai ao restaurante está interessada em se
divertir e entreter-se com os felinos. Os bichinhos são mimosos,
atenciosos e acalmam o pior dos clientes, que escolhem os gatos de
sua preferência e pagam pelo serviço. A ideia do restaurante, diz o
dono do negócio, é trazer bem-estar, tranquilidade e propor uma
terapia natural aos clientes por meio dos pichanos, enquanto se
servem dos deliciosos pratos da casa. Uma coisa é certa, tudo vem
incluído na conta.
Estaria certo Platão ao afirmar que o homem nada mais é do que “um
bípede sem penas”?!
Prof. Jackislandy Meira
de M. Silva
Bacharel em Teologia,
Licenciado em Filosofia e Especialista em Metafísica
Páginas na net:
Elegeu-se um dia no calendário anual para se pensar no Professor. Do
contrário, parece ser o dia em que menos se pensa nele, uma vez que
muitas questões em volta dele merecem bem mais importância para a
sociedade. É o salário o assunto mais cogitado de todos, quando
não, tudo o mais é relacionado, menos a condição exclusivamente
humana do Professor. A merenda que lhe fora negada; o tão alardeado
“Piso Salarial” de valorização profissional que nunca é pago
integralmente; as vantagens promocionais relativas ao cargo que não
são reconhecidas... Até mesmo as ideias político-educacionais são
mais relevantes do que propriamente a figura humana do Professor.
Certamente, se todos esses direitos não lhes fossem negados não
dariam atenção exagerada a eles. Talvez, sem esses problemas da
“Profissão” por perto, pudéssemos enxergar um professor mais
humano que sofre, que também é família, que também é gente, se
diverte, come, dorme, viaja, adoece e se alegra, ama, tolera, sente e
fica indignado. Sem dúvida, haveria um maior destaque à condição
humana mesma do Professor.
Que bom seria se todos os Professores vivessem mais como irmãos uns
dos outros, sem grandes revanchismos e desafetos; Que bom seria se os
Professores fossem mais amigos e criassem um ambiente de família na
escola. Que bom seria se os Professores cuidassem uns dos outros como
uma verdadeira necessidade de sobrevivência. Que bom seria se os
Professores aceitassem seus erros e percebessem, com isso,
crescimento e mudança. Que bom seria se os Professores fossem
verdadeiros leitores. Que bom seria se os Professores continuassem a
ser alunos. Que bom seria se.... Ah! Deixemos de baboseira e vamos ao
que interessa. Os professores precisam encarar uma realidade: A
CONCORRÊNCIA. Não é a internet, muito menos a praça, nem os
barzinhos abertos em hora de aula, tampouco os celulares, mas a vida.
Porque mais importante do que a Educação numa escola, é a vida.
Maior do que qualquer Escola é a escola da vida. O melhor mestre é
o mestre da vida. Mesmo assim, não sejamos pedantes nem suficientes,
achando que tudo, inclusive a vida independem dos professores e dos
espaços escolares! Menos. Hoje, sobretudo hoje, os Professores são
capazes de influenciar pessoas, sobretudo a vida.
Muitas vezes, o aluno não ouve os pais, não dá atenção à
família. O aluno, do mais ao menos rebelde, quando não quer ouvir
ou dialogar com a família, raramente busca o seu professor para uma
atenção a mais, para uma boa conversa. Porém, quando nada disso
funciona. Pai, mãe, irmãos, tios, tias, amigos, professores, enfim.
Quando nada o fizer ouvir, só lhe restará, afinal, a vida. As duras
quedas, o choque com a existência, a vida nua e crua, sem ou com as
máscaras, sem ou com as contradições em que ela está eivada, sem
ou com as hipocrisias. Assim, quando nada mais o reprovar, nem mesmo
a Escola, a vida estará lá, esperando para reprová-lo sem dó nem
piedade. Por isso, ainda é tempo de ouvir o professor.
Se o aluno e as pessoas de um modo geral souberem ouvir e aprender
com seu Professor, felizmente a vida sorrirá para elas sem ter que
reprová-las, tampouco a escola. O bom professor é aquele que ajuda
a por ordem à vida de seus alunos, formando não guias, mas
verdadeiros líderes. É lamentável perceber que grande parte das
pessoas não foi bem sucedida na vida porque não ouviu seus
professores. Nesse sentido, o professor é o nosso maior conselheiro.
