Eu tentei de tantas formas ser feliz
Mas despreso foi tudo que consegui
Como sofreu o meu coração
Cheguei até pensar que a minha vida era ficcção
Pois num beco sem saida, não via chance de um dia ser feliz
E estando eu naquele triste estado
Corpo ferido e coração magoado,
Tudo se concretizou, Jesus além das forças não me provou
Me fez feliz e a minha hitória ele mudou,
E o meu passado como página virou
Agora já passou
É uma página virada em minha vida
Pois no espelho eu não vejo mais feridas
De um passado que feriu meu coração
Agora tudo mudou,
Sou abençoado e hoje canto assim
Na certeza que Jesus está aqui
Morando dentro lá no fundo,
Do meu coração.
De Shirley Carvalhaes para nossa meditação neste Ano Novo.
Home » 2013
(Imagem: Romero Britto)
A essa altura do ano os encontros se multiplicam
compulsivamente, se é que podemos classificar esses agrupamentos de pessoas de
“encontros”, uma vez que mais parecem ajuntamentos forçosos pela conveniência
de datas tradicionalmente reconhecidas como o Natal e o Ano Novo. Encontros
precisam ser espontâneos, verdadeiramente amigáveis e alegres. Quando se impõe,
exige e força um encontro, não flui como deveria ser, de um modo criativo,
surpreendente e generoso.
Encontros são encontros, simplesmente, inclassificáveis e
obedece, na minha opinião, à ordem do por vir, do vir a ser de Heráclito de
Éfeso. Temos encontros diários e permanentemente.
Penso que quanto mais nos enfadamos das festas, reuniões ou
até mesmo desses rituais de fim de ano, mais e mais necessitamos, ficamos
sedentos e desejosos de verdadeiros encontros, semelhantes aos que costumamos
experimentar em família, entre amigos, num aniversário surpresa, num jantar
imprevisto, em circunstâncias criadas naturalmente, onde as pessoas vão
chegando, chegando e a atmosfera do encontro vai se constituindo cheia de
alegria e gratidão. Não dá mais para suportar encontros produzidos,
superficiais, monótonos e sem imprevisibilidade. Quanto mais o tempo passa, os
anos se vão e a bagagem da vida aumenta, aí é que precisamos de encontros
assim.
A alegria é fruto de um bom encontro carregado de afetos bons.
Por isso que volta e meia dizemos que um bom encontro é cheio de vida e alegria,
de “afecções” dessa natureza. Estamos alegres quando nos sentimos afetados por
pessoas alegres que vão aumentar em nós essa potência. Era justamente isso que
entendia Spinoza, filósofo holandês do séc. XVII, sobre os bons e maus
encontros. Para ele, é da nossa natureza afetar e ser afetado por outros, de
modo que a vida é uma intensa possibilidade de encontros.
Só que um encontro alegre se traduz em conquistar, por menor
que seja, um pedaço daquele ambiente, daquele encontro, entrar nele, sentir-se
parte dele, assumi-lo. Seria o encontro comigo dentro. Ele me preenche e eu o
preencho. Eis a alegria!
Por sua vez, o mau encontro se dá na medida em que os afetos
não se combinam, diminuindo sua potência de ser. Aí vem a tristeza que surge da
separação de uma potência que não me integra, não me preenche, não me põe
dentro do encontro. Eis a tristeza!
Algumas vezes, é certo, não depende de nós mudar os
encontros, nem sempre temos o poder de mudar as ações, de influenciar, as
circunstâncias não nos permitem, as condições menos ainda, enfim. Porém, agir é
sempre bom, é interessante agir diferente, criar novas ações neste Natal e Ano
novo, abrir-se a experiências novas e inusitadas de encontros parece ser uma
tentativa bastante louvável para quem deseja encontros alegres com afetos que
se combinem, se completem.
Espero que todos procurem bons encontros, encontros alegres,
neste Natal e fim de Ano.
