Muitas pessoas que, de súbito, sabem da invenção do Carnaval pela igreja católica, acabam se espantando, num salto de admiração ou de surpresa por não se darem conta disso.
Fora no ano 604 d.C. quando tudo começou, pois o Papa Gregório I determinou que todos os anos os fiéis se dedicassem a assuntos espirituais por cerca de 40 dias, uma vez que era o tempo da Quarta-feira de cinzas até o Domingo de páscoa dedicado à austeridade e ao jejum, inclusive. Intitulava-se assim o tempo da Quaresma, período que serviria para fazer memória aos 40 dias que Jesus passou no deserto em inteira consagração.
Nesse tempo da Quaresma, a igreja não permitia aos fiéis comer carne, como ainda hoje acontece. Daí, alguns “carnais” ou “carnívoros” tomaram por pretexto tal decisão, imposta pela igreja, para entrar em ação e contrariar seus preceitos com outra proposta: Como iam ficar tanto tempo em abstinência, por que não permitir que o povo cometesse algumas extravagâncias antes? Os padres concordaram, e essa libertinagem fora oficialmente aprovada e incentivada por alguns papas carnavalescos, como Paulo II e Paulo VI, nos séculos XV e XVI, respectivamente.
Um fato curioso é que o carnaval só é comemorado em países católicos.
Esses quatro dias ou mais de “vale tudo” ou “tudo é permitido” que antecedem a Quaresma, em que as pessoas ficam 40 dias sem comer carne, passaram a ser chamados de adeus à “carne vale”, ou “carnevale”, resultando na palavra carnaval. Isto é, se a igreja católica romana não tivesse criado o tempo da quaresma, não haveria hoje o carnaval.
É bem verdade também que as folias carnavalescas estão associadas às festas pagãs romanas, que eram calcadas em muita licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música. Eram conhecidas como bacanais( em honra a Baco, o deus do vinho e da orgia), lupercais( em honra ao deus obsceno Pã, também chamado de Luperco), e saturnais( em honra ao deus saturno que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos).
A consequência de tudo isso é a perda da integridade física, moral e espiritual das pessoas que entregam suas vidas em apenas poucos dias de festas. Além do que os noticiários e jornais de todo o país, na quarta-feira de cinzas, trazem impressas as marcas e o retrato do ser que está por trás dessa algazarra pagã, comandando-a: o diabo. Sendo assim, aos que não participam dessa festa, insistimos que continuem de fora; e aos que participam ou pretendem participar, indicamos o que diz Jeremias em 51.45. Leiam e sejam verdadeiramente livres!

Com base na Revista fiel, do Pr. Silas Malafaia.
Jackislandy Meira de Medeiros Silva, Professor e Filósofo.
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