Um pai. Um amigo. Um confidente. Um irmão. Jamais um fardo a ser
tolerado, mas um ser apaixonado pela vida que merece ser celebrado.
No entanto, o aluno saberá a quem deve ouvir. Ele consigo mesmo
saberá. Só ele saberá quem, de fato, o ensinará muito melhor do
que todas as desventuras da vida, o professor. Este, sim, lhe
mostrará uma verdade magnífica: A vida é uma aprendizagem. Sempre
precisamos aprender com ela, porém o Professor tem o dom maravilhoso
de se antecipar a ela e mostrar a seus alunos, em meio a pior das
concorrências, que é possível ser feliz. Sem dúvida, o Professor
tem a vocação de Deus para ser um Profeta, semelhantemente ao
último nascido de mulher, segundo as palavras de Jesus Cristo, João
Batista que clamava em pleno deserto a vinda salvadora do Messias, o
filho de Deus. Como este Profeta, o Professor tem a graça feliz de,
neste dia, anunciar para todos que só é possível redimir a
sociedade dos políticos corruptos pela educação. O professor é a
voz dos que tem fome e sede de justiça. É o professor quem acredita
que a educação transforma vidas, que a educação não perde vidas,
mas as encontra e as ensina como viver diferente,com sucesso e
dignamente.
As adversidades da vida – Quer sejam os concursos, quer sejam as
perdas, quer sejam as decepções ou até mesmo as doenças – não
poderão ser mais fortes do que as ideias que construímos e
reconstruimos, fazemos e refazemos, criamos e recriamos e, depois,
compartilhamos com nossos professores a partir dos livros didáticos
e das experiências adquiridas. Possivelmente, os professores nos
ensinam muito mais do que a vida, uma vez que nos ensinam com, por,
da e para a vida. Daí, os professores serem parte significativa e
indispensável de crescimento e prosperidade para uma sociedade que
se perde num mar profundo de consumo e ambição, o contraponto
necessário de discussão dos problemas que precisam ser revistos.
Só mesmo os Professores para nos ensinar a olhar diferente! Eles
nos ajudam a arrumar a cabeça, a escolher melhor, a sair das ciladas
da vida e a rever valores através da Educação. Eles, só eles
preservam e zelam pela ideia de que a Educação é a base da
sociedade.
Prof. Jackislandy Meira de M. Silva
Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Especialista em
Metafísica

Antes
mesmo de encerrar algumas linhas sob o aspecto da serenidade, é
importante ressaltar que desde Epicuro até Heidegger, o grande sábio é
aquele que atinge a serenidade, a paz.
No correr desses dias, de altos assuntos tecnológicos, principalmente pela morte recente de Steve Jobs, acionista majoritário da “apple”, um gênio da informática e idealista do “imac”, do “iphone” e do “ipad”, insurge-se em torno de nós uma preocupação extrema com as próximas novidades tecnológicas, uma vez que Steve era obcecado pelo novo, pelas mudanças. A pergunta que não quer calar vem à tona: O que virá agora? Muitos jovens, adolescentes e até adultos, bem como uma parte considerável da população mundial, certamente, está se perguntando agora. O que virá depois da morte de Steve Jobs? Mas, pergunto-me, o que tem a ver a serenidade com tudo isso? Ah! Veremos.
Com tantos achados tecnológicos e a incrível emancipação humana frente à ciência, será possível ainda que o mundo venha a se perguntar por novidades tecnológicas? É... Não estamos satisfeitos! Quanto mais entramos e nos infiltramos no interior das máquinas de ponta do mundo contemporâneo, mais e mais nos sentimos seduzidos por elas. Quem seduz quem? É a inversão(confusão) do sistema capitalista. Nos relacionamos muito mais com os nossos notbooks, iphones e ipads; do que com os nossos irmãos, pais e amigos. Isso produz, compulsivamente, sujeitos de desejos que se atraem por novas e cada vez mais novíssimas máquinas com designers diferentes. As pessoas não se contêm e correm avassaladoramente para as incríveis, não menos tentadoras, invenções tecnológicas.