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bel. em Teologia, Bel. e Licenciado em Filosofia, Esp. em
Metafísica, Esp. em Estudos Clássicos.
Se tem um tema que realmente demanda muita “metafísica” e nos
joga para dentro do drama da existência humana, esse tema é a morte. Essa
desconhecida costuma deixar cicatrizes profundas na história e mais ainda na
consciência individual e coletiva de todos nós, mas também é capaz de produzir
um intenso movimento a favor da vida, quando não, ao menos nos faz refletir e a
parar diante dela.
Muitos acidentes de trânsito, tragédias difíceis de apagar,
certamente levaram pessoas abnegadas a defender regras mais eficazes de
promoção da segurança nas estradas. Assassinatos, homicídios, guerras e
catástrofes acabam transformando nossas vidas e até mudando nossos
comportamentos a cada momento. Tornamo-nos piores ou melhores, porém alguma
coisa muda, alguma coisa sai de lugar com a morte. A morte dá uma guinada na
vida da gente.
Por causa da morte do seringueiro Chico Mendes, defensor
político dos interesses dos trabalhadores do Estado do Amazonas e contra a
exploração irracional da floresta, muitos saíram de suas casas e levantaram a
bandeira de luta social e política a favor do meio ambiente, a favor da vida e
da desconstrução social. Não é tão diferente com o impacto causado pela morte
de centenas de estudantes e trabalhadores cidadãos na época da ditadura militar
perseguidos pela censura e pelo cerceamento dos direitos civis. Quem não lembra
da revolução que a F1, campeonato de automobilismo, sofreu em virtude da morte
de Ayrton Senna! Os EUA ainda não superaram o trauma criado pela morte das
quase três mil pessoas, vítimas dos ataques às torres gêmeas em setembro de
2001!
Curioso, mas ainda hoje, depois de mais de sessenta e cinco anos
não nos esquecemos da segunda guerra mundial, das bombas atômicas em Hiroshima e
Nagasaki, dos campos de concentração, da morte em massa de mais de seis milhões
de judeus. Ora, não sai de nossa memória, após 2013 anos, a morte cruel e
brutal de um judeu, Jesus, o tradicional filho do carpinteiro, o Galileu. Como
todas as outras, mas, sobretudo, com esta, temos muito o que aprender: Aceitar
a morte, uma vez que é a nossa própria condição humana; além disso, vencê-la;
atravessar e ser atravessado por ela, de modo a refletir uma vida justa,
honesta e corajosa.
O filósofo francês Jean Paul Sartre, em vida e mesmo após a sua
morte, nos deixou um legado praticamente universal, por isso não menos
existencial, de que somos condenados à liberdade. Na mesma proporção e talvez
mais contundente ainda, essa condenação possa servir para o dado da morte.
Somos também condenados à morte porque somos humanos. Parece óbvio, mas basta
nascermos, basta estarmos vivos para morrermos.
Ao nos remetermos para o contexto da velhice do Rei Salomão,
muitíssimo experimentado em anos, vemos uma corajosa forma de encarar a
morte/vida, sacudindo de nós a poeira da vaidade, pois não passamos de pó e
cinza. Pensar a morte é encarar a vida com tudo o que ela significa na visão do
autor do livro bíblico do Eclesiastes, é saber-se insuficiente,
impregnado de vitalidade, é transformar-se em um homem de verdade: “Não te
apresses em abrir a boca; que teu coração não se apresse em proferir palavras
diante de Deus, porque Deus está no céu, e tu na terra; que tuas palavras
sejam, portanto, pouco numerosas. Porque as muitas ocupações geram sonhos, e a
torrente de palavras faz nascer resoluções insensatas” (5.1-2).
Fica a pergunta: Sabendo que vamos morrer, e isso não nos
escapa, ainda assim nos envaidecemos, como agiríamos, então, acaso não
soubéssemos que morreríamos?
Vale aprender do koheleth, como é conhecido o livro do Eclesiastes em hebraico: “[Lembra-te
do teu Criador] antes que se quebre a cadeia de prata, e se despedace o copo de
ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se despedace a roda junto ao
poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (12.
6,7).
Prof.
Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bel.
em Teologia, Licenciado em Filosofia/UERN, Esp. em Metafísica/UFRN e Esp. em
Estudos Clássicos UnB/Archai/Unesco.
www.twitter.com/filoflorania
(A xilogravura "Conversação Campesina", de Ernst Ludwig Kirchner)
Tradicionalmente, as calçadas das cidades do interior do RN, no Seridó, são uma espécie de seara de instigantes e variadas conversas, que vão do simples disse me disse a outros assuntos ligados à política ou até às curiosidades históricas do lugar. Na verdade, são espaços públicos assim como praças, mercados, parques e ruas, que servem também de ambientes sugestivos para entreter as pessoas e jogar muita, mas muita conversa fora mesmo, aliviando assim a carga diária de trabalho.
Era muito comum e ainda é, diga-se de passagem, observarmos essa prática ao cair da tarde, entrando pela noite, em pequenas cidades iguais a nossa. Engraçado que em cadeiras, redes, sentados no chão e mesmo em pé, sem cerimônia alguma, nos entregamos ao papo gostoso das calçadas, agregando a ele as novas e velhas notícias, boas e más, doces e amargas. Imagino o que seria de nós, pobres mortais, atolados na mesmice cotidiana e sobrecarregados de privacidade, se não fossem as benditas calçadas com seus incríveis cidadãos que nos fazem ouvir, falar, rir, brincar.
Faço questão de tratar desse assunto aqui porque quero me juntar àqueles sem pudor, livres do rótulo “politicamente corretos”, vistos por muitos como os que não fazem nada, preguiçosos e levianos, quando, na verdade, só estão conversando, partilhando graças e desgraças, despertando opiniões, multiplicando conceitos, desfazendo mal-entendidos, dramatizando as notícias, polemizando, construindo histórias.
Não nos esqueçamos de que foi simplesmente assim; disseminando notícias, espalhando as boas novas que o Evangelho nos alcançou grandemente. Da mesma forma os cantos do velho Homero, hoje conservados em livros, conhecidos como obras clássicas, Ilíada e Odisseia, antes precisaram dos contadores, multiplicadores, conversadores das proezas dos deuses e feitos dos heróis. Mitos e lendas que se perpetuaram em nossas cidades também se conservam graças aos papos quentes das calçadas.
Sem muito esforço, lembro-me que meu avô, logo chegasse do trabalho, pois era padeiro, após o banho e o jantar, quase sempre à tardinha, saía de casa para sentar-se na calçada numa “preguiçosa”, – como chamávamos, antigamente, as cadeiras mais confortáveis, feitas de madeira e tecido no meio – portando seu radiozinho, cumprimentando e conversando com quem passava ou com quem se atrevia a apear-se do burro.
Um costume admirável não só para preservar as histórias do lugar, mas também para aliviar a rotina e arejar a cabeça.
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia, Especialista em Metafísica e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela UnB/Archai/Unesco
(Manifesto
em Brasília, DF, fonte: www.noticias.r7.com)
As
várias manifestações populares tomando ruas e praças por todo o Brasil são, na
verdade, um grito de “desengasgo” de que não é mais possível suportar, com
tanta indiferença e tamanha passividade, a má gestão do dinheiro público.
Parece que o povo quer resgatar sua identidade democrática. Estamos ocupando um
lugar que é nosso no cenário político. Um lugar de participação e discussão
para dizer o quanto estamos insatisfeitos com o tratamento que estão dando aos
recursos públicos.
Infelizmente, passamos a metade do ano trabalhando só pra
pagar impostos ao governo. A gente trabalha para manter esse país. Ainda dizem
que o serviço público nesse país é gratuito. Não é tão gratuito assim. Paga-se
por tudo, inclusive por saúde, educação, transportes, lazer, água, luz,
internet, telefone, enfim, e ainda temos que aturar obras superfaturadas,
gastanças com “arenas” de futebol para a copa do mundo, corrupção política,
excessos de regalias para autoridades políticas e outra gama enorme de
injustiças sociais, como baixos salários, vão superando o limite prudencial de
tolerância dos cidadãos ao ponto de causar todo esse estopim.