Dessa forma, dificilmente conseguimos pensar. A esfera tecnológica, repleta de entretenimentos, nos faz suspender o pensamento, ou pelo menos, pensar de outro modo. Porém, se sentimos falta da reflexão, do pensamento, do verdadeiro pensar, é porque precisamos repensar a serenidade. Coisa parecida escreve Heidegger: “Há dois tipos de pensar, cada um dos quais é, por sua vez e a sua maneira, justificado e necessário: o pensar calculador (rechenende Denken) e a reflexão meditativa (besinnliche Nachdenken). É a esta última a que nos referimos quando dizemos que o homem de hoje foge ante o pensar”(Cf. M. Heidegger,Serenidade, trad. M.M. Andrade e O. Santos, Lisboa, Ed.Instituto Piaget, 1959, p.13-13).
Aí está o caminho da reflexão. Nessa direção se dá o anúncio dessa estranha tendência filosófica que supõe a Serenidade no dizer de Heidegger:“Podemos utilizar os objetos técnicos tal como eles têm de ser utilizados. Mas podemos, simultaneamente, deixar esses objetos descansar em si mesmos, como algo que não interessa àquilo que temos de mais íntimo e de mais próprio. Podemos dizer sim à utilização inevitável dos objetos técnicos e podemos ao mesmo tempo dizer não impedindo que nos absorvam e, desse modo, verguem, confundam e, por fim, esgotem a nossa natureza (...) Deixemos os objetos técnicos entrar em nosso mundo cotidiano e ao mesmo tempo deixemos-los repousar em si mesmos como coisas que não são algo de absoluto, mas que dependem elas próprias de algo superior”(idem, p. 22-23s).
Heidegger viveu numa época de deslumbramento da técnica, ao ponto de reivindicar uma melhor relação da ciência com a filosofia. Aliás, dificilmente se fazia filosofia sem ciência. Nietzsche, Heidegger e outros foram o grande contraponto desse momento. Mesmo assim, a ciência insistia em se impor. Os dias de Heidegger não eram tão diferentes dos nossos. O início do séc. XX provou ser o alvorecer dos encantos e desencantos da ciência: Criação e testes da bomba atômica, criação de armas químicas, guerras, fome no mundo, doenças... Um século que se mostrou contraditório e por demais desumano que viu morrer 6 milhões, senão mais, de judeus e outras inúmeras pessoas, submissas ao ódio de um tirano no poder. Tempos horríveis que despertaram no humano uma tremenda sede de paz, de serenidade. Fomos marcados, injustificavelmente, por duas grandes guerras mundiais com consequências terríveis de destruição em massa.
Os tempos são outros, mas com algumas semelhanças. Como se não bastasse, já somos herdeiros de uma ideologia norte-americana que tem ódio do terror do Oriente Médio. Vimos o assustador 11 de setembro de 2001. Não obstante, há um certo maravilhamento comparado à época de Heidegger, em que se vislumbram inovações tecnológicas capazes de nos deixar perplexos pelo conforto, pela praticidade, pela mobilidade e, mais que isso, pelo entretenimento oferecido aos usuários das inventividades de Steve Jobs. Este é o mundo de Bill Gates, Steve Jobs e de outros mais. Querendo ou não, este é o nosso mundo!
Todavia, não é deste mundo que vem a nossa paz, tal como afirma a Sagrada Escritura: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”(Jo 14.27). Somente com a experiência da serenidade é que podemos dizer sim ou não a este mundo, pois a serenidade ou o estado sereno diante da vida ou das coisas nos permite ascender a um outro estágio de mistério e contemplação que é a sabedoria segundo Heidegger. Na linha da natureza e da vida sem ascendê-las, Epicuro nos assegura que a serenidade é uma espécie de impertubabilidade da alma que culmina numa vida boa, não numa boa vida, chamando a isso também de vida sábia. Portanto, serenidade é sim sabedoria.