A população não está querendo só a redução da taxa de
transporte público, mas a condição de poder usufruir melhor os seus direitos.
Além disso, quer saber, com transparência, como está sendo gerido o dinheiro de
tantos e tão altos impostos e por que a condição de vida está piorando.
Curioso, mas o ato de ir às ruas e ocupar as praças
deixou o enorme país bem pequenininho aos olhos de todos, sobretudo, aos olhos
dos políticos, uma vez que as imagens dos protestantes subindo a rampa do Congresso
Nacional em Brasília chamam a atenção pelo simbolismo, pois significa muito. Quem
realmente deve estar no centro do poder democrático? O povo. E outra, as
inúmeras cenas dos manifestantes expressam a seguinte reclamação: Quem nos
representa?
Por mais que alguns cientistas afirmem que essas
manifestações não passem de atos emocionais isolados da população, sem nenhuma
causa maior, no entanto, prefiro esperar um pouco para ter a certeza de que
tudo isso signifique, de fato, aspirações mais amplas e mais profundas de uma
sociedade que, me parece, no dizer do filósofo Luiz Felipe Pondé, “está criando
o hábito de reclamar”.
Prof. Jackislandy Meira de
Medeiros Silva
Bacharel em Teologia,
Licenciado em Filosofia, Especialista em Metafísica e Pós-graduando em Estudos
Clássicos pela UnB/Archai/Unesco.
Páginas na net:
(foto: arquivo pessoal, bacalhoada de minha esposa)
A cultura judaico-cristã é intensamente presente no interior da cultura brasileira. Agora, sobretudo, quando celebramos a páscoa, a simbologia que envolve os elementos daquele dia cruento – para os judeus, a libertação do Egito, a travessia apressada pelo mar vermelho com os cavalos e cavaleiros em seus calcanhares; para os cristãos, o drama da dor, do sofrimento, paixão, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré – parece dialogar profundamente com o dia a dia do cidadão brasileiro nas mais diferentes regiões, com os modos e peculiaridades de cada lugar.
Para começar, é feriado nacional. Todos param e estabelece-se, quer queiramos ou não, uma ruptura no calendário de nossas rotinas. Abrimos o tempo profano (cronos) para dialogar com o sagrado (kairos) em nossas vidas. O curioso é que muita gente inverte a ordem das coisas e acaba suspendendo o sagrado em função do profano dando margem a inúmeros excessos.
Em meio à memória da paixão, morte e ressurreição de Cristo, o que nos chama atenção é a variedade culinária que se espalha pelo vasto território brasileiro nestes dias de preparação que antecedem a grande festa da páscoa para nós cristãos. A semana santa que culmina com a Ressurreição de Jesus no domingo se reveste de uma “santa comensalidade”. Em cada canto do país, por causa da influência da cultura judaico-cristã, é muito comum a criação de variados pratos alimentares que substituem tradicionalmente nossos rotineiros hábitos alimentares, o forte costume de todos os dias.
Engraçado que a carne de boi, a famosa carne vermelha é substituída pelo peixe dos rios ou dos mares. É costume inserirmos nas refeições o tão recomendado bacalhau; que pode ser incrementado de muitos modos, cozido, como torta ao forno, bolinhos de bacalhau e etc. A quinta-feira do tríduo sagrado é dia reservado para o aguardado arroz doce. Refeições como estas, principalmente no interior do nordeste, são muito comuns e fáceis de ver e de se fazer, basta vontade e muito amor. Não podemos esquecer as suculentas umbuzadas feitas por nossos avós. O vinho ou suco de uvas é também acrescentado à mesa.
As famílias se reúnem em volta de uma mesa mais farta neste período do ano, pois os costumes são mais fortes do que o bolso. Apesar dos ingredientes necessários para uma boa ceia pascal serem um pouco caros, mesmo assim o cidadão brasileiro faz questão de comer bacalhau, ova de peixe e outras iguarias tão tradicionais na semana santa. Ainda assim, não podemos nos dar ao luxo de esquecer o ovo da páscoa com bastante chocolate para afastarmos as tristes lembranças do sofrimento de Cristo e nos fixarmos somente em sua glória, em sua vitória, visto que o consumo de chocolate aumenta o nível do hormônio responsável pela sensação de bem-estar, de alegria, a “serotonina”, bem como o hormônio da “feniletilamina”, conhecido como o hormônio da paixão.
Na verdade, conviver com todas estas guloseimas da semana santa e ter que praticar algum tipo de abstinência ou mortificação é um desafio e tanto, uma vez que os diferentes banquetes se sucedem um após outro deixando sabores inesquecíveis de quero mais. O querer mais em relação à comida e à bebida nos induz aos excessos, a comportamentos desmedidos, distanciando-nos do sentido do evangelho: “Não só de pão vive o homem”(Mt 4.4). Talvez, aí esteja a razão desta semana, compreender nossos paradoxos, contradições e ambiguidades. Figuras trágicas como as de Pedro e Judas parecem ser chaves nesta leitura. Negação e traição não faziam parte dos ingredientes. Ou faziam?
Contudo, os banquetes da época de Jesus eram, certamente, mais sóbrios, modestos, regados a vinho ou suco de uvas. Os elementos da ceia pascal dos judeus estavam muito além do pão ázimo e do vinho, mas acrescia-se de carneiro assado, inteiro num espeto, geralmente um cabrito; “Harósset”, uma mistura de maçãs picadas, nozes cortadas, canela, passas, que serve como sobremesa; Ervas amargas, rabanete, chicória, “marór”; Ervas verdes, agrião, alface, aipo; Salmoura. Atualmente inclui-se no cardápio um ovo cozido, em memória da destruição do Templo, porém, é um elemento posterior à época de Jesus.
Embora longe do modelo histórico de ceia pascal vivido por Jesus de Nazaré, é importante que não deixemos de adicionar ingredientes invisíveis ou pelo menos esquecidos às nossas guloseimas: a partilha e o amor. Após a sua morte, os seus discípulos e as comunidades cristãs colocavam tudo em comum e viviam como irmãos.
Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Bel. em Teologia, Licenciado em Filosofia, Esp. em Metafísica e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela UnB/Archai/Unesco.

A revista ‘Época’, desde 2007, elege os
“100 brasileiros mais influentes do ano”. Na edição que chega as bancas
nesta segunda-feira (17), a revista mostra quem são as “personalidades
capazes de liderar, inspirar ou influenciar o rumo e o desenvolvimento
do país”.
Neste ano, a revista Época separou os escolhidos nas categorias: Artistas, Construtores, Heróis e Líderes.
Pastor Silas Malafaia, pelo segundo ano consecutivo, aparece
entre os 36 escolhidos na categoria Líderes, ao lado dos ex-presidentes
Fernando Henrique e Lula, ministro Joaquim Barbosa (do STF) e
presidente Dilma Rousseff. O líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória
em Cristo, segundo a revista, “não tem medo de polêmica ao defender suas
ideias no debate público”.
Mesmo sem concordar com as opiniões do pastor Silas Malafaia,
o filósofo pernambucano Luiz Felipe Pondé, colunista do jornal Folha de
S. Paulo, reconheceu a importância do pastor. ”Sua importância se dá
porque ele aquece o debate público, quebrando a etiqueta do coro dos
contentes (a covardia orquestrada), que alimenta nosso debate público.
Malafaia traz para o Brasil uma prática ainda pouco comum em nossa vida
política: a cobrança de opiniões morais e religiosas explícitas por
parte dos candidatos. Numa coisa não deixa de ter razão: a opinião
pública brasileira, evangélica ou não, concorda com grande parte do que
ele diz contra o casamento gay e outros quebrantos da moral ilustrada
contemporânea”.