No correr desses dias, de altos assuntos tecnológicos, principalmente pela morte recente de Steve Jobs, acionista majoritário da “apple”, um gênio da informática e idealista do “imac”, do “iphone” e do “ipad”, insurge-se em torno de nós uma preocupação extrema com as próximas novidades tecnológicas, uma vez que Steve era obcecado pelo novo, pelas mudanças. A pergunta que não quer calar vem à tona: O que virá agora? Muitos jovens, adolescentes e até adultos, bem como uma parte considerável da população mundial, certamente, está se perguntando agora. O que virá depois da morte de Steve Jobs? Mas, pergunto-me, o que tem a ver a serenidade com tudo isso? Ah! Veremos.
Com tantos achados tecnológicos e a incrível emancipação humana frente à ciência, será possível ainda que o mundo venha a se perguntar por novidades tecnológicas? É... Não estamos satisfeitos! Quanto mais entramos e nos infiltramos no interior das máquinas de ponta do mundo contemporâneo, mais e mais nos sentimos seduzidos por elas. Quem seduz quem? É a inversão(confusão) do sistema capitalista. Nos relacionamos muito mais com os nossos notbooks, iphones e ipads; do que com os nossos irmãos, pais e amigos. Isso produz, compulsivamente, sujeitos de desejos que se atraem por novas e cada vez mais novíssimas máquinas com designers diferentes. As pessoas não se contêm e correm avassaladoramente para as incríveis, não menos tentadoras, invenções tecnológicas.
Dessa forma, dificilmente conseguimos pensar. A esfera tecnológica, repleta de entretenimentos, nos faz suspender o pensamento, ou pelo menos, pensar de outro modo. Porém, se sentimos falta da reflexão, do pensamento, do verdadeiro pensar, é porque precisamos repensar a serenidade. Coisa parecida escreve Heidegger: “Há dois tipos de pensar, cada um dos quais é, por sua vez e a sua maneira, justificado e necessário: o pensar calculador (rechenende Denken) e a reflexão meditativa (besinnliche Nachdenken). É a esta última a que nos referimos quando dizemos que o homem de hoje foge ante o pensar”(Cf. M. Heidegger,Serenidade, trad. M.M. Andrade e O. Santos, Lisboa, Ed.Instituto Piaget, 1959, p.13-13).
Aí está o caminho da reflexão. Nessa direção se dá o anúncio dessa estranha tendência filosófica que supõe a Serenidade no dizer de Heidegger:“Podemos utilizar os objetos técnicos tal como eles têm de ser utilizados. Mas podemos, simultaneamente, deixar esses objetos descansar em si mesmos, como algo que não interessa àquilo que temos de mais íntimo e de mais próprio. Podemos dizer sim à utilização inevitável dos objetos técnicos e podemos ao mesmo tempo dizer não impedindo que nos absorvam e, desse modo, verguem, confundam e, por fim, esgotem a nossa natureza (...) Deixemos os objetos técnicos entrar em nosso mundo cotidiano e ao mesmo tempo deixemos-los repousar em si mesmos como coisas que não são algo de absoluto, mas que dependem elas próprias de algo superior”(idem, p. 22-23s).
Heidegger viveu numa época de deslumbramento da técnica, ao ponto de reivindicar uma melhor relação da ciência com a filosofia. Aliás, dificilmente se fazia filosofia sem ciência. Nietzsche, Heidegger e outros foram o grande contraponto desse momento. Mesmo assim, a ciência insistia em se impor. Os dias de Heidegger não eram tão diferentes dos nossos. O início do séc. XX provou ser o alvorecer dos encantos e desencantos da ciência: Criação e testes da bomba atômica, criação de armas químicas, guerras, fome no mundo, doenças... Um século que se mostrou contraditório e por demais desumano que viu morrer 6 milhões, senão mais, de judeus e outras inúmeras pessoas, submissas ao ódio de um tirano no poder. Tempos horríveis que despertaram no humano uma tremenda sede de paz, de serenidade. Fomos marcados, injustificavelmente, por duas grandes guerras mundiais com consequências terríveis de destruição em massa.