Pastor Silas Malafaia comenta:
“Acredito que tudo o que acontece
comigo é permissão de Deus. Acredito também que a minha participação
entre os 100 brasileiros mais influentes se dá pela grandeza e o
respeito pela comunidade evangélica brasileira. Muito mais por isto do
que propriamente pela minha pessoa.
Como já disse em várias
oportunidades, não sou maior e muito menos o mais influente, sou um dos
pastores entre vários líderes que exercem uma certa influência.
Concluo dizendo: tudo o que sou, tudo o que tenho, tudo o que faço, é permissão de Deus.
A DEUS SEJA A GLÓRIA!”
Fonte: http://www.verdadegospel.com
Aprendi
que quanto mais nos aproximamos de Deus, mais parecemos com Ele.
Quanto mais nos aproximamos das estrelas, mais parecemos com elas.
Engraçado, mas descendo gradativamente nessa visão, é possível
dizer ainda que quanto mais nos aproximamos das pessoas, mais nos
parecemos com elas; quanto mais nos aproximamos dos nossos pais, mais
nos parecemos com eles; quanto mais nos aproximamos dos nossos
amigos, também parecemos com eles; quanto mais nos aproximamos de
nossas esposas e vice-versa, mais nos assemelhamos a elas.
Descendo
escada abaixo, o procedimento é o mesmo. É possível fazer essa
relação de proximidade com tudo na vida, inclusive com as coisas,
com o mundo, com as estruturas sociais, políticas e culturais de um
modo geral. Embora se diga o contrário em alguns casos, o elemento
aproximativo é fundamental para não só conhecermos com quem
estamos lidando, mas com quem escolhemos para nos aproximar, para nos
relacionar.
Esta
mesma forma de aproximação se dá também com um livro, um animal
de estimação, um filme, uma história, uma ideia, enfim. Quanto
mais me aproximo de um livro, mais me pareço com ele. Quanto mais me
aproximo de uma ideia, mais me assemelho a ela.
Imersos
neste emaranhado de relações, seja com pessoas ou coisas, não
estamos imunes aos conflitos, às injustiças e às incoerências
deste mundo, pois reagimos de alguma forma. Mesmo quando não
reagimos externamente ou fingimos não reagir, ainda assim reagimos
positiva ou negativamente. E por mais que conheçamos as pessoas, o
próprio mundo e Deus por essa cadeia de proximidades, não quer
dizer que os riscos de uma traição, de uma certa leviandade ou de
golpes de crueldade não parem de nos ameaçar, até porque nunca
somos traídos por estranhos.
Na
maior parte das vezes, nossas aproximações também denunciam com
quem ou com o quê queremos parecer, com quem nos assemelhamos.
Obviamente que aceitamos o contraditório, uma vez que nem todo mundo
se parece com quem anda, com quem se relaciona ou com quem tem certa
amizade. Todo cuidado é pouco, pois com o passar do tempo somos
levados, até involuntariamente, a nos parecermos com o outro, cada
vez mais íntimo e próximo de nós.
O
nível de aproximação, claro, pode evitar uma série de investidas
negativas contra nós, porém a mesma aproximação pode nos fazer
entender que não são com todas as coisas ou pessoas que queremos
parecer. Ou seja, não é bom parecermos com tudo que nos
aproximamos, visto que muitos de nós não queremos parecer com o
traidor, com o maldoso, com o perverso e o saguinário.
Penso
que aproximar-se é, na verdade, uma tarefa importante para aqueles
que se sentem parte do mundo das intrincadas relações sociais, onde
muita coisa é meio obscura, sinistra e enganosa. Não há modo mais
eficaz, talvez, de desmascarar as coisas do que participar delas de
perto. Diria até que a proximidade do cidadão às instituições
sociais pode diminuir o nível de corrupção política nessas
instâncias, mesmo sabendo que, ao nos aproximarmos destas pessoas,
não gostaríamos de nos parecer com elas.