Os tempos são outros, mas com algumas semelhanças. Como se não bastasse, já somos herdeiros de uma ideologia norte-americana que tem ódio do terror do Oriente Médio. Vimos o assustador 11 de setembro de 2001. Não obstante, há um certo maravilhamento comparado à época de Heidegger, em que se vislumbram inovações tecnológicas capazes de nos deixar perplexos pelo conforto, pela praticidade, pela mobilidade e, mais que isso, pelo entretenimento oferecido aos usuários das inventividades de Steve Jobs. Este é o mundo de Bill Gates, Steve Jobs e de outros mais. Querendo ou não, este é o nosso mundo!
Todavia, não é deste mundo que vem a nossa paz, tal como afirma a Sagrada Escritura: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”(Jo 14.27). Somente com a experiência da serenidade é que podemos dizer sim ou não a este mundo, pois a serenidade ou o estado sereno diante da vida ou das coisas nos permite ascender a um outro estágio de mistério e contemplação que é a sabedoria segundo Heidegger. Na linha da natureza e da vida sem ascendê-las, Epicuro nos assegura que a serenidade é uma espécie de impertubabilidade da alma que culmina numa vida boa, não numa boa vida, chamando a isso também de vida sábia. Portanto, serenidade é sim sabedoria.
Prof. Jackislandy Meira de M. Silva
Bacharel em Teologia, Licenciado em Filosofia e Especialista em Metafísica
Páginas na net:
www.umasreflexoes.blogspot.com
www.chegadootempo.blogspot.com
www.twitter.com/filoflorania

O
Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organização não
governamental (ONG) ActionAid, divulgado nesta segunda-feira, que lista
os países que mais combatem a fome. Desta vez, o anúncio de mais
investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do
ranking. Malauí, Ruanda, Etiópia e Tanzânia completam as cinco primeiras
posições.
O relatório lista
resultados do Programa Fome Zero, que levou à redução da desnutrição
infantil em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclusão do direito à
alimentação na Constituição Federal em fevereiro de 2010.
A
iniciativa mais recente do país no combate à insegurança alimentar,
segundo a ONG, foi o anúncio de R$ 16 bilhões para o Plano Safra da
Agricultura Familiar 2011/2012, para investimentos na produção de
alimentos, geração de renda no campo e organização econômica de
agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e
comunidades tradicionais.
Apesar dos
bons resultados, segundo a ActionAid, o Brasil precisa avançar na
distribuição de terras, uma das mais desiguais do mundo. De acordo com o
relatório, 56% da terra agricultável estão nas mãos de 3,5% dos
proprietários rurais. Os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras.
“O
país precisa resolver a profunda desigualdade no acesso à terra e
assegurar que os novos processos de crescimento não gerem novas
exclusões por meio do deslocamento das populações. E ainda há 16 milhões
de pessoas em situação de extrema pobreza, altamente vulneráveis à
fome. Essas pessoas são profundamente excluídas, são necessárias
políticas públicas muito específicas e desenhadas para esse grupo”,
avaliou o coordenador executivo da ActionAid Brasil, Adriano Campolina.
Segundo
ele, pode ser compartilhada com outros países a experiência brasileira
em iniciativas de transferência de renda e políticas de proteção social e
segurança alimentar, como os programas de merenda escolar e de
construção de cisternas em regiões semiáridas.
Na
avaliação global, o levantamento aponta que apesar de recentes avanços
no combate à fome e à insegurança alimentar, o mundo está prestes a
enfrentar uma agravamento da crise de oferta de alimentos. Entre as
causas estão os efeitos das mudanças climáticas e a perspectiva de
aumento de preço dos alimentos, que deverá levar mais 44 milhões de
pessoas à pobreza. De acordo com a ActionAid, a demanda de terras para a
produção de biocombustíveis deve continuar inflacionando o preço dos
alimentos.
De acordo com Campolina, a
crise econômica também deve frear os esforços internacionais de combate
à fome. “Em um ambiente de crise há menos recursos disponíveis tanto
para a ajuda externa quanto para o investimento doméstico em
agricultura, o que pode levar a uma diminuição dos recursos que poderiam
ser destinados à agricultura familiar e sustentável. Apesar que boa
parte do que se ouviu até hoje sobre promessa de ajuda dos países ricos
não constitui novos recursos”, acrescentou.
A
ONG sugere que o G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) inclua a
crise alimentar na pauta de sua próxima reunião, em novembro, em
Cannes, na França, e se comprometa, por exemplo, a garantir
investimentos às pequenas propriedades dos países pobres e a frear a
especulação de terras para a produção de biocombustíveis.
“O
G20 tem que tomar as medidas concretas para cumprir a prioridade de
combater a fome. A prioridade não pode ser salvar grupos financeiros que
especulam com commodities agrícolas ao custo da fome das populações
pobres. É preciso investir em pequenos agricultores que produzem
alimentos para consumo local e dinamizam mercados domésticos, apoiar a
criação de estoques de alimentos nacionais e regionais e controlar a
especulação financeira com produtos agrícolas”, defendeu o coordenador.
* Informações da Agência Brasil
O pão da vida, descido dos céus,
Dá paz, saúde e vigor;
O pão celeste, mandado por Deus,
É Cristo, o Salvador;
O Redentor, vem sem tardar,
Do pecador o mal sanar!
Se algum perdido buscar Tua luz,
Depressa vem a paz lhe dar;
Não tardes mais, amoroso Jesus,
Ó vem me confortar!
Há gozo santo p'ra quem tem a luz,
Em se lembrar do seu Senhor,
E só falar do amor de Jesus,
O grande Redentor!
Teu jugo é doce, meu Senhor,
Teu fardo é leve, que amor!
Se eu não posso levar minha cruz,
Depressa vem me ajudar;
Não tardes mais, amoroso Jesus,
Ó vem me confortar!
Por duras provas e perseguições,
Tu fazes o fiel passar;
E quem vencer há de ter galardão,
Também no céu lugar,
Eu lá verei Teu esplendor,
A Tua glória. Salvador;
Se não puder carregar minha cruz,
Depressa vem me auxiliar;
Não tardes mais, amoroso Jesus,
Ó vem me confortar!
Jesus, o Teu insondável amor,
Me faz sentir no coração;
O amor de Deus, este santo amor,
E viverei, então;
A Ti, Jesus, eu dou louvor;
Tu me dás graça e vigor;
Tu és o pão que a vida produz;
Minh'alma vem alimentar;
Não tardes mais, amoroso Jesus
O vem me confortar!
Dá paz, saúde e vigor;
O pão celeste, mandado por Deus,
É Cristo, o Salvador;
O Redentor, vem sem tardar,
Do pecador o mal sanar!
Se algum perdido buscar Tua luz,
Depressa vem a paz lhe dar;
Não tardes mais, amoroso Jesus,
Ó vem me confortar!
Há gozo santo p'ra quem tem a luz,
Em se lembrar do seu Senhor,
E só falar do amor de Jesus,
O grande Redentor!
Teu jugo é doce, meu Senhor,
Teu fardo é leve, que amor!
Se eu não posso levar minha cruz,
Depressa vem me ajudar;
Não tardes mais, amoroso Jesus,
Ó vem me confortar!
Por duras provas e perseguições,
Tu fazes o fiel passar;
E quem vencer há de ter galardão,
Também no céu lugar,
Eu lá verei Teu esplendor,
A Tua glória. Salvador;
Se não puder carregar minha cruz,
Depressa vem me auxiliar;
Não tardes mais, amoroso Jesus,
Ó vem me confortar!
Jesus, o Teu insondável amor,
Me faz sentir no coração;
O amor de Deus, este santo amor,
E viverei, então;
A Ti, Jesus, eu dou louvor;
Tu me dás graça e vigor;
Tu és o pão que a vida produz;
Minh'alma vem alimentar;
Não tardes mais, amoroso Jesus
O vem me confortar!
Gente, assistam, todos os sábados, ao portal verdade gospel a partir das 13h. Um bate-papo interessantíssimo sobre questões bíblicas em relação à vida do cristão. O endereço é www.verdadegospel.com
Bem, eu não vou perder. E você?
A
religião possui um papel importantíssimo no modo como as pessoas lidam
com as dificuldades econômicas do país, buscando soluções para sua vida.