Ilustração: Alessandro Sbampato in [em] Revista nº 12
Prof. Jackislandy Meira
de M. Silva
Especialista em
Metafísica, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e
Pós-graduando em
Pós-graduando em
Estudos Clássicos pela UNB e Archai Unesco.
(foto: 1000 homenzinhos de gelo da brasileira Nele Azevedo)
Somos tipicamente ou atipicamente forjados pelo verão, principalmente
agora com essa loucura de elevadas temperaturas que chegam a nos sufocar em
dias de baixa umidade de ar. Para quem mora no sertão nordestino, acostumado a
muito sol e pouca água, feito um de nós, rapidamente nos adaptamos a esta
atmosfera equatorial comum em países como o Brasil.
O clima influencia diretamente em nossa cultura, no cotidiano e em nosso
modo de viver, basta vermos como nos vestimos, o que comemos e o que fazemos.
Verão aqui é basicamente o ano todo! Vivemos num país que não vê mais a
passagem de uma estação à outra. Esse fenômeno era visto somente no sertão
nordestino, pois íamos do verão ao inverno, do inverno ao verão o tempo todo.
Agora, não só o Nordeste, mas o Brasil inteiro experimenta como é viver num
país de uma estação só.
Como disse, somos forjados pelo verão. De dezembro a fevereiro, do Natal
ao Carnaval, o cidadão brasileiro, seja ele nordestino, gaúcho ou carioca, é
exposto ao calor do sol das sucessivas festas que ocorrem justamente nesse
período. Um verão com cara de sol literalmente e metaforicamente, pois é tempo
de férias, fazer boas viagens, sair com a família, passear, divertir-se,
celebrar e etc. Para alguns, o verão parece refletir a alma do brasileiro que
gosta de carnaval e futebol. Para outros, significa o esvaziamento de si mesmo,
a perdição da alma.
Na verdade, uma grande maioria se permite demais quando está vivendo
estes momentos de alta sensação de liberdade. Na mesma proporção em que o calor
aumenta, as ações impensadas também aumentam na vida do cidadão. A sensação de
intensidade e imediatez que o verão evoca na mente do jovem e de outras pessoas
é impressionante. Há que se ter muito cuidado com isso. Não é agora e nem nunca
que você vai beber toda a bebida do mundo. Do contrário; você pode não beber.
Não é agora que você precisa sair com todas as mulheres do mundo; você pode
esperar. Não é agora que você tem de consumir tudo; você pode economizar. No
verão, as pessoas se permitem a tudo perdendo a noção de medida, de sobriedade!
Ou seja, o verão vem se tornando, com o passar do tempo, por coincidir
com as férias, com 13º salário, com o carnaval e etc., uma concorrência desleal
consigo mesmo do “salve-se quem puder”, numa espécie de “happy hour”,
momento feliz em que é preciso aproveitar tudo deste período custe o que
custar. Até o corpo é trabalhado para o verão; muita malhação e pouca comida.
Se já não há limites para a ditadura do corpo, imagine no verão. Para
satisfazer os prazeres do corpo, tudo vale, tudo é permitido, não sobra tempo
para mais nada em meio às parvoíces veranis.
O que sobra? Nada. Aí está o risco que muitos correm no verão: perder o
controle da vida. No vale tudo da vida deste breve verão, que tem dia e hora
para acabar, não vale a pena expor-se ao sol da promiscuidade sexual, das
drogas, do consumismo exagerado, do desperdício e, muito menos, do vaivém de
aventuras tão próprias a este relativo período, uma vez que possa ser mais
difícil desacelerar até voltar ao ritmo natural de outras estações do ano;
voltar ao controle da vida.
Prof. Jackislandy Meira de M. Silva
Bel. em Teologia, Licenciado em
Filosofia, Esp. em Metafísica e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela
UnB/Archai/Unesco.
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