Foi o que mostrou uma pesquisa publicada nesta semana nos Estados
Unidos pela Baylor University, de tradição Batista, em uma reunião da
Associação de Jornalistas de Religião.
Os
norte-americanos acreditam que Deus tem planos para sua vida e são
contra os subsídios de desemprego para pessoas sem necessidades
especiais.
O diretor da pesquisa e
professor de Sociologia da Baylor, F. Carson Mencken, diz que “nos
últimos três anos, os norte-americanos sofreram com uma enorme crise
financeira e imobiliária, recessão e desemprego. A missão dessa análise é
avaliar o que eles sentem sobre sua vida nestes tempos tumultuados.
Será que ainda acreditam no sonho americano? Será que sentem que têm
controle sobre sua vida?”.
Dos 1.714
entrevistados pela universidade, 40,9% disseram concordar totalmente que
Deus tem planos para sua vida, no entanto, 32,2% só disseram
“concordo”; 12,3% discordaram e 14,6% afirmaram discordar totalmente.
A
diferença entre os que acreditam totalmente num plano divino e aqueles
que igualmente discordam, em se tratando das regras para o seguro
–desemprego é de 52,6% contra 21,1% dos entrevistados.
A
pesquisa também relatou que pessoas incrédulas quanto à provisão de
Deus, têm renda superior. Dados ainda mostram o nível de educação e
crença religiosa nas pesquisas feitas pela Universidade: enquanto 42,6%
dos descrentes tinham diploma universitário, só 32,8% dos crentes tem o
nível superior.
A pesquisa de Baylor
foi realizada num debate entre os evangélicos norte-americanos, onde
foram levantadas discussões sobre o chamado “sacrifício compartilhado”
retirado do livro de Mateus 25:45. Enquanto outros defendem o “evangelho
da prosperidade”, acreditando que Deus dará a vitória financeira para
todos que nele creem.
Fonte: AG Pavanews

Centenas
de evangélicos com faixas, posicionados nos sinais de trânsito das ruas
da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, bairros da zona Oeste do Rio de
Janeiro, que dão acesso ao local onde aconteceu, a primeira etapa, do
Rock in Rio surpreenderam todos que passavam no local.
A
cobertura on line da revista Veja divulgou: “O slogan Por um Mundo
Melhor, do Rock in Rio, virou uma pergunta para um grupo de evangélicos
que disputa espaço [...] com metaleiros na entrada da Cidade do Rock.
Uma pergunta a que os próprios respondem. “Por um Mundo Melhor? Só
Jesus”.
A mobilização foi organizada
pela Assembleia de Deus de Madureira (RJ), pastoreada por Abner
Ferreira, que no seu microblog do Twitter:@PrAbnerFerreira, celebrou o
engajamento dos membros da igreja e a divulgação do evangelismo. “É
impressionante a repercussão” disse o pastor.
O
portal de notícias G1 também destacou o encontro entre os evangélicos e
metaleiros que foram evangelizados nos portões do festival de rock (leia o post ).
A distribuição de folhetos doados pela Avec,
também foi feita por jovens da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Os
folhetos para evangelismo, distribuídos aos participante do Rock in
Rio, definiam Jesus como ‘o maior guitarrista do mundo’, que ‘carregava
com dificuldade uma pesada guitarra de madeira em formato de cruz até o
alto de uma montanha chamada Calvário’.
‘Jesus
tocou uma música para o mundo com o nome ‘Reconciliação com Deus’. Ele
dedicou essa canção para mim e para você’, explicava o folheto
contextualizado, com o qual os evangélicos abordaram os metaleiros na
entrada do Rock in Rio.

Esta expressão atravessou as eras desde que saiu da boca de Deus e
foi ao encontro de um homem que tinha uma missão quase impossível,
a de libertar da escravidão o povo escolhido por Deus para ser sinal
de uma verdadeira aliança entre Ele e os homens.
De lá para cá, em meio a obediências e desobediências, jamais
Deus abandonou o seu povo, fazendo valer a sua fidelidade e a marca
de sua presença maravilhosa em nosso meio, vindo a cumprir tudo que
havia prometido numa única e exclusiva pessoa, seu Filho, Jesus
Cristo.
Deus disse: Eu sou Aquele que É. Esta revelação foi interpretada
pelos exegetas de duas formas: A primeira, num sentido causativo
mesmo, quer dizer, eu sou a causa do ser, de tudo aquilo que existe,
a origem de todas as coisas. A segunda forma é o sentido relativo
que se apresenta assim: Eu Sou Aquele que está a favor do seu povo,
aquele que está em relação ao seu povo. Este segundo sentido
acentua mais o valor histórico da revelação do nome de Deus. Um
Deus que se manifestava ali, na frente de Moisés, como um sinal vivo
e presente de esperança. Um Deus que não só libertará seu povo,
mas que suprirá todas as suas necessidades reais e presentes.
No Sinai, não se trata de uma Revelação Metafísica de Deus, como
afirma a filosofia do ser. Ainda mais porque é uma especulação
abstrata e estranha à mentalidade dos hebreus e dos povos semitas em
geral. Por isso, Êxodo 3.14, nos seus dois sentidos não indica uma
reflexão meramente filosófica, mas pura e simples autocomunicação
de Deus. Deus se revela como presença incorruptível ao lado do
homem, como uma realidade viva que não se desgasta, que não se
consome. Essa é a potência da figura da sarsa ardente e de todas as
circustâncias que envolve este importante episódio bíblico.
Quando Moisés se encontra com Deus no Monte Sinai uma certeza se
abre no horizonte de dúvidas de Moisés: Há uma saída para o meu
povo. Diante da missão que Deus lhe pede, Moisés externa a sua
pequenez, sua incerteza e sua insegurança: “Quem sou eu, que vá
a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?”(Ex 3.11). Moisés
não sabia disso, mas não importa quem seja ele, grande ou pequeno,
rico ou pobre, poderoso ou fraco, o que de fato importa é que Moisés
já tinha sido escolhido para ser sinal ali da presença maravilhosa
e extraordinária de Deus. Deus tinha que usar alguém e usou a
Moisés para ser seu servo e comprovar toda a sua obediência.
Porque, segundo o texto, Deus é simplesmente assim e pronto: “Eu
Sou o que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou
me enviou a Vós. E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos
filhos de Israel: O Senhor, o Deus de Vossos pais, o Deus de Abraão,
o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu
nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração”(Ex
3.14-15).
Com essas palavras, diria mais, com sua presença majestosa que
preenche tudo, Deus exime todas as suspeitas de uma missão mal
sucedida. Deus também afasta para bem longe as inúmeras espécies
de dúvidas no coração de seu escohido, Moisés. Sendo assim,
restará a Moisés obedecer e confiar em alguém que lhe pôs o Ser.
Em alguém que não só lhe deu o ser, mas que se permitiu por em seu
caminho. Veja bem, Deus saiu de si e permitiu-se entrar na vida dos
homens! Isso é maravilhoso. Será preciso honrar tudo isso. Nas mãos
de Moisés ferve a esperança de um povo e a mudança de uma
história.
Parece ser muito complicado fazer filosofia de um texto dessa
natureza, mas se tentarmos uma aproximação não pode ser somente
pela via da especulação racional, mas da vida. Quem se aproximou um
pouco dessa compreensão foi Tomás de Aquino, cuja Filosofia se
desenvolveu na Alta Idade Média, séc. XII, XIII e XIV, beirando o
Renascimento. Para Tomás, Deus é pura subsistência de ser, Deus é
o ser por excelência. “Ipsum esse subsistens”. É
uma afirmação por via puramente racional. Tomás não usa textos
bíblicos para isso. Porém, o contexto histórico no qual Tomás
vive é um contexto de comunidade cristã, é um contexto impregnado
pela revelação cristã. Os argumentos de Tomás de Aquino não
partem de uma razão abstrata, mas partem de uma vida. É a partir de
uma vida que ele faz um aprofundamento em relação a Aristóteles.
Isso é possível por causa de uma vida, pelo fato de viver num mundo
dominado pela concepção da Revelação.
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros
Silva
Licenciado em Filosofia, Bacharel em
Teologia e Especialista em Metafísica